quinta-feira, 30 de abril de 2009
quarta-feira, 29 de abril de 2009
"Sei em quem pus a minha confiança" (2 Tm 1,2)

Retirado da segunda carta de São Paulo a Timóteo, este pequeno versículo põe-nos a pensar…
Reflictamos essa semana se estaremos mesmo a confiar plenamente no Senhor, entregando toda a nossa vida.
Porém, perder toda uma vida para nós jovens é algo quase utópico, é quase um absurdo. Mas, Jesus vem nos dizer que quem perder a sua vida ganhá-la-á e quem a quiser só para si pensando que ganhou-a perdê-la-á.
É tão difícil essa entrega! Mas, quem já a fez garante que é um Dom, é uma bênção cheia de outras bênçãos na nossa vida.
Outra pessoa em que devemos pôr toda a nossa confiança, porque ela mesmo pôs toda a sua confiança em Deus, num projecto totalmente desconhecido, que foi dar Jesus ao Mundo. Esta pessoa é Maria. Esta mãe, que zela sempre por nós, que também ama-nos. Ela deve ser para nós também um porto de abrigo nas nossas dificuldades!
Vamos tentar perder a nossa vida, pondo toda a nossa vida nas mãos de Deus e lá ficar. Embora seja Deus a nos acolher, Maria é quem nos leva até Ele, mas que em nada tira-lhe a sua glória.
Vamos ver se queremos e se estamos a pôr a nossa vida; tudo aquilo que somos nas mãos de Deus.
Esta semana oremos pelas vocações e pelas nossas mães e domingo digamos todos um obrigado a Maria por Jesus e á nossa mãe pelo grande dom da Vida. Sem Deus, nada poderemos ser, mas sem as nossas mães não estaríamos agora respirando, nem lendo esta reflexão.
Vamos confiar mais em Jesus e no seu projecto salvífico para nós!
Noite Mariana no Catujal
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Ida a Fátima em bicicleta

Decidimos convidar, por enquanto, como é o primeiro passeio que estamos a organizar, os centros locais mais próximos, Carvalhal, Cabeça das Mós e Paialvo e o Conselho Regional.
Terá partida da igreja de Alferrarede às 7h30 com chegada prevista para às 18h em Fátima, para depois participarmos no terço.
Visto que temos que sair muito cedo, os elementos que se inscreverem dos centros locais de fora terão acolhimento em nossas casas no dia 8 de Maio. Isto também para os meninos de Paialvo, pois não passaremos por Tomar.
A inscrição tem um preço de 10€ podendo este vir a sofrer alterações consoante o numero de pessoas que se inscreverem, ou seja, quanto mais gente mais barato fica. A inscrição inclui seguros e t-shirt do evento.
Depois para regressar de Fátima teremos que arranjar boleia para casa e infelizmente isso já terá que ficar ao encargo de cada centro local. Quanto ao transporte da bicicleta não se preocupem porque a essas podemos nós fazer a entrega.
Aconselho também a que cada centro local arranje pelo menos um carro de apoio, para assim as coisas também não se complicarem.
Terão de enviar as inscrições à Andreia até dia 4 de Maio, com nome, idade e numero do b.i. por causa dos seguros. O dinheiro é também até dia 4 de Maio, podendo ser entregue em mãos ou por vale correio.
Aqui fica um pouco a ideia do itinerário, podendo obviamente sofrer alterações:
7h00-Acolhimento no Largo da Igreja de Alferrarede
7h30-Oração de envio, Partida
-Constância
-Entroncamento
11h00-Torres Novas, Paragem na Capelinha
-Chancelaria
-Pafarrão, depois de passarmos Pafarrão faremos de novo uma paragem
17h00-Chegada a Fátima
18h00-Terço
19h30-Regresso a casa
Qualquer duvida já sabem..contactem a Andreia, por mail ou por telefone.
Um abraço e força nas canetas!
Encontro "O nosso ADN"

Sábado, dia 2 de Maio, realizar-se-á o encontro “O nosso ADN”
Este encontro servirá para motivar os jovens de A-dos-Negros perante a JMV. Para isso é indispensável a presença da JMV.
O encontro começa às 11h da manhã, com uma actividade, segue-se o almoço partilhado.
À tarde haverá mais uma actividade, preparada e animada pelo C. R. Sul, e ensaio para a missa, que será às 18h missa.
Talvez possa ser uma oportunidade para aplicarmos o que aprendemos na JMV... Fazer a Missão.
Para chegar até A-dos-Negros podem ir de comboio ou de autocarro até as Caldas da Rainha… depois vão lá buscar o pessoal.
domingo, 26 de abril de 2009
Novas Vocações
Foram produzidos alguns vídeos testemunhais que visam desmistificar ideias preconcebidas relativamente à escolha da vida religiosa.
Abrir a mente em relação à vocação e à igreja é o grande objectivo desta acção de comunicação.
26Abr - 3Maio | 46.ª SEMANA DAS VOCAÇÕES

2 Tm 1, 12
Vocação significa chamamento. Nós somos chamados ora para dar a nossa presença ora para executar alguma tarefa ou assumir alguma missão. O chamamento é sinal de confiança. O que é chamado é importante para quem o chama. A vocação humana tem, ao mesmo tempo, a sua dimensão pessoal no sentido de chegar ao pleno desenvolvimento dos seus talentos, e também a sua dimensão social no sentido de colocar os seus dons pessoais ao serviço dos outros, da comunidade. Por isso saibamos que vivemos concretamente a nossa vocação humana servindo naquelas actividades habituais que exige a profissão de cada um.
Porém, todos os baptizados são chamados à santidade, segundo a palavra de S. Paulo: Esta é a vontade de Deus, a vossa santificação (!ª Tês. 4,3 e Rom. 1,7). Há vocações missionárias, como por ex. Moisés (Ex. 2,1-10 e 3, 10). A continuação da missão de Cristo foi confiada à sua Igreja: “Como o Pai me enviou, também Eu vos envio a vós”(Jo.20,21). Guiados por S. Paulo, entendemos a relação entre os dons e os ministérios (serviços): “Há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo; diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo; diversos modos de acção, mas é o mesmo Deus que realiza tudo em todos”(1ª Cor.12, 4-6).
Esta Semana de Oração é dedicada especialmente às vocações de consagração sobretudo à vocação ao ministério sacerdotal, para que o Senhor nos corações pais jovens que se disponham a ser padres.
É a oração que prepara a vocação, porque ela é obra da graça e dom de amor. Deus precede-nos sempre no caminho que antes de ser aventura humana é iniciativa divina. Antes do chamamento dos discípulos, Jesus rezou.
Neste Ano Paulino, também S. Paulo nos mostra que a iniciativa da conversão e do chamamento são sempre de Deus. Uma comunidade orante oferece, aos que são chamados, ambientes e momentos propícios ao discernimento e à resposta livre e generosa.
E compreende-se que seja a partir da Eucaristia e do serviço do altar que a comunidade cristã perceba melhor o mistério do dom de Deus e se dê maior valor à resposta humana de quantos são chamados.
E contemplando a vocação de Maria, Mãe da Igreja, que pelo seu “Sim” se tornou a Mãe de Deus e nossa Mãe e se faz nosso exemplo, ensinando-nos a cultivar no coração o acolhimento sereno e generoso ao projecto de Deus.
Pedi ao Senhor que dê mais trabalhadores à sua Igreja.
Fonte: Farol de Luz
A figura exemplar de S. Nuno Álvares Pereira

Na homilia da cerimónia da canonização de S. Nuno de Santa Maria, Bento XVI destacou algumas características do novo santo português. “Uma intensa vida de oração e absoluta confiança no auxílio divino” E adianta: “Embora fosse um óptimo militar e um grande chefe, nunca deixou os dotes pessoais sobreporem-se à acção suprema que vem de Deus”.
“São Nuno esforçava-se por não pôr obstáculos à acção de Deus na sua vida, imitando Nossa Senhora, de Quem era devotíssimo e a Quem atribuía publicamente as suas vitórias” – sublinhou Bento XVI na homilia.
No final da sua vida, o «Santo Condestável» retirou-se para o convento do Carmo, em Lisboa, mandado construir por ele. “Sinto-me feliz por apontar à Igreja inteira esta figura exemplar nomeadamente pela presença duma vida de fé e oração em contextos aparentemente pouco favoráveis à mesma, sendo a prova de que em qualquer situação, mesmo de carácter militar e bélica, é possível actuar e realizar os valores e princípios da vida cristã” – disse o Papa.
No final da celebração, Bento XVI agradeceu à comunidade portuguesa presente na praça de S. Pedro e, em particular, os carmelitas. "A quem um dia se prendeu o olhar e o coração deste militar crente" - salientou. A sua história de vida é "um apelo" aos cristãos de hoje - finalizou.
sábado, 25 de abril de 2009
Reunião no Salão Paroquial
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Liturgia da Eucaristia de Domingo, 26.04.2009

3º Domingo da Páscoa - Ano B
26 de Abril de 2009
O Evangelho assegura-nos que Jesus está vivo e continua a ser o centro à volta do qual se constrói a comunidade dos discípulos. É precisamente nesse contexto eclesial - no encontro comunitário, no diálogo com os irmãos que partilham a mesma fé, na escuta comunitária da Palavra de Deus, no amor partilhado em gestos de fraternidade e de serviço - que os discípulos podem fazer a experiência do encontro com Jesus ressuscitado. Depois desse “encontro”, os discípulos são convidados a dar testemunho de Jesus diante dos outros homens e mulheres.
A primeira leitura apresenta-nos, precisamente, o testemunho dos discípulos sobre Jesus. Depois de terem mostrado, em gestos concretos, que Jesus está vivo e continua a oferecer aos homens a salvação, Pedro e João convidam os seus interlocutores a acolherem a proposta de vida que Jesus lhes faz.
A segunda leitura lembra que o cristão, depois de encontrar Jesus e de aceitar a vida que Ele oferece, tem de viver de forma coerente com o compromisso que assumiu… Essa coerência deve manifestar-se no reconhecimento da debilidade e da fragilidade que fazem parte da realidade humana e num esforço de fidelidade aos mandamentos de Deus.
Clique na imagem abaixo para ver uma reflexão acerca do Evangelho do próximo Domingo
Clique AQUI para ver o Boletim sobre o III Domingo da Páscoa.
Ecclesia
Farol de Luz
A Caminho
Convite de Paialvo

A inscrição tem o custo de 15€ e terá de ser feita até ao final desta semana, junto da Andreia.
Confirmem se vão ou não. Quem estiver interessado deve inscrever-se o mais cedo possível, pois existe limite de inscrições.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
O novo Santo português
Nuno de Santa Maria será o oitavo santo do catolicismo português. Às virtudes da sua vida, assumidas segundo a experiência católica de olhar os outros e as coisas, acrescenta-se o facto do seu percurso biográfico estar intimamente relacionado com a História de Portugal, a sua independência e consolidação da nacionalidade.
No limiar da celebração de canonização, em Roma, a 26 de Abril, a Agência ECCLESIA apresenta um amplo dossier/destacável com informação sobre a sua vida, o processo de canonização e, por último, as representações iconográficas do Santo Condestável, pela pena de D. Carlos Azevedo. Acrescenta-se a análise a esta canonização pelo Cardeal Saraiva Martins e a opinião de António Bagão Félix, Inês Dentinho e Guilherme d’Oliveira Martins. Incluem-se ainda o testemunho do vice-postulador da causa, do Geral da Ordem do Carmo e de Guilhermina de Jesus, a mulher miraculada por intercessão do Condestável.
Nascido a 24 de Junho de 1360, em Cernache do Bonjardim (actual distrito de Castelo Branco), o novo santo português foi um dos portugueses que mais profundamente marcaram a história do nosso país. Filho de D. Álvaro Gonçalves Pereira, Prior dos Hospitalários de Portugal, e de D. Iria Gonçalves de Carvalhal, dama da Infanta Dona Beatriz (filha de D. Fernando), Nuno Álvares Pereira foi 3º conde Ourém, 7º de Barcelos e 2º de Arraiolos. Falecido em 1431, no Carmo de Lisboa, sabe-se que D. Duarte pediu para que se organizasse o seu processo de canonização em 1437, ou seja, apenas seis anos após a sua morte.
Primórdios
Adquiriu o título de «Condestável do Reino» devido aos méritos na guerra de 1385 entre Portugal e Castela. No Arquivo da Casa de Bragança existia, até ao terramoto de 1755, o diploma original no qual o Mestre de Avis, D. João I, lhe concedia o título de «Condestabre» do reino e, para lhe agradecer, o rei faz-lhe a doação do Condado de Ourém e de outras terras nomeadas. (Cf. Tarouca, Carlos da Silva – O «Santo Condestável» pode ser canonizado?. Brotéria. Lisboa. XLIX (1949) 129-140.) Na Torre do Tombo (Lisboa) existe também um documento – a cópia coeva, em pública forma, da carta do mesmo rei, com a qual, no Porto, a 8 de Novembro faz a doação ao mesmo D. Nuno Álvares Pereira, Condestável e Conde de Ourém, do Condado de Barcelos (Cf. Tarouca, Carlos da Silva).
Com esta documentação fica excluída qualquer dúvida a respeito da sua identidade e dos mais importantes feitos da sua vida. Para provar que D. Nuno e o Condestável eram a mesma pessoa basta recorrer a uma carta do Papa Urbano VI para o bispo de Viseu, a 8 de Dezembro de 1386, cujo original existia até ao referido terramoto no Carmo de Lisboa. Nela, o Papa chama Nuno, Conde de Barcelos, ao fundador do convento. Esta não é a única carta de Urbano VI ao Condestável. Segundo o cronista do Carmo, Pereira de Sant´Anna, o Papa envia-lhe dois documentos – assinados a 26 de Novembro de 1387 – onde realça: “Revalidava o que antes obtivera, para contrair matrimónio com a senhora D. Leonor de Alvim, sem embargo de parentesco” e a outra concede-lhe privilégios de missas para o conde, esposa e família.
Recorrendo ao artigo de Carlos da Silva Tarouca, encontram-se provas que D. Duarte pediu a canonização de D. Nuno Álvares Pereira. No Códice Ashburnham 1792 da Biblioteca Laurenziana de Florença existem dois volumes de originais, pertencentes à correspondência original que ao abade beneditino D. João Gomes chegava de Portugal. Neste códice encontra-se a carta original (publicada pelo Pe. Domingos Maurício: Brotéria VII-1928) de D. Duarte ao abade de Florença e seu conselho. Assinado a 21 de Julho de 1437, neste documento o rei português queixava-se de ainda não ter recebido “O desembargo que saiu do canonizamento do Santo Condestabre per que se tire a inquirição que sobre isto se costuma fazer”. Conclui-se que o Papa mandou começar o processo de canonização de D. Nuno Álvares Pereira.
O documento contém também mais informações que ajudam a compreender o início deste processo. Nele, D. Duarte envia a D. João Gomes (abade beneditino) a oração litúrgica – feita pelo infante D. Pedro (faleceu em 1449) – e o esboço do panegírico que devia ser pronunciado por ocasião da canonização. Tanto D. Duarte como os irmãos tomavam a sério o processo de canonização do condestável. Para prová-lo, existe uma cópia, tirada pelo cronista-mor do reino, Gomes Eanes Azurara, onde são elencados os milagres atribuídos à sua intercessão.
A «oração litúrgica» do Infante D. Pedro é um documento de importância capital, sendo a única fonte coeva, que fala claramente da santidade de vida. Este Códice da Cartuxa de Évora – actualmente está na Torre do Tombo – é a única fonte que conservou a data da morte do Beato Nuno: Dia de Páscoa de 1431, isto é, 1 de Abril.
Nascimento do culto
Em relação ao início do culto que se prestava ao Santo Condestável, Jorge Cardoso no «Hagiológia Lusitano» (Cardoso, George – Agiologio Lusitano III. Lisboa, 1666) e, sobretudo, José Pereira de Sant´Ana na sua «Crónica dos Carmelitas» (Sant´Anna, Joseph Pereira – Chronica dos Carmelitas da Antiga e Regular Observância I. Lisboa, 1745) relatam, longamente, além da sua vida virtuosa, os altares e imagens que lhe eram dedicados, as missas que se celebravam em sua honra, as trasladações das suas relíquias, as peregrinações ao seu túmulo, e as muitas graças e milagres que eram atribuídas à sua intercessão.
Perante tais relatos pensou-se logo em obter do Papa a confirmação deste culto pela beatificação e canonização. Sabe-se que D. Duarte estimava muito o condestável. Quando era infante visitava-o com frequência no Convento do Carmo e tomou a iniciativa de pedir a sua canonização (Cf. Maurício, Domingos – Para a história do culto do B. Nun´Alvres. Brotéria. Lisboa. VII. 1928).
Como o desejo não foi realizado, nos reinados de D. João IV e D. Pedro II, os prelados da corte enviaram uma súplica ao Papa a pedirem a canonização de D. Nuno Álvares Pereira, súplica que foi corroborada pelos monarcas.
«Ventilou-se esta questão nas Cortes de 1674, as últimas que se reuniram antes da revolução de 1820. Privado el-rei D. Afonso VI do governo em 1667, o regente seu irmão convocou Cortes que se reuniram em 20 de Janeiro de 1674, na sala dos Tudescos do Paço da Ribeira. O braço da nobreza reuniu separadamente, no dia 22, no Mosteiro de Santo Elói, para eleger os trinta na forma costumada; e eleitos os trinta, passaram a ter as suas sessões ás segundas, quartas e sextas-feiras em S. Roque, na Capela de Nossa Senhora do Pópulo. Foi na 12ª Sessão, segunda-feira, 22 de Março, que se discutiu a questão da canonização de Nuno Álvares Pereira.» (Martins, Oliveira – A vida de Nun`Alvares. Lisboa: Guimarães Editores, 1955)
O processo não teve o andamento desejado. Somente nos fins do século XIX, as diligências ganharam novo fôlego com as instâncias do Postulador Geral da Ordem dos Carmelitas. Em 1894, o então Cardeal Patriarca, D. José Sebastião Neto, nomeou juiz da causa o arcebispo de Mitilene, D. Manuel Baptista da Cunha, futuro arcebispo de Braga. Dadas as vicissitudes “dos últimos tempos da Monarquia e princípios da República, o processo só terminou no tempo do Patriarca D. António Mendes Belo” (Leite, António – A caminho da canonização do beato Nun´Álvares. Brotéria. Lisboa. LXX (1960). 617-627).
Enviado o processo para Roma, e feitas as diligências na Sagrada Congregação dos Ritos (actual Congregação para as Causas dos Santos), Bento XV, pelo decreto «Clementissimus Deus» da mesma congregação, com data de 23 de Janeiro de 1918, confirmava o culto prestado a Nun´Álvares, increvendo-o no número dos beatos (O texto do decreto encontra-se na «Acta Apostolicae Sedis», 10 (1918) 102 - 196).
Como é natural, a beatificação do santo condestável trouxe um grande incremento no seu culto. Em todas as dioceses começou a celebrar-se a sua festa litúrgica, 6 de Novembro.
Nas comemorações do VIII centenário da fundação da nacionalidade, em 1940, o governo português e os bispos das dioceses pediram ao Papa para que fosse reassumida a causa da canonização do Beato Nuno. Pio XII satisfez o pedido através de um decreto da Sagrada Congregação dos Ritos, com data de 28 de Maio de 1941 (O texto do decreto encontra-se na «Acta Apostolicae Sedis», 33 (1941) 399 - 400).
O número de testemunhos episcopais acerca da santidade de Nuno Álvares é considerável, sendo vários os tornados públicos a seguir à beatificação, nos centenários do nascimento e da morte, e na peregrinação das Relíquias pelo País, em 1960, atura em que foi publicada uma Pastoral Colectiva do Episcopado.
O processo de canonização do Beato Nuno foi reaberto a 13 de Julho de 2003, nas ruínas do Convento do Carmo, com sessão presidida por D. José Policarpo. O cardeal Patriarca definiu nessa celebração o Beato Nuno de Santa Maria como um modelo a seguir por todos os que exercem funções de responsabilidade. “Ele é um exemplo de um cristão que exerceu as suas missões civis com a coerência de um cristão” – sublinhou.
A 1 de Maio de 2004, nas comemorações dos 150 anos do Dogma da Imaculada Conceição, o Santuário de Vila Viçosa recebeu as relíquias do beato. Na homilia da celebração, D. Maurílio de Gouveia, então arcebispo de Évora, disse aos peregrinos que, nas constantes deslocações e correrias por caminhos de Portugal, D. Nuno dava “um testemunho inquebrantável da fé cristã; norteavam-no os critérios do Evangelho; alimentava-o a oração e, sobretudo, a Eucaristia”. E acrescentou: “Trabalhou, como poucos, talvez como ninguém, pela defesa e pelo progresso do seu torrão natal”.
A notícia esperada surgiu a 21 de Fevereiro de 2009, quando Bento XVI anunciou a canonização do «Condestabre». Um caminho longo – cerca de 578 anos - que culmina, a 26 deste mês, com a inscrição de Nuno Álvares Pereira no álbum dos santos.
segunda-feira, 20 de abril de 2009
domingo, 19 de abril de 2009
4 anos de Bento XVI

Este último ano foi de grande actividade e teve passagens por quatro Continentes, com as viagens aos EUA (Abril de 2008), Austrália (Julho de 2008, França (Setembro de 2008), Angola e Camarões (Março de 2009).
Bento XVI líder espiritual dos mais de mil milhões de católicos em todo o mundo, continua fiel à linha definida desde o início do pontificado, centrado em devolver Jesus ao mundo, com tudo o que isso implica. Se no começo da sua missão, era o Papa “invisível” o alvo das críticas, hoje já se multiplicam as teorias e mesmo alguns mitos em torno das suas palavras e gestos.
Considerado por muitos como um Papa “europeísta”, Joseph Ratzinger aprendeu a fazer do mundo a sua casa, como se viu na recente viagem a África – com denúncias à corrupção e à condição das mulheres, apelos aos governantes locais e à comunidade internacional. O contexto de crise financeira serviu para pedir uma nova ordem internacional, ajuda aos países mais pobres e protecção para os trabalhadores, como se viu na mensagem enviada à Cimeira do G20, em Londres, ou para o Dia Mundial da Paz 2009.
Praticamente todas as crises internacionais já mereceram, por parte de Bento XVI, um apelo em favor da paz, da reconciliação e do diálogo. O mesmo aconteceu em várias situações de catástrofe natural ou humana, com destaque para o recente sismo em L’Aquila, localidade que o Papa deverá visitar em Maio, mês em que se desloca à Terra Santa e deverá provar que pode ser um elemento a ter em conta na difícil equação da paz no Médio Oriente.
Em qualquer situação, contudo, não se deve esperar uma atitude diferente daquela que ele enunciou na homilia da Missa crismal, de Quinta-feira Santa, onde apresentou aos presentes uma reflexão sobre a importância da verdade na vida de um sacerdote. É a preocupação com a verdade, no meio do relativismo reinante, que faz destacar a figura do actual Papa, embora nem sempre isso lhe traga os maiores elogios.
Para o porta-voz do Vaticano, Pe. Federico Lombardi, o actual pontificado sintetiza-se de forma muito simples: "Levar Deus aos homens e os homens a Deus, o Deus que se manifestou no rosto de Cristo, e traduzir a fé em diálogo, em força de unidade e de testemunho de caridade activa".
Fonte: Ecclesia
sábado, 18 de abril de 2009
Liturgia da Eucaristia de Domingo, 19.04.2009

2º Domingo da Páscoa - Ano B
19 de Abril de 2009
Na primeira leitura temos, numa das “fotografia” que Lucas apresenta da comunidade cristã de Jerusalém, os traços da comunidade ideal: é uma comunidade formada por pessoas diversas, mas que vivem a mesma fé num só coração e numa só alma; é uma comunidade que manifesta o seu amor fraterno em gestos concretos de partilha e de dom e que, dessa forma, testemunha Jesus ressuscitado.
No Evangelho sobressai a ideia de que Jesus vivo e ressuscitado é o centro da comunidade cristã; é à volta d’Ele que a comunidade se estrutura e é d’Ele que ela recebe a vida que a anima e que lhe permite enfrentar as dificuldades e as perseguições. Por outro lado, é na vida da comunidade (na sua liturgia, no seu amor, no seu testemunho) que os homens encontram as provas de que Jesus está vivo.
A segunda leitura recorda aos membros da comunidade cristã os critérios que definem a vida cristã autêntica: o verdadeiro crente é aquele que ama Deus, que adere a Jesus Cristo e à proposta de salvação que, através d’Ele, o Pai faz aos homens e que vive no amor aos irmãos. Quem vive desta forma, vence o mundo e passa a integrar a família de Deus.

A Caminho
Farol de Luz
Ecclesia
Encontro de Reflexão
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Seminário sobre a Pastoral Juvenil

Quem quiser participar, terá de comunicar o mais rápido possível. O prazo da inscrição é até ao dia 19 de Abril (Domingo).
Abaixo encontra-se a ficha de inscrição e mais alguns dados do Seminário. Cliquem para aumentar.


VI Assembleia Nacional JMV e Conselho Nacional Alargado JMV

1. Ponto um: Apresentação e aprovação da proposta de regulamento da V Assembleia Nacional JMV.
2. Ponto dois: Leitura, discussão e aprovação da Acta da V Assembleia Nacional JMV.
3. Ponto três: Apresentação, discussão e aprovação do relatório de contas de 2008.
4. Ponto quatro: Apresentação, discussão e aprovação do orçamento para 2009.
5. Ponto cinco: Apresentação e aprovação do Plano de Actividades para 2009.
6. Outros assuntos.
1. Ponto um: Explanação do Conselho Nacional.
2. Ponto dois: Explanação dos conselhos Regionais.
3. Ponto três: XXV Encontro Nacional.
4. Ponto quatro: Outros Assuntos
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Papa Bento XVI comemora hoje o seu 82.º aniversário

“Vê-se que é este, verdadeiramente, o centro das suas preocupações: reconduzir os homens a Deus e levar Deus aos homens, através de um grande amor pessoal por Cristo”, referiu à Rádio Vaticano.
“Espero profundamente que, na medida do possível, seja bem sucedido, tanto no interior da Igreja, com o seu magistério tão qualificado – porventura também com a conclusão do seu livro sobre Jesus, que desejo verdadeiramente poder ler, também na sua segunda parte! – mas também para a humanidade de hoje, levando a perceber que, não obstante as posições críticas que há que manter para com tantos aspectos negativos da cultura e da mentalidade de hoje, no fundo a mensagem principal que se transmite é uma mensagem de amor, uma mensagem para o bem do homem, da pessoa humana, e que é precisamente a sua reconciliação com Deus e com todos os outros homens que vivem nesta terra”, referiu o Pe. Lombardi.
Fonte:
Agência Ecclesia
quarta-feira, 15 de abril de 2009
"Ressurreição de Jesus não é teoria"

Bento XVI dedicou a mensagem da Páscoa – pronunciada da janela da Basílica de São Pedro do Vaticano – a mostrar como a ressurreição de Jesus não é uma teoria ou um mito, mas o facto mais significativo da história.
Diante de 200 mil fiéis que enchiam a Praça de São Pedro e as ruas adjacentes, o Papa considerou, por este motivo, que o anúncio da Páscoa limpa as regiões escuras do materialismo e do niilismo, que parecem estender-se nas sociedades modernas.
Numa manhã de céu coberto, o Santo padre recolheu «uma das questões que mais angustia a existência do homem é precisamente esta: o que há depois da morte?».
«A este enigma – respondeu –, a solenidade de hoje permite-nos responder que a morte não tem a última palavra, porque no fim quem triunfa é a Vida.»
A ressurreição de Jesus «não é uma teoria, mas uma realidade histórica revelada pelo Homem Jesus Cristo por meio da sua ‘páscoa’, da sua ‘passagem’, que abriu um ‘caminho novo’ entre a terra e o Céu».
«Não é um mito nem um sonho, não é uma visão nem uma utopia, não é uma fábula, mas um acontecimento único e irrepetível: Jesus de Nazaré, filho de Maria, que ao pôr do sol de Sexta-feira foi descido da cruz e sepultado, deixou vitorioso o túmulo», sublinhou.
O Bispo de Roma explicou que «o anúncio da ressurreição do Senhor ilumina as zonas escuras do mundo em que vivemos. Refiro-me de modo particular ao materialismo e ao niilismo, àquela visão do mundo que não sabe transcender o que é experimentalmente constatável e refugia-se desconsolada num sentimento de que o nada seria a meta definitiva da existência humana».
De fato, assegurou, «se Cristo não tivesse ressuscitado, o ‘vazio’ teria levado a melhor. Se abstraímos de Cristo e da sua ressurreição, não há escapatória para o homem, e toda a sua esperança permanece uma ilusão».
Com a ressurreição de Cristo, sublinhou, «já não é o nada que envolve tudo, mas a presença amorosa de Deus».
Porém, continuou dizendo, ainda que seja verdade que a morte já não tem poder sobre o homem e o mundo, no entanto, «restam ainda muitos, demasiados sinais do seu antigo domínio».
Por este motivo, o papa afirmou que Cristo «precisa de homens e mulheres que, em todo o tempo e lugar, O ajudem a consolidar a sua vitória com as mesmas armas d’Ele: as armas da justiça e da verdade, da misericórdia, do perdão e do amor».
segunda-feira, 13 de abril de 2009
O nosso corpo...

Entramos no mistério dum corpo, não só no de Jesus mas também no do nosso próprio corpo, que nos permitirá exprimirmo-nos da melhor forma, não entorpecerá o nosso espírito com cansaço e rebeldia mas que se exprimirá com facilidade e alegria.
O Senhor conhece o meu nome e o meu corpo. Ele contempla a minha face vivida, formada pela minha história, que mostra as linhas de amor, indulgência, sofrimento, humor e simpatia.
Tal como diz o provérbio: "O rosto que tens aos quarenta é o rosto que mereces."
Ensina-me a amar o meu rosto e o meu corpo, o meu templo do Espírito Santo. Envelhecerá e morrerá comigo; mas isso não será o final.
O meu corpo é sagrado e a Páscoa da Ressurreição abre uma janela para ele e para mim, através da qual contemplamos uma vista misteriosa e infinita.
Este é um mistério que ultrapassa a nossa imaginação; mas é o centro da nossa Fé.
À medida que os anos passam, nada na nossa fé tem mais sentido do que a Paixão e a Ressurreição; a certeza de que os nossos corpos, como o de Jesus, devem sofrer e morrer, e a certeza de que nós, nos nossos corpos, teremos uma vida depois da morte.
Quando desejamos entre nós uma Boa Páscoa, não se trata só de três dias numa poltrona, mas duma profunda alegria ao saber que a melhor parte de nós vai enganar a sepultura.
Os nossos ossos cansados, as nossas carnes pesadas, os nossos cérebros confundidos, já levam as sementes dessa Ressurreição. Nenhum de nós é mortal.
domingo, 12 de abril de 2009
Cristo Ressuscitou! Aleluia, Aleluia!

É caso para gritar ao mundo:
Cristo Ressuscitou! Aleluia, Aleluia!
Sejamos testemunho do Amor de Deus por nós e saibamos dizer como S. Paulo: “Não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim”. Gl 2, 20
Liturgia da Eucaristia de Domingo de Páscoa

Domingo de Páscoa - Ano B
12 de Abril de 2009
Certamente já todos recebemos uma notícia que nos alegrou bastante. Ficamos tão satisfeitos e contentes que de forma exaltada a partilhamos com aqueles em quem temos mais confiança. E a verdade é que a notícia se vai contagiando de uns para os outros.
Ora, também hoje é dada a cada um de nós uma boa notícia que nos deve alegrar e levar a anunciá-la aos outros: Cristo está vivo. Aleluia! Foi isso que fez Maria Madalena quando, de madrugada, foi ao sepulcro e não viu Jesus (ver Evangelho).
Uma nova explosão cria um Universo Novo. Diante da cruz contemplamos o Cristo que sofre. Diante da cruz vemos a crueldade do nosso pecado de termos condenado à morte violenta um inocente. Diante da cruz vemos o inocente de braços abertos, como que a abraçar todos aqueles que O contemplam, apesar de terem sido injustos para com Ele. Diante da cruz, o sinal mais, o sinal positivo. Mas este não é o último sinal, apesar de ser o que nos identifica, pois se assim fosse era vã a nossa fé. Afinal, Aquele em quem tínhamos posto toda a nossa confiança, toda a nossa esperança, tinha sido vencido. Mas, a nossa esperança é verdadeira, pois a última palavra é, na verdade, a Ressurreição de Jesus, como garantia da nossa própria ressurreição.
Não podemos chegar ao Domingo da Ressurreição sem antes termos passado pela Sexta-feira Santa. Não podemos chegar à Verdadeira Vida, à Vida Eterna, sem antes termos passado pela morte, que não é o fim mas a passagem para a vida definitiva. Este é o sentido de celebrarmos a Festa das festas: a Páscoa.
O nosso Deus é um Deus vivo. É um Deus que caminha ao lado do homem e da mulher e que lhes quer dar a Vida, e Vida em abundância. Cristo sai vitorioso. A morte foi vencida. Uma nova criação é inaugurada. Cada um de nós é agora uma nova criatura, diante da Luz poderosíssima do Ressuscitado.
Vivendo o Evangelho
Celebrar uma festa implica de nós preparação. Foi o que fizemos ao longo de quarenta dias, no Tempo da Quaresma. Caminhámos no deserto, fizemos retiro na nossa vida. Agora somos lançados e encorajados para uma vida nova, para um mundo novo, pois celebramos o motivo mais válido da nossa fé: Cristo morreu mas ressuscitou. Ora, viver com esta certeza impele-nos a uma vida diferente. Aprofundar a fé: eis o grande desafio para este Tempo Pascal. Que «ver e acreditar» possam ser da nossa parte espelho e reflexo para os outros, não dos nossos interesses pessoais, não do nosso orgulho, não do nosso ódio, não da nossa inveja, não das nossas divisões entre a família ou mesmo na comunidade, mas sim o reflexo desta luz que encandeia os nossos olhos e imediatamente nos atrai: Cristo ressuscitado. Por isso, aspiremos às coisas do alto, pois é aí que Cristo se encontra (ver 2º Leitura).
DOMINGO DE PÁSCOA: JESUS VENCEU

Jesus tinha sido sepultado. Aos olhos dos homens, a sua vida e a sua mensagem tinham terminado com o mais profundo dos fracassos. Os seus discípulos, confusos e atemorizados, tinham-se dispersado. As próprias mulheres que acodem para realizar um gesto piedoso, perguntam-se umas às outras: quem nos tirará a pedra da entrada do sepulcro? "No entanto, faz notar São Josemaria Escrivá, seguem adiante... Tu e eu, como andamos de vacilações? Temos esta decisão santa, ou temos de confessar que sentimos vergonha ao contemplar a decisão, a intrepidez, a audácia destas mulheres?".
Cumprir a Vontade de Deus, ser fiéis à lei de Cristo, viver coerentemente a nossa fé, pode parecer às vezes muito difícil. Apresentam-se obstáculos que parecem insuperáveis. No entanto, não é assim. Deus vence sempre.
A epopeia de Jesus de Nazaré não termina com a sua morte ignominiosa na Cruz. A última palavra é a da Ressurreição gloriosa. E os cristãos, no Baptismo, somos mortos e ressuscitados com Cristo: mortos para o pecado e vivos para Deus. «Oh Cristo – dizemos com o Santo Padre João Paulo II –, como não dar-te graças pelo dom inefável que nos ofereces nesta noite! O mistério da tua Morte e da tua Ressurreição infunde-se na água baptismal que acolhe o homem velho e carnal, e o faz puro com a mesma juventude divina» (Homilia, 15-IV-2001).
Hoje a Igreja, cheia de alegria, exclama: este é o dia que o Senhor fez: gozemos e alegremo-nos com ele! Grito de júbilo que se prolongará durante cinquenta dias, ao longo do tempo pascal, como um eco das palavras de São Paulo: posto que vós ressuscitastes com Cristo, procurai os bens do alto, onde está Cristo sentado à direita de Deus. Ponham todo o coração nos bens do céu, não nos da terra; porque morrestes e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.
sábado, 11 de abril de 2009
SÁBADO SANTO: SILÊNCIO E CONVERSÃO
Hoje é um dia de silêncio na Igreja: Cristo jaz no sepulcro e a Igreja medita, admirada, o que fez por nós este Senhor nosso. Guarda silêncio para aprender do Mestre, ao contemplar o seu corpo destroçado.
Cada um de nós pode e deve unir-se ao silêncio da Igreja. E ao considerar que somos responsáveis por essa morte, esforçar-nos-emos para que guardem silêncio as nossas paixões, as nossas rebeldias, todo o que nos aparte de Deus. Mas sem estar meramente passivos: é uma graça que Deus nos concede quando a pedimos diante do Corpo morto do seu Filho, quando nos empenhamos por tirar da nossa vida tudo o que nos afasta d’Ele.
O Sábado Santo não é um dia triste. O Senhor venceu o demónio e o pecado, e dentro de poucas horas vencerá também a morte com a sua gloriosa Ressurreição. Reconciliou-nos com o Pai celestial: já somos Filhos de Deus! É necessário que façamos propósitos de agradecimento, que tenhamos a segurança de que superaremos todos os obstáculos, sejam de que tipo for, se nos mantivermos bem unidos a Jesus pela oração e pelos sacramentos.
O mundo tem fome de Deus, ainda que muitas vezes o não saiba. As pessoas estão desejando que se lhes fale desta realidade gozosa – o encontro com o Senhor –, e para isso viemos nós os cristãos. Tenhamos a valentia daqueles dois homens – Nicodemos e José de Arimateia –, que durante a vida de Jesus Cristo mostravam respeitos humanos, mas que no momento definitivo se atrevem a pedir a Pilatos o corpo morto de Jesus, para lhe dar sepultura. Ou a daquelas mulheres santas que, quando Cristo é já um cadáver, compram aromas e acodem a embalsamá-lo, sem ter medo dos soldados que guardam o sepulcro.
À hora da debandada geral, quando todo o mundo se sentiu com direito a insultar, rir e mofar-se de Jesus, eles vão dizer: dá-nos esse Corpo, que nos pertence. Com que cuidado o desceriam da Cruz e iriam olhando as suas Chagas! Peçamos perdão e digamos, com palavras de São Josemaria Escrivá: eu subirei com eles ao pé da Cruz, apertar-me-ei ao Corpo frio, cadáver de Cristo, com o fogo do meu amor..., despregá-Lo-ei com os meus desagravos e mortificações..., envolvê-Lo-ei com o lençol novo da minha vida limpa e enterrá-Lo-ei no meu peito de rocha viva, donde ninguém mo poderá arrancar; e, aí, Senhor, descansai!
Compreende-se que pusessem o corpo morto do Filho nos braços da Mãe, antes de dar-lhe sepultura. Maria era a única criatura capaz de lhe dizer que entende perfeitamente o seu Amor pelos homens, pois Ela não foi causadora dessas dores. A Virgem Puríssima fala por nós; mas fala para nos fazer reagir, para que experimentemos a sua dor, feita uma só coisa com a dor de Cristo.
Tiremos propósitos de conversão e de apostolado, de identificar-nos mais com Cristo, de estar totalmente centrados nas almas. Peçamos ao Senhor que nos transmita a eficácia salvadora da sua Paixão e da sua Morte. Consideremos o panorama que se nos apresenta por diante. As pessoas que nos rodeiam, esperam que nós os cristãos lhes descubramos as maravilhas do encontro com Deus. É necessário que esta Semana Santa – e depois todos os dias – seja para nós um salto de qualidade, um dizer ao Senhor que se meta totalmente nas nossas vidas. É preciso comunicar a muitas pessoas a Vida nova que Jesus Cristo nos conseguiu com a Redenção.
Recorramos a Santa Maria: Virgem da Solidão, Mãe de Deus e Mãe nossa, ajuda-nos a compreender – como escreve São Josemaria – que é preciso fazer vida nossa a vida e a morte de Cristo. Morrer pela mortificação e pela penitência, para que Cristo viva em nós pelo Amor. E seguir então os passos de Cristo, com afã de corredimir todas as almas. Dar a vida pelos outros. Só assim se vive a vida de Jesus Cristo e nos fazemos uma só coisa com Ele.
FOTOS DO DIA JOVEM
sexta-feira, 10 de abril de 2009
MENSAGEM DO NOSSO PÁROCO, PADRE CARLOS ALMEIDA, PARA A SEMANA SANTA
Estes dias debruçamo-nos sobre a paixão, a morte, a vida que se entrega, o abandono, o medo, a confiança... A profundidade do ser humano, capaz do melhor e do pior; e sobretudo sobre a ternura de Deus, capaz de um amor que se esvazia de si para preencher o outro. Aí estão também as nossas dores e as nossas esperanças...
"Cresceu na sua presença como um rebento, como uma raiz em terra árida, sem figura nem beleza. Vimo-lo sem aspecto atraente". (Is 53, 2) Na paixão o supérfluo desaparece. O artificial não existe. O ruído cala-se e concentra-se a atenção no essencial: o serviço como tarefa; o amor como motivo. Desvanece-se o que distrai o nosso olhar, e a atenção centra-se no coração do Evangelho: um Deus que nos ama com loucura, a si, a ti e a mim, tal como somos.
"O Senhor Deus ensinou-me o que devo dizer, para saber dar palavras de alento aos desanimados". (Is 50, 4) Não há nada mais enganoso do que ver as coisas de longe, de cima, misticamente. Jesus aproxima-se dos infernos deste mundo. Agacha-se, para chegar mas baixo, onde estão os que não têm quem os alcance. Jesus aprende a ver com os olhos feridos do inocente do golpeado; com os olhos implorantes do homem abandonado; como os olhos serenos do justo que trabalha na consciência; Jesus vê como os olhos cansados de quem põe tudo em jogo; com os olhos húmidos de quem chora os prantos deste mundo. O olhar próximo transforma-nos de espectadores em protagonistas de uma história eterna. Somos assim convidados a pensar nas coisas, as vidas, as pessoas, que vemos próximo. Olhar à nossa volta e implicamo-nos, fundir um pouco da nossa história com outras histórias, quase com todas as histórias, desejando a cura de cada ferida.
"Cantai, ó céus! Exulta de alegria ó terra! Rompei em exclamações, ó montes, porque o Senhor consola o seu povo e compadece-se dos desamparados" (Is 49, 13) Alegre, si! Porque a palavra é de vida e de esperança. As sombras retiram-se e permitem vislumbrar a glória de Deus, a festa do homem. Podemos ver um mundo sanado, ainda que por vezes não pareça. Porque a palavra definitiva de Deus é um canto de amor. A sua carícia sana as feridas. O mal não vence. Alegre porque o caído encontrará força para levantar-se da sua derrota. Porque o verdugo calará, confundido (e quem sabe convertido). Alegre porque Deus e o próximo preenchem a solidão, dão sentido e convertem em canto o silêncio antes desabitado. Somos assim convidados a não olhar o mundo pela sombra ou pela queixa, pela tradição. Mas olhá-lo procurando nele os olhares de Deus, os milagres quotidianos, as pequenas ou grandes vitórias do amor, da festa, da vida.
Feliz Semana Santa para todos.
Padre Carlos Almeida
SEXTA-FEIRA SANTA: CRISTO NA CRUZ

Cada um de nós há de ver-se no meio daquela multidão, porque foram os nossos pecados a causa da imensa dor que se abate sobre a alma e o corpo do Senhor. Sim: cada um de nós leva Cristo, convertido em objecto de troça, de uma a outra parte. Somos nós que, com os nossos pecados, reclamamos aos gritos a sua morte. E Ele, perfeito Deus e perfeito Homem, deixa-nos agir. Tinha-o predito o profeta Isaías: maltratado, não abriu a sua boca; como cordeiro levado ao matadoiro, como ovelha muda ante dos tosquiadores.
É justo que sintamos a responsabilidade dos nossos pecados. É lógico que estejamos muito agradecidos a Jesus. É natural que procuremos a reparação, porque às nossas manifestações de desamor, Ele responde sempre com um amor total. Neste tempo da Semana Santa, vemos o Senhor mais próximo, mais semelhante aos seus irmãos os homens... Meditemos umas palavras de João Paulo II: Quem crê em Jesus crucificado e ressuscitado leva a Cruz como um triunfo, como prova evidente de que Deus é amor... Mas a fé em Cristo nunca se pode dar por pressuposta. O mistério pascal, que reviveremos nos dias da Semana Santa, é sempre actual. (Homilia, 24-III-2002).
Peçamos a Jesus, nesta Semana Santa, que desperte na nossa alma a consciência de ser homens e mulheres verdadeiramente cristãos, para que vivamos face a Deus e, com Deus, face a todas as pessoas.
Não deixemos que o Senhor leve a Cruz sozinho. Acolhamos com alegria os pequenos sacrifícios diários.
Aproveitemos a capacidade de amar, que Deus nos concedeu, para concretizar propósitos, mas sem ficarmos num mero sentimentalismo. Digamos sinceramente: Senhor, nunca mais! Nunca mais! Peçamos com fé que nós e todas as pessoas da terra descubramos a necessidade de ter ódio ao pecado mortal e de repelir o pecado venial deliberado, que tantos sofrimentos causaram ao nosso Deus.
Que grande é o poder da Cruz! Quando Cristo é objecto de riso e de escárnio para todo o mundo; quando está no Madeiro sem desejar arrancar-se desses cravos; quando ninguém daria nem um centavo pela sua vida, o bom ladrão – um como nós – descobre o amor de Cristo agonizante, e pede perdão. Hoje estarás comigo no Paraíso. Que força tem o sofrimento, quando se aceita junto a Nosso Senhor! É capaz de tirar – das situações mais dolorosas – momentos de glória e de vida. Esse homem que se dirige a Cristo agonizante, encontra a remissão dos seus pecados, a felicidade para sempre.
Nós temos de fazer o mesmo. Se perdermos o medo da Cruz, se nos unirmos a Cristo na Cruz, receberemos a sua graça, a sua força, a sua eficácia. E encher-nos-emos de paz.
quinta-feira, 9 de abril de 2009
QUINTA-FEIRA SANTA: INSTITUIÇÃO DA EUCARISTIA

Aproximava-se o momento em que Jesus ia oferecer a sua vida pelos homens. Tão grande era o seu amor, que na sua Sabedoria infinita encontrou o modo de ir e de ficar, ao mesmo tempo. São Josemaria Escrivá, ao considerar o comportamento dos que se vêem obrigados a deixar a sua família e a sua casa, para ganhar o sustento noutro sítio, comenta que o amor humano costuma recorrer aos símbolos. As pessoas que se despedem trocam lembranças entre si, talvez uma fotografia… Jesus Cristo, perfeito Deus e perfeito Homem, não deixa um símbolo, mas uma realidade. Fica Ele mesmo. Embora vá para o Pai, permanece entre os homens. Sob as espécies do pão e do vinho está Ele, realmente presente, com o seu Corpo, o seu Sangue, a alma e a sua Divindade.
Como responderemos a esse amor imenso? Assistindo com fé e devoção à Santa Missa, memorial vivo e actual do Sacrifício do Calvário. Preparando-nos muito bem para comungar, com a alma bem limpa. Visitando com frequência Jesus escondido no Sacrário.
Na primeira leitura da Missa, recorda-se o que Deus estabeleceu no Antigo Testamento, para que o povo israelita não esquecesse os benefícios recebidos. Desce a muitos detalhes: desde como devia ser o cordeiro pascoal, até aos pormenores que tinham de cuidar para recordar a passagem do Senhor. Se isso se prescrevia para comemorar uns factos, que eram só uma imagem da libertação do pecado realizada por Jesus Cristo, como deveríamos comportar-nos agora, quando verdadeiramente fomos resgatados da escravidão do pecado e feitos filhos de Deus!
Esta é a razão por que a Igreja nos inculca um grande esmero em tudo o que se refere à Eucaristia. Assistimos ao Santo Sacrifício todos os domingos e festas de guarda, sabendo que estamos participando numa acção divina?
São João relata que Jesus lavou os pés aos discípulos, antes da Última Ceia. Temos de estar limpos, na alma e no corpo, para nos aproximarmos a recebê-lo com dignidade. Para isso nos deixou o sacramento da Penitência.
Comemoramos também a instituição do sacerdócio. É um bom momento para rezar pelo Papa, pelos Bispos, pelos sacerdotes, e para rogar que haja muitas vocações no mundo inteiro. Pediremos melhor na medida em que tenhamos mais diálogo com esse Jesus, que instituiu a Eucaristia e o Sacerdócio. Vamos dizer, com total sinceridade, o que repetia São Josemaria Escrivá: Senhor, põe no meu coração o amor com que queres que te ame.
Na cena de hoje não aparece fisicamente Nossa Senhora, ainda que estivesse em Jerusalém naqueles dias: encontrá-la-emos amanhã ao pé da Cruz. Mas já hoje, com a sua presença discreta e silenciosa, acompanha muito de perto o seu Filho, em profunda união de oração, de sacrifício e de entrega. João Paulo II assinala que, depois da Ascensão do Senhor ao Céu, participaria assiduamente nas celebrações eucarísticas dos primeiros cristãos. E acrescenta o Papa: aquele corpo, entregue em sacrifício e presente agora nas espécies sacramentais, era o mesmo corpo concebido no seu ventre! Receber a Eucaristia devia significar para Maria quase acolher de novo no seu ventre aquele coração que batera em uníssono com o d'Ela (Ecclesia de Eucharistia, 56).
Também agora Nossa Senhora acompanha Cristo em todos os sacrários da terra. Peçamos-lhe que nos ensine a ser almas de Eucaristia, homens e mulheres de fé segura e de piedade forte, que se esforçam por não deixar Jesus só. Que saibamos adorá-lo, pedir-lhe perdão, agradecer os seus benefícios, fazer-lhe companhia.

CEIA - CRUZ - ALELUIA


No entanto, antes que cada sacerdote celebre com a sua comunidade a última ceia e o lava-pés, é chamado à Sé, para que renove a comunhão com o seu bispo, na Missa Crismal. É lá que recebem os óleos, que serviram para ministrarem os sacramentos, durante o novo ano litúrgico.
Esta celebração é por excelência o encontro do Pastor diocesano com os seus discípulos.


É o Senhor quem nos convida a celebrar a sua Páscoa!
Assim ouviremos com alegria: “Cristo ressuscitou, verdadeiramente, dos mortos”! Num duelo admirável a morte lutou contra a vida, e o Autor da vida levanta-Se triunfador da morte. Terminou o combate da luz com as trevas, combate histórico de Jesus com os fariseus e todas aquelas pessoas que não acolheram o Reino de Deus. Após as trevas brilhará o sol da Ressurreição! Nada, pois, mais necessário do que viver em intensidade estes dias sagrados e abrir os corações às inspirações divinas. Então a Páscoa será abençoada e sinal de novas conquistas e de vida plena para todos.
Participemos nestes importantes dias em que celebramos a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo.
quarta-feira, 8 de abril de 2009
QUARTA-FEIRA SANTA: JUDAS ATRAIÇOA JESUS
