quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Encontro da Família Vicentina - Fátima - 5 de Outubro


No próximo dia 5 de Outubro realizar-se.á, em Fátima, mais um Encontro Nacional da Família Vicentina, à qual pertence a JMV.

A JMV de Alferrarede irá participar neste encontro e, por isso, precisamos que os jovens confirmem a sua participação, para podermos organizar os transportes.


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PROGRAMA
VI ENCONTRO NACIONAL DA FAMÍLIA VICENTINA

Fátima — 5 de Outubro de 2010

(CENTRO PASTORAL PAULO VI)


10h00 - Acolhimento

10h30 - Reinventar o Amor, dar asas à Missão (São Vicente de Paulo)

12h30 - Tempo livre (Almoço)

14h30 – Os imprevistos de Deus ao serviço da Caridade (Santa Luísa de Marillac)

16h00 - Preparação da Eucaristia (zona de Felgueiras)

16h30 - Eucaristia, presidida por D. Augusto César
Envio e Compromisso
Hino da Família Vicentina


terça-feira, 28 de setembro de 2010

Homilia de D. António Carrilho nos 350 anos da morte de S. Vicente de Paulo e de Santa Luísa de Marillac




Apóstolos da Caridade, um testemunho sempre actual!

Celebramos, hoje, com júbilo e em acção de graças, o encerramento das festividades dos 350 anos da morte de S. Vicente de Paulo e de Santa Luísa de Marillac. Ambos, apóstolos ímpares da Caridade: o primeiro conhecido como o grande santo do grande século, pai dos pobres, e declarado por Leão XIII, em 05 de Maio de 1883, Padroeiro especial de todas as obras de caridade; a segunda, declarada por João XXIII, em 1960, Padroeira de todos os que se dedicam às obras sociais cristãs.

Ambos franceses, nascidos no final do século XVI, Vicente de Paulo em 1581, Luísa de Marillac em 1591 e falecidos em Paris, no mesmo ano, ele em 27 de Setembro, ela em 15 de Março. Foram duas vidas que se cruzaram na primeira metade do século XVII e se colocaram ao serviço do Pobre, qualquer que fosse o seu rosto, numa atenção e actividade constante contra a pobreza. Tal aconteceu, porque o encontro de Vicente de Paulo com o Pobre fora anterior, em 1617, na Paróquia de Folleville à cabeceira de um camponês. Foi este o sinal de que Deus se serviu para converter Vicente à causa do Pobre...



Carisma Vicentino, presente na Madeira

A partir daqui toda a sua vida gira à volta de um eixo: o Pobre. No mesmo ano, surge o primeiro fruto: as Confrarias da Caridade, as Senhoras da Caridade, que hoje chamamos a Associação Internacional das Caridades. Trabalham na nossa Diocese desde 1876, sempre ligadas ao Hospício D. Maria Amélia. Bem-hajam pelo trabalho socio-caritativo que realiza entre nós, desde essa data, junto dos mais pobres da nossa sociedade.

Para melhor realizar o serviço dos Pobres e os evangelizar, Vicente de Paulo reúne, em 1625, padres que, sem ser religiosos, aceitassem viver como religiosos. Estavam criados os Padres da Missão ou, como hoje são conhecidos entre nós, os Padres Vicentinos. Chegaram, pela primeira vez, à Madeira, em 1757 e por cá permaneceram 10 anos, no Seminário Diocesano, pregando retiros e em missões populares. O regresso dos Padres fez-se, depois, em 1874, ligados à Fundação do Hospício, mas também com um laço muito estreito ao Seminário Diocesano e às Missões populares. Desde então continuam presentes na nossa Diocese, como Capelães no Hospício e disponíveis para diferentes ministérios pastorais.

Em 1630, uma jovem pastora, Margarida Naseau, apresenta a Vicente de Paulo o projecto auspicioso de, com outras jovens, cuidar e servir os pobres sem remuneração. Estava aqui o embrião das Servas dos Pobres. Vicente de Paulo pede a Luísa de Marillac que oriente estas jovens... Nasciam em 1633 as Filhas da Caridade! Desembarcaram na Madeira em 1862 a pedido da Imperatriz D. Maria Amélia para assumir a Fundação do Hospício, onde se encontram ainda hoje. Mais tarde assumiriam o Refúgio de S. Vicente de Paulo, em Gaula, e a Fundação Santa Luísa de Marillac, no Caminho do Monte. Saudamo-las pela acção socio-caritativa que exercem entre nós junto dos carenciados, desde os mais pequeninos até aos mais idosos!

Embebido do espírito vicentino, Frederico Ozanam funda as Conferências Vicentinas em 1831 e, coisa admirável, em 1875, é fundada, na Paróquia de S. Pedro do Funchal, a 1ª Conferência madeirense e 2ª nacional! Hoje, os Vicentinos actuam em 39 das nossas Paróquias no contacto directo e pessoal com os mais pobres! Saudamo-los e auguramos-lhes, nos tempos de crise que correm, muita escuta e presença!

Ainda de espírito vicentino a Juventude Mariana Vicentina e as Filhas de Maria: ambas animam em diferentes paróquias da nossa Diocese, nos sectores que lhes são mais específicos, a vida das comunidades cristãs, difundindo a caridade que abrasava os corações de Vicente de Paulo e de Luísa de Marillac. Saudamo-las vivamente, também, pelo seu trabalho apostólico.



A prática da Caridade

Tanto a vida de Vicente de Paulo como a de Luísa de Marillac se centraram em torno da caridade e do Pobre, traduzindo para o seu tempo, mais pela acção do que pelo discurso, o Evangelho das Bem-aventuranças de Jesus Cristo (cf. Mt 5,1-12). Nas palavras do Profeta Isaías, eles foram sobre os montes os pés dos mensageiros que anunciam a paz, trazem a boa nova e proclamam a salvação (cf. Is 52,7-10).

A prática da caridade sem limites levou-os à prática do Reino de Deus, porque à medida que criavam hospitais, recolhiam crianças abandonadas, acolhiam jovens, matavam a fome às vítimas da guerra, eles estavam a trabalhar para unir as pessoas, a diminuir as diferenças entre elas, tornar a caridade uma realidade concreta.

Se, hoje, a caridade é tantas vezes mal compreendida, não estranharemos que a qualidade, que Vicente de Paulo lhe incutiu, fosse até reconhecida por ateus e por espíritos como o de um Voltaire, por exemplo. Michel Riquel chama-a o “realismo da caridade”, porque abarcava o ser humano na sua totalidade. Não se trata de simples beneficência, de uma caridade assistencial, porque Vicente de Paulo pensava sempre na dignidade do Pobre, por isso equacionava lucidamente caridade e justiça.

Caridade no sentido de que ela só é verdadeira, se for efectiva, solidária e interpeladora, sustentando que nem a justiça prevalece sobre a caridade, porque a pessoa precisa de ser atendida com amor, nem a caridade prevalece sobre a justiça, porque “Deus nos concede a graça de enternecer os nossos corações em favor dos miseráveis e de crer que, ao socorrê-los, estamos a fazer justiça...”

É por esta razão que ele ia ao encontro de todas as forças vivas da nação em favor do pobre e não se cansava de afirmar: “a caridade é inventiva até ao infinito” e ainda: “amemos a Deus, meus irmãos, mas com o suor dos nossos rostos e o esforço dos nossos braços”.



Causa do Pobre, a causa de Cristo

Tudo aconteceu em 1617 quando Vicente de Paulo se encontrou face a face com o Pobre. O Pobre converteu-o, tornou-se para Vicente de Paulo, sacramento de Cristo, mediação viva e expressão real do Senhor, lugar preferencial para o encontro com Deus sofredor e crucificado, isto é, ponto de partida e de chegada da sua reflexão e do seu agir espiritual.

A causa do Pobre tornou-se a causa de Cristo. Esta descoberta despoletou a fecundidade da vida cristã de Vicente de Paulo: “Vede como o principal para Nosso Senhor era trabalhar pelos pobres”; “Jesus Cristo não fez outra coisa no mundo senão servir os pobres”. Por esta razão, ele não hesitará em chamá-los “nossos senhores e nossos mestres”, porque são os pobres que nos dizem qual é a vontade de Deus, porque eles constituem a razão de ser das instituições vicentinas, configuram as suas origens, rectificam o seu presente e dinamizam o compromisso do seu futuro.

Se a caridade de Vicente de Paulo pelo pobre se enraíza tão profundamente no mistério de Deus, ele não cessa de afirmar que ela deve ser vivida concretamente no serviço prestado ao pobre, com respeito e devoção, para evidenciar a dignidade que lhe é devida, seguindo uma pedagogia libertadora, isto é, que o trabalho junto do pobre o leve a caminhar pelos seus próprios pés e o incite a que outros o façam também. São palavras suas: “Assim como o Verbo-Pobre foi enviado para encarnar em Jesus Pobre, assim os pobres são convidados a continuar a missão junto de seus irmãos pobres”.



Caridade e justiça, valores fundamentais

Trezentos e cinquenta anos nos separam de Vicente de Paulo e de Santa Luísa de Marillac. Vemos, ainda hoje, o número de pobres a aumentar, de tal modo que as Nações Unidas proclamaram 1996 o ano da erradicação da Pobreza; e agora é a vez da Europa declarar 2010 o ano da luta contra a Pobreza e exclusão social. O que evidencia que a Pobreza continua a estar longe de ser debelada e a mensagem de Vicente de Paulo de amor ao pobre e de luta contra a pobreza mantém toda a sua actualidade.

Num mundo globalizado como o nosso, cada um de nós é chamado a empenhar-se na causa da justiça, como valor evangélico fundamental. A caridade-justiça conduz-nos a um conjunto de atitudes e acções contrárias às daqueles que gravitam em torno dos interesses económicos, sobrepondo-os ao incomparável e excelso valor do ser humano que, em todas as circunstâncias, deve ser respeitado na sua dignidade fundamental, como pessoa que é.

S. Vicente de Paulo oferece-nos a lógica da partilha, da solidariedade, da comunhão, da dignidade humana, dos direitos do pobre. O Reino de Deus, que o mesmo é dizer o Reino das Bem-aventuranças, vai-se construindo com todos os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. São estes, que estabelecerão entre si laços de fraternidade, e que poderão, na caridade e na justiça, dizer: Pai Nosso!

Funchal, 27 de Setembro de 2010

† António Carrilho, Bispo do Funchal


Fonte: Ecclesia


segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Vigília Jovem em Montalvo - Visita do Cristo de S. Damião



O Cristo da Igrejinha de S. Damião que falou a S. Francisco, guardado por Santa Clara e pelas Irmãs Clarissas de Assis, Itália, chega a Portugal no próximo dia 01 de Outubro e permanecerá até ao dia 30 de Janeiro de 2011.

Será entregue pela Federação de Clarissas da Bética à Federação de Clarissas Portuguesas, em Montalvo, Diocese de Portalegre e Castelo Branco, onde permanecerá até ao dia 07, com a programação seguinte:

• Dia 01 de Outubro, às 20,30h:
- CELEBRAÇÃO DE ACOLHIMENTO
- MISSA DE ACÇÃO DE GRAÇAS PELO DOM DA VOCAÇÃO
- CONVÍVIO

• Dia 02 de Outubro, às 21,30h:
VIGÍLIA JOVEM

• Dia 03 de Outubro, às 11,00h:
CELEBRAÇÃO EUCARISTICA

• Dia 04 de Outubro, às 17,00h:
MISSA DA FESTA DE S.FRANCISCO DE ASSIS

• Dia 06 de Outubro, às 21,00h:
CELEBRAÇÃO INTER PAROQUIAL

• Dia 07 de Outubro, às 20,30h:
CELEBRAÇÃO COM CRIANÇAS



As Irmãs Clarissas de Montalvo convidam todos os jovens a participar na Vigília Jovem, que se realizará no dia 02 de Dezembro, às 21h30, no Convento das Irmãs Clarissas de Montalvo.



Foram as palavras dirigidas ao jovem Francisco pelo Cristo de S. Damião quando, movido pela inquietude por descobrir o porquê do seu existir, oravam na ermida de S. Damião.

Francisco Acolheu o apelo de Deus e tornou-se o arauto da Paz e do Bem.

Clara, foi a guardiã do Crucifixo que falou a Francisco e, na contemplação claustral, fundou a Ordem das Clarissas.






domingo, 26 de setembro de 2010

Celebração do Dia de São Vicente de Paulo - 27 Setembro


Na próxima segunda-feira, dia 27 de Setembro, comemora-se o Dia de São Vicente de Paulo, patrono da Juventude Mariana Vicentina.

Por isso, a Juventude Mariana Vicentina de Alferarrede irá realizar uma celebração comemorativa, às 20h30, no Salão Paroquial da Igreja de Alferrarede.

Convidamos todos os jovens JMV e toda a Comunidade para estarem presentes.


sábado, 25 de setembro de 2010

Liturgia da Eucaristia do XXVI Domingo do Tempo Comum, 26.09.2010



XXVI DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO C
26 de Setembro de 2010


A liturgia deste domingo propõe-nos, de novo, a reflexão sobre a nossa relação com os bens deste mundo… Convida-nos a vê-los, não como algo que nos pertence de forma exclusiva, mas como dons que Deus colocou nas nossas mãos, para que os administremos e partilhemos, com gratuidade e amor.

Na primeira leitura, o profeta Amós denuncia violentamente uma classe dirigente ociosa, que vive no luxo à custa da exploração dos pobres e que não se preocupa minimamente com o sofrimento e a miséria dos humildes. O profeta anuncia que Deus não vai pactuar com esta situação, pois este sistema de egoísmo e injustiça não tem nada a ver com o projecto que Deus sonhou para os homens e para o mundo.

O Evangelho apresenta-nos, através da parábola do rico e do pobre Lázaro, uma catequese sobre a posse dos bens… Na perspectiva de Lucas, a riqueza é sempre um pecado, pois supõe a apropriação, em benefício próprio, de dons de Deus que se destinam a todos os homens… Por isso, o rico é condenado e Lázaro recompensado.

A segunda leitura não apresenta uma relação directa com o tema deste domingo… Traça o perfil do “homem de Deus”: deve ser alguém que ama os irmãos, que é paciente, que é brando, que é justo e que transmite fielmente a proposta de Jesus. Poderíamos, também, acrescentar que é alguém que não vive para si, mas que vive para partilhar tudo o que é e que tem com os irmãos?


Fontes:
Ecclesia
SDPLViseu

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Passagem de etapa em Catujal


O Centro Local de Catujal convida todos os JMVs a estarem presentes na passagem de etapa de alguns jovens daquele Centro Local, no Sábado, dia 2 de Outubro:

Programa:
17h - Acolhimento
18h - Eucaristia

Depois, haverá um jantar.


sábado, 18 de setembro de 2010

Liturgia da Eucaristia do XXV Domingo do Tempo Comum, 19.09.2010



XXV DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO C
19 de Setembro de 2010


A liturgia sugere-nos, hoje, uma reflexão sobre o lugar que o dinheiro e os outros bens materiais devem assumir na nossa vida. De acordo com a Palavra de Deus que nos é proposta, os discípulos de Jesus devem evitar que a ganância ou o desejo imoderado do lucro manipulem as suas vidas e condicionem as suas opções; em contrapartida, são convidados a procurar os valores do “Reino”.

Na primeira leitura, o profeta Amós denuncia os comerciantes sem escrúpulos, preocupados em ampliar sempre mais as suas riquezas, que apenas pensam em explorar a miséria e o sofrimento dos pobres. Amós avisa: Deus não está do lado de quem, por causa da obsessão do lucro, escraviza os irmãos. A exploração e a injustiça não passam em claro aos olhos de Deus.

O Evangelho apresenta a parábola do administrador astuto. Nela, Jesus oferece aos discípulos o exemplo de um homem que percebeu como os bens deste mundo eram caducos e precários e que os usou para assegurar valores mais duradouros e consistentes… Jesus avisa os seus discípulos para fazerem o mesmo.

Na segunda leitura, o autor da Primeira Carta a Timóteo convida os crentes a fazerem do seu diálogo com Deus uma oração universal, onde caibam as preocupações e as angústias de todos os nossos irmãos, sem excepção. O tema não se liga, directamente, com a questão da riqueza (que é o tema fundamental da liturgia deste domingo); mas o convite a não ficar fechado em si próprio e a preocupar-se com as dores e esperanças de todos os irmãos, situa-nos no mesmo campo: o discípulo é convidado a sair do seu egoísmo para assumir os valores duradouros do amor, da partilha, da fraternidade.


Fonte:
Ecclesia
SDPLViseu

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Para reflexão...




"Ainda que os teus passos pareçam inúteis, vai abrindo caminhos, como a água que desce cantando da montanha. Outros te seguirão..."


Saint-Exupéry

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Acampamento JMV Alferrarede 2010



Como é do vosso conhecimento, no próximo fim-de-semana, dias 17, 18 e 19 de Setembro (sexta, sábado e domingo) realizar-se-á o acampamento da JMV de Alferrarede, no Parque de Campismo da Golegã.

Para aqueles que vão ao acampamento, devem levar o seguinte material:
- Jantar para partilhar na 6.ª feira;
- Prato, garfo, faca e copo de plástico;
- Lanterna;
- Fato de banho;
- Lenço JMV;
- Roupa e calçado confortáveis;
- Artigos de higiene pessoal;
- Instrumentos;
- Boa disposição;
- Espírito de partilha e de oração;
- Cartão jovem (quem tiver);
- Dinheiro para pagar o parque e o almoço de Domingo (entre €10 e €15).

Aqueles que ficaram de levar outro material ou de preparar algum momento do acampamento, não se esqueçam!

A partida será na sexta-feira, dia 17, às 16h45 da Igreja de Alferrarede.


terça-feira, 14 de setembro de 2010

2ª Jornada Missionária Diocesana


O Secretariado Diocesano das Missões já definiu o programa da 2ª Jornada Missionária Diocesana, em Alcains, a 23 de Outubro. O tema da Jornada é “Missão: Comunhão e Partilha”.

Destina-se a todas as idades e a todas as pessoas. Das 10h00 às 17h00, no Seminário ou na Paróquia, haverá encontros, animação, oração, jogos missionários e a Eucaristia. O material para esta Jornada e para o Dia Mundial das Missões já está a ser distribuído nos Arciprestados, e posteriormente, nas paróquias e grupos. Alguns grupos de Jovens já confirmaram a sua presença: Caminhantes da Paz (Retaxo), Shalom (Castelo Branco), JMV (Alferrarede, Cernache do Bonjardim, Carvalhal). Também a Junta Regional do CNE vai dinamizar os vários Agrupamentos para que a sua presença seja uma realidade. O Secretariado da Catequese da Infância e Adolescência e o Secretariado da Juventude e Vocações já deram a conhecer o programa do dia e vão assumir a dinamização da área das Crianças, Adolescentes e Jovens. O Secretariado da Liturgia e a Paróquia de Alcains vão animar a celebração Eucarística, presidida por D. Antonino Dias.


Continuar a ler aqui - http://sdmissoespt.byethost10.com/wordpress/2010/09/08/jornada-missionaria-diocesana/


Fonte: Secretariado Diocesano das Missões

sábado, 11 de setembro de 2010

Liturgia da Eucaristia do XXIV Domingo do Tempo Comum, 12.09.2010



XXIV DOMINGO DO TEMPO COMUM - ANO C
12 de Setembro de 2010



A liturgia deste domingo centra a nossa reflexão na lógica do amor de Deus. Sugere que Deus ama o homem, infinita e incondicionalmente; e que nem o pecado nos afasta desse amor…

A primeira leitura apresenta-nos a atitude misericordiosa de Jahwéh face à infidelidade do Povo. Neste episódio – situado no Sinai, no espaço geográfico da aliança – Deus assume uma atitude que se vai repetir vezes sem conta ao longo da história da salvação: deixa que o amor se sobreponha à vontade de punir o pecador.

Na segunda leitura, Paulo recorda algo que nunca deixou de o espantar: o amor de Deus manifestado em Jesus Cristo. Esse amor derrama-se incondicionalmente sobre os pecadores, transforma-os e torna-os pessoas novas. Paulo é um exemplo concreto dessa lógica de Deus; por isso, não deixará de testemunhar o amor de Deus e de lhe agradecer.

O Evangelho apresenta-nos o Deus que ama todos os homens e que, de forma especial, se preocupa com os pecadores, com os excluídos, com os marginalizados. A parábola do “filho pródigo”, em especial, apresenta Deus como um pai que espera ansiosamente o regresso do filho rebelde, que o abraça quando o avista, que o faz reentrar em sua casa e que faz uma grande festa para celebrar o reencontro.


Fontes:
Ecclesia
SDPLViseu


quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Mensagem de Bento XVI para a XXVI Jornada Mundial da Juventude - 2011




"Enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé" (Col 2, 7)


Queridos amigos,

Penso com frequência na Jornada Mundial da Juventude de Sydney, em 2008. Ali, vivemos uma grande festa da fé, na qual o Espírito de Deus agiu com força, criando uma intensa comunhão entre os participantes, vindos de todas as partes do mundo. Aquele encontro, como os precedentes, produziu frutos abundantes na vida de muitos jovens e de toda a Igreja. Nosso olhar dirige-se agora para a próxima Jornada Mundial da Juventude, que acontecerá em Madrid, no mês de Agosto de 2011. Já em 1989, alguns meses antes da histórica queda do Muro de Berlim, a peregrinação dos jovens fez uma parada em Espanha, em Santiago de Compostela. Agora, no momento em que a Europa tem que voltar a encontrar suas raízes cristãs, fixamos nosso encontro em Madrid, com o lema: "Enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé" (cf. Col 2, 7). Convido-vos a este evento tão importante para a Igreja na Europa e para a Igreja universal. Além disso, gostaria que todos os jovens, tanto os que compartilham a nossa fé quanto os que hesitam, duvidam ou não crêem, pudessem viver esta experiência, que pode ser decisiva para a vida: a experiência do Senhor Jesus ressuscitado e vivo, de seu amor por cada um de nós.


1. Nas fontes de vossas maiores aspirações

Em cada época, também nos nossos dias, numerosos jovens sentem o profundo desejo de que as relações interpessoais sejam vividas na verdade e na solidariedade. Muitos manifestam a aspiração de construir relações autênticas de amizade, de conhecer o verdadeiro amor, de fundar uma família unidade, de adquirir uma estabilidade pessoal e uma segurança real, que possam garantir um futuro sereno e feliz. Ao recordar minha juventude, vejo que, na verdade, a estabilidade e a segurança não são as questões que mais ocupam a mente dos jovens. Sim, a questão do lugar de trabalho, e com ela a de ter o futuro assegurado, é um problema grande e premente, mas ao mesmo tempo a juventude segue sendo a idade na qual se busca uma vida maior. Ao pensar em meus anos de então, simplesmente, não queríamos perder-nos na mediocridade da vida aburguesada. Queríamos o que era grande, novo. Queríamos encontrar a vida mesma em sua imensidão e beleza. Certamente, isso dependia também de nossa situação. Durante a ditadura nacional-socialista e a guerra, estivemos, por assim dizer, "encerrados" pelo poder dominante. Por isso, queríamos ir para fora, para entrar na abundância das possibilidades do ser homem. Mas creio que, em certo sentido, este impulso de ir mais além do habitual está em cada geração. Desejar algo mais que o quotidiano regular de um emprego seguro e sentir o desejo do que é realmente grande faz parte do ser jovem. Trata-se somente de um sonho vazio que desaparece quando uma pessoa se torna adulta? Não, o homem, na verdade, está criado para o que é grande, para o infinito. Qualquer outra coisa é insuficiente. Santo Agostinho tinha razão: nosso coração está inquieto, até que não descanse em Ti. O desejo da vida maior é um sinal de que Ele nos criou, de que levamos sua "marca". Deus é vida, e cada criatura tem a vida; de um modo único e especial, a pessoa humana, feita à imagem de Deus, aspira ao amor, à alegria e à paz. Então, compreendemos que é um contra-senso pretender eliminar Deus para que o homem viva. Deus é a fonte da vida; eliminá-lo equivale a separar-se desta fonte e, inevitavelmente, privar-se da plenitude e da alegria: "sem o Criador, a criatura dilui-se" (Concílio Ecuménico Vaticano II, Constituição Gaudium et Spes, 36). A cultura actual, em algumas partes do mundo, sobretudo no Ocidente, tende a excluir a Deus, ou a considerar a fé como um acto privado, sem nenhuma relevância na vida social. Embora o conjunto dos valores, que são o fundamento da sociedade, provenha do Evangelho – como o sentido da dignidade da pessoa, da solidariedade, do trabalho e da família -, constata-se uma espécie de "eclipse de Deus", uma certa amnésia, mais ainda, uma verdadeira rejeição do cristianismo e uma negação do tesouro da fé recebida, com o risco de perder aquilo que mais profundamente nos caracteriza.

Por esse motivo, queridos amigos, convido-vos a intensificar o vosso caminho de fé em Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Vós sois o futuro da sociedade e da Igreja. Como escrevia o apóstolo Paulo aos cristãos da cidade de Colossos, é vital ter raízes e bases sólidas. Isso é verdade, especialmente hoje, quando muitos não têm pontos de referência estáveis para construir sua vida, sentindo-se assim profundamente inseguros. O relativismo que se difundiu, e para o qual tudo dá no mesmo e não existe nenhuma verdade, nem um ponto de referência absoluto, não gera verdadeira liberdade, mas instabilidade, desajuste e um conformismo com as modas do momento. Vós, jovens, tendes o direito de receber das gerações que vos precedem pontos firmes para fazer vossas opções e construir vossa vida, do mesmo modo que uma planta necessita de um apoio sólido até que cresçam suas raízes, para se converter numa árvore robusta, capaz de produzir fruto.


2. Enraizados e edificados em Cristo

Para ressaltar a importância da fé na vida dos crentes, gostaria de deter-me em três termos que São Paulo utiliza em: "Enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé" (cf. Col 2, 7). Aqui, podemos distinguir três imagens: "enraizado" evoca a árvore e as raízes que a alimentam; "edificado" refere-se à construção; "firme" alude ao crescimento da força física ou moral. Trata-se de imagens muito eloquentes. Antes de comentá-las, é preciso assinalar que no texto original as três expressões, desde o ponto de vista gramatical, estão no passivo: quer dizer, que é Cristo mesmo quem toma a iniciativa de enraizar, edificar e tornar firmes os crentes.

A primeira imagem é a da árvore, firmemente plantada no solo por meio de raízes, que lhe dão estabilidade e alimento. Sem as raízes, seria levada pelo vento, e morreria. Quais são nossas raízes? Naturalmente, os pais, a família e a cultura de nosso país são um componente muito importante de nossa identidade. A Bíblia mostra-nos outro mais. O profeta Jeremias escreve: "Bendito quem confia no Senhor e coloca no Senhor sua confiança. Será uma árvore planta junto á água, que junto às correntes lança suas raízes. Quando chega a estiagem, não a sentirá, sua folha estará verde; no ano da seca, não se inquieta, não deixa de dar fruto" (Jer 17, 7-8). Enraizar, para o profeta, significa voltar a colocar sua confiança em Deus. D'Ele vem nossa vida. Sem Ele, não poderíamos viver de verdade. "Deus nos deu a vida eterna e esta vida está em seu Filho" (1 Jo 5, 11). Jesus mesmo apresenta-se como nossa vida (cf. Jo 14, 6). Por isso, a fé cristã não é somente crer na verdade, mas, sobretudo, é uma relação pessoal com Jesus Cristo. O encontro com o Filho de Deus proporciona um dinamismo novo a toda a existência. Quando começamos a ter uma relação pessoal com Ele, Cristo revela-nos a nossa identidade e, com a sua amizade, a vida cresce e realiza-se em plenitude. Existe um momento na juventude em que cada um se pergunta: que sentido tem a minha vida, que finalidade, que rumo devo lhe dar? É uma fase fundamental que pode perturbar a mente, às vezes durante muito tempo. Pensa-se em qual será nosso trabalho, as relações sociais que devem se estabelecer, que afectos devem-se desenvolver... Neste contexto, volto a pensar na minha juventude. De certo modo, logo percebi que o Senhor me queria sacerdote. Mas, mais adiante, depois da guerra, quando no seminário e na universidade me dirigia até essa meta, tive que reconquistar essa certeza. Tive que me perguntar: é esse, de verdade, meu caminho? É, de verdade, a vontade do Senhor para mim? Serei capaz de permanecer-lhe fiel e estar totalmente à disposição d'Ele, a Seu serviço? Uma decisão assim também causa sofrimento. Não pode ser de outra maneira. Mas, depois, tive a verdade: está certo! Sim, o Senhor quer-me, por isso me dará também a força; Escutando-lhe, estando com Ele, chego a ser eu mesmo. Não conta a realização dos meus próprios desejos, mas sim a Sua vontade. Assim, a vida torna-se autêntica.

Como as raízes da árvore a mantêm plantada firmemente na terra, assim os alicerces dão à casa uma estabilidade perdurável. Mediante a fé, estamos enraizados em Cristo (cf. Col 2, 7), assim como uma casa está construída sobre os alicerces. Na história sagrada, temos numerosos exemplos de santos que edificaram sua vida sobre a Palavra de Deus. O primeiro: Abraão. Nosso pai na fé obedeceu a Deus, que lhe pedia que deixasse a casa paterna para encaminhar-se a um país desconhecido. "Abraão creu em Deus e isto lhe foi tido em conta de justiça, e foi chamado amigo de Deus" (Tg 2, 23). Estar enraizados em Cristo significa responder concretamente ao chamado de Deus, confiando-se a Ele e colocando em prática Sua Palavra. Jesus mesmo repreende aos seus discípulos: "Por que me chamais 'Senhor, Senhor!' e não fazeis o que vos digo?" (Lc 6, 46). E recorrendo à imagem da construção da casa, complementa: "Todo aquele que vem a mim ouve as minhas palavras e as pratica [...] é semelhante ao homem que, edificando uma casa, cavou bem fundo e pôs os alicerces sobre a rocha. As águas transbordaram, precipitaram-se as torrentes contra aquela casa e não a puderam abalar, porque ela estava bem construída" (Lc 6, 47-48).

Queridos amigos, construí vossa casa sobre a rocha, como o homem que "cavou bem fundo". Tentai também vós acolher a cada dia a Palavra de Cristo. Escutai-o como ao verdadeiro Amigo com quem compartilhar o caminho de vossa vida. Com Ele ao vosso lado, sereis capazes de afrontar com valentia e esperança as dificuldades, os problemas, também as desilusões e os fracassos. Continuamente apresentar-vos-ão propostas mais fáceis, mas vós mesmos percebereis que se revelam como enganosas, não dão serenidade nem alegria. Somente a Palavra de Deus mostra-nos o caminho autêntico, somente a fé que nos foi transmitida é a luz que ilumina o caminho. Acolhei com gratidão este dom espiritual que haveis recebido de vossas famílias e esforçai-vos para responder com responsabilidade ao chamado de Deus, convertendo-vos em adultos na fé. Não creiais nos que dizem que não necessitais dos outros para construir vossa vida. Apoiai-vos, ao contrário, na fé de vossos entes queridos, na fé da Igreja, e agradecei ao Senhor por tê-la recebido e tê-la feito vossa.


3. Firmes na fé

Estai "enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé" (cf. Col 2, 7). A carta, da qual foi tirado esse convite, foi escrita por São Paulo para responder a uma necessidade concreta dos cristãos da cidade de Colossos. Aquela comunidade, de facto, estava ameaçada pela influência de certas tendências culturais da época, que afastavam os fiéis do Evangelho. Nosso contexto cultural, queridos jovens, tem numerosas analogias com o dos colossenses de então. Com efeito, há uma forte corrente de pensamento laicista que deseja afastar Deus da vida das pessoas e da sociedade, lançando as bases e tentando criar um "paraíso" sem Ele. Mas a existência ensina que o mundo sem Deus converte-se num "inferno", onde prevalece o egoísmo, as divisões nas famílias, o ódio entre as pessoas e os povos, a falta de amor, alegria e esperança. Ao contrário, quando as pessoas e os povos acolhem a presença de Deus, O adoram em verdade e escutam a Sua voz, constrói-se concretamente a civilização do amor, onde cada um é respeitado em sua dignidade e cresce a comunhão, com os frutos que isso implica. Há cristãos que se deixam seduzir pelo modo de pensar laicista, ou são atraídos por correntes religiosas que lhes afastam da fé em Jesus Cristo. Outros, sem deixar-se seduzir por elas, simplesmente deixaram que se esfriasse a sua fé, com as inevitáveis consequências negativas no plano moral.

O apóstolo Paulo recorda aos irmãos, contagiados pelas ideias contrárias ao Evangelho, o poder de Cristo morto e ressuscitado. Esse mistério é o fundamento de nossa vida, o centro da fé cristã. Todas as filosofias que o ignoram, considerando-o "loucura" (1 Co 1, 23), mostram seus limites antes as grandes perguntas presentes no coração do homem. Por isso, também eu, como Sucessor do apóstolo Pedro, desejo confirmar-vos na fé (cf. Lc 22, 32). Cremos firmemente que Jesus Cristo se entregou na Cruz para oferecer-nos Seu amor; em sua paixão, suportou nossos sofrimentos, carregou nossos pecados, alcançou-nos o perdão e reconciliou-nos com Deus Pai, abrindo-nos o caminho da vida eterna. Deste modo, fomos libertados do que mais paralisa a nossa vida: a escravidão do pecado, e podemos amar todos, inclusive os inimigos, e compartilhar este amor com os irmãos mais pobres e em dificuldade.

Queridos amigos, a cruz geralmente provoca medo, porque parece ser a negação da vida. Na verdade, é o contrário. É o "sim" de Deus ao homem, a expressão máxima de seu amor e a fonte de onde emana a vida eterna. De facto, do coração de Jesus aberto na cruz brotou a vida divina, sempre disponível para quem aceita olhar ao Crucificado. Por isso, quero convidar-vos a acolher a cruz de Jesus, sinal do amor de Deus, como fonte de vida nova. Sem Cristo, morto e ressuscitado, não há salvação. Somente Ele pode libertar o mundo do mal e fazer crescer o Reino da justiça, paz e amor, ao que todos aspiramos.


4. Crer em Jesus Cristo sem vê-Lo

No Evangelho, é-nos descrita a experiência de fé do apóstolo Tomé quando acolhe o mistério da cruz e ressurreição de Cristo. Tomé, um dos doze apóstolos, seguiu a Jesus, foi testemunha directa de suas curas e milagres, escutou suas palavras, viveu o espanto ante sua morte. Na tarde da Páscoa, o Senhor aparece aos discípulos, mas Tomé não está presente, e quando lhe contam que Jesus está vivo e apareceu a eles, diz: "Se eu não vir o sinal dos pregos nas suas mãos e não meter o meu dedo nesse sinal dos pregos e a minha mão no seu peito, não acredito." (Jo 20, 25).

Também nós gostaríamos de poder ver a Jesus, poder falar com Ele, sentir mais intensamente ainda sua presença. Muitos hoje acham difícil ter acesso a Jesus. Muitas das imagens que circulam de Jesus, e que se fazem passar por científicas, tiram-Lhe a sua grandeza e a singularidade da sua pessoa. Por isso, ao longo de meus anos de estudo e meditação, fui amadurecendo a ideia de transmitir num livro algo do meu encontro pessoal com Jesus, para ajudar de alguma forma a ver, escutar e tocar ao Senhor, em quem Deus saiu ao nosso encontro para se deixar conhecer. De facto, Jesus mesmo, aparecendo novamente aos discípulos depois de oito dias, diz a Tomé: "Olha as minhas mãos: chega cá o teu dedo! Estende a tua mão e põe-na no meu peito. E não sejas incrédulo, mas fiel." (Jo 20, 27). Também para nós é possível ter um contacto sensível com Jesus, colocar, por assim dizer, a mão nos sinais de Sua Paixão, os sinais de seu amor. Nos Sacramentos, Ele vem até nós de uma forma particular, entrega-se a nós. Queridos jovens, aprendei a "ver", a "encontrar" a Jesus na Eucaristia, onde está presente e próximo até entregar-se como alimento para nosso caminho; no Sacramento da Penitência, onde o Senhor manifesta sua misericórdia oferecendo-nos sempre seu perdão. Reconhecei e servi a Jesus também nos pobres e enfermos, nos irmãos que estão em dificuldade e necessitam de ajuda.

Iniciai e cultivai um diálogo pessoal com Jesus Cristo, na fé. Conhecei-O mediante a leitura dos Evangelhos e do Catecismo da Igreja Católica; falai com Ele na oração, confiai n'Ele. Nunca vos trairá. "A fé é, antes de tudo, uma adesão pessoal do homem a Deus; é, ao mesmo tempo e inseparavelmente, o assentimento livre a toda a verdade que Deus revelou" (Catecismo da Igreja Católica, 150). Assim, podereis adquirir uma fé madura, sólida, que não se funda unicamente num sentimento religioso ou numa vaga recordação do catecismo de vossa infância. Podereis conhecer a Deus e viver autenticamente d'Ele, como o apóstolo Tomé, quanto professou abertamente sua fé em Jesus: "Meu Senhor e meu Deus".


5. Sustentados pela fé da Igreja, para ser testemunhas

Naquele momento, Jesus exclama: "Creste, porque me viste. Felizes aqueles que crêem sem ter visto!" (Jo 20, 29). Pensava no caminho da Igreja, fundada sobre a fé das testemunhas oculares: os Apóstolos. Compreendemos agora que nossa fé pessoal em Cristo, nascida do diálogo com Ele, está vinculada à fé da Igreja: não somos crentes isolados, mas sim, mediante o Baptismo, somos membros desta grande família, e é a fé professada pela Igreja que assegura nossa fé pessoal. O Credo que proclamamos a cada Domingo na Eucaristia protege-nos precisamente do perigo de crer num Deus que não é o que Jesus nos revelou: "Cada crente é, assim, um elo na grande cadeia dos crentes. Não posso crer sem ser amparado pela fé dos outros, e pela minha fé contribuo também para amparar os outros na fé" (Catecismo da Igreja Católica, 166). Agradeçamos sempre ao Senhor pelo dom da Igreja; ela nos faz progredir com segurança na fé, que nos dá a verdadeira vida (cf. Jo 20, 31).

Na história da Igreja, os santos e mártires tiraram da cruz gloriosa a força para serem fiéis a Deus até a entrega de si mesmos; na fé, encontraram a força para vencer as próprias debilidades e superar todas as adversidades. De facto, como diz o apóstolo João: "Quem é o vencedor do mundo senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus?" (1 Jo 5, 5). A vitória que nasce da fé é a do amor. Quantos cristãos foram e são um testemunho vivo da força da fé que se expressa na caridade. Foram artífices da paz, promotores da justiça, animadores de um mundo mais humano, um mundo segundo Deus; comprometeram-se em diferentes âmbitos da vida social, com competência e profissionalismo, contribuindo eficazmente para o bem de todos. A caridade que brota da fé levou-os a dar um testemunho muito concreto, com a palavra e as obras. Cristo não é um bem somente para nós mesmos, mas é o bem mais precioso que temos para compartilhar com os demais. Na era da globalização, sejam testemunhas da esperança cristã no mundo todo: são muitos os que desejam receber esta esperança. Ante o sepulcro do amigo lázaro, morto há quatro dias, Jesus, antes de voltar a chamá-lo a vida, diz a sua irmã Marta: "Se credes, vereis a glória de Deus" (Jo 11, 40). Também, vós, se credes, se souberdes viver e dar, a cada dia, testemunho de vossa fé, sereis um instrumento que ajudará a outros jovens como vós a encontrar o sentido e a alegria da vida, que nasce do encontro com Cristo.


6. Rumo à Jornada Mundial de Madrid

Queridos amigos, vos reitero o convite a participar da Jornada Mundial da Juventude em Madrid. Com profunda alegria, espero cada um de vós pessoalmente, Cristo quer assegurar-vos na fé por meio da Igreja. A escolha de crer em Deus e segui-Lo não é fácil. Vê-se dificultada pelas nossas infidelidades pessoais e por muitas vozes que nos sugerem vias mais fáceis. Não vos desanimeis, buscai o apoio da comunidade cristã, o apoio da Igreja. Ao longo deste ano, preparai-vos intensamente para o encontro de Madrid com vossos bispos, sacerdotes e responsáveis da pastoral juvenil nas dioceses, nas comunidades paroquiais, nas associações e movimentos. A qualidade de nosso encontro dependerá, sobretudo, da preparação espiritual, da oração, da escuta em comum da Palavra de Deus e do apoio recíproco.

Queridos jovens, a Igreja conta convosco. Necessita da vossa fé viva, da vossa caridade criativa e o do dinamismo de vossa esperança. A vossa presença renova a Igreja, rejuvenesce-a e dá-lhe um novo impulso. Por isso, as Jornadas Mundiais da Juventude são uma graça não somente para vós, mas para todo o Povo de Deus. A Igreja de Espanha está a preparar-se intensamente para acolher-vos e viver a experiência gozosa da fé. Agradeço às dioceses, paróquias, santuários, comunidades religiosas, associações e movimentos eclesiais que estão trabalhando com generosidade na preparação deste evento. O Senhor não deixará de abençoá-los. Que a Virgem Maria acompanhe este caminho de preparação. Ela, no anúncio do Anjo, acolheu com fé a Palavra de Deus; com fé consentiu que a obra de Deus se cumprisse nele. Pronunciando seu "fiat", recebeu o dom de uma caridade imensa, que a impulsionou a se entregar inteiramente a Deus. Que Ela interceda por todos vós, para que na próxima Jornada Mundial possais crescer na fé e no amor. Asseguro-vos minha recordação paterna na oração e vos bendigo de coração.


Cidade do Vaticano, 6 de Agosto de 2010, Festa da Transfiguração do Senhor.

BENEDICTUS PP. XVI



Tradução de Leonardo Meira - Canção Nova Notícias
Revisão - Equipa Cristo Jovem

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Encontro Pós 21



Nos dia 25 e 26 de Setembro realizar-se-á o Encontro Pós 21, no centro local do Catujal.

Este é um encontro muito importante para estimular a continuação da caminhada dos jovens mais velhos do movimento, uma vez que pretende voltar a seduzir e fazer lembrar porque a JMV mudou e continua a mudar as nossas vidas, e a importância da mesma na nossa formação enquanto seres humanos.

QUEREMOS PARTILHAR, VIVER E MANTER CRISTÃOS CAPAZES E MOTIVADOS NAS NOSSAS PARÓQUIAS!

Assim, o encontro Pós 21 É MUITÍSSIMO IMPORTANTE e conto contigo para inscreveres todos os pós 21 do teu centro local e ex-JMVs que queiram participar.

As condições de participação são: ter idade igual ou superior a 21 anos e estar inscrito na JMV.

O encontro terá o seguinte programa:

Sábado
14h – Acolhimento
14h30 – Tema: PÓS 21 – E agora? O que fazer?
“Fazei o que Ele vos disser”
17h – Lanche
17h30 – Tema
19h – Ensaio para a Eucaristia
20h – Jantar
21h – Oração
- Convívio

Domingo
9h – Tema: E tu? Vens ver ou vens viver?
11h – Eucaristia
- Almoço
- Oração de envio

O material necessário levar é:
- Jantar partilhado (para sábado)
- Bíblia e cancioneiro
- Instrumentos musicais (quem tiver)
- Coração aberto e disponível

O fim do encontro será domingo por volta das 15h/16h e as inscrições devem ser enviadas até dia 19 de Setembro.


domingo, 5 de setembro de 2010

Próximas Actividades



Nas próximas semanas teremos as seguintes actividades, para as quais pedimos a participação de todos os jovens:


10, 11 e 12 de Setembro
A JMV de Alferrarede participará no Arraial de decorrerá nestes três dias no Adro da Igreja de Alferrarede.


17, 18 e 19 de Setembro
Neste fim-de-semana realizar-se-á o Acampamento da JMV de Alferrarede, no Parque de Campismo da Golegã.



Contamos contigo!


sábado, 4 de setembro de 2010

Plano de Actividades Nacional JMV - 2010/2011

Associação Juventude Mariana Vicentina
Av. Marechal Craveiro Lopes, nº 10
1700 - 284 Lisboa



Plano de Actividades 2010/2011


“Enraizados e edificados em Cristo, firmes na fé”
(Col 2, 7)



Setembro
25 e 26 – Encontro Pós-21 Sul
27 – Dia de S. Vicente de Paulo – Oração
– Abertura dos 25 anos da JMV Madeira


Outubro
05 – VI Encontro Nacional da FamVin
08 a 10 – Encontro Regional Madeira
30 – Formação de Serviços
31 – Festival da Canção JMV


Novembro
13 – Encontro Regional Centro
21 – Formação da Família Vicentina
– Encontro Regional Sul
27 – Dia da JMV (Admissão dos novos elementos)
– JMV Sem Fronteiras Norte
– Formação Mariana Madeira


Janeiro
16 – Formação Bíblica Madeira


Fevereiro
13 – Dia de Deserto Madeira
26 – Retiro Regional Centro
27 – Formação Litúrgica Madeira


Março
4 a 7 – Encontro Sub-16 Sul
(a definir) – Torneio de Futsal Sul
11 a 13 – Retiro Regional Madeira
19 e/ou 20 – Encontro Regional Norte


Abril
02 – VIII Assembleia Nacional JMV
– Conselho Nacional Alargado
10 – Formação Vicentina Madeira
15 a 19 – Acantonamento Sul
25 – Caminhada e Convívio Madeira
30 Abril e 01 Maio – Fátima Jovem (DNPJ)


Maio
(a definir) – Formação de Animadores Madeira
28 – Eleições para os Conselhos Regionais
– Celebração Mariana Norte
– Vigília Mariana Sul
– Vigília Mariana Centro


Junho
10 a 12 – Diz que é uma espécie de Nacional
25 e 26 – Encontro Sub-16 Centro


Julho
18 – Comemoração da 1ª Aparição de Nossa Senhora a Santa Catarina Labouré


Agosto
12 a 15 – Encontro Internacional de Jovens Vicentinos
16 a 21 – Jornada Mundial da Juventude
31 Ago a 4 Set – Colónia de Férias Sul



sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Liturgia da Eucaristia do XXIII Domingo do Tempo Comum, 05.09.2010




XXIII Domingo do Tempo Comum - Ano C
05 de Setembro de 2010


A liturgia deste domingo convida-nos a tomar consciência de quanto é exigente o caminho do “Reino”. Optar pelo “Reino” não é escolher um caminho de facilidade, mas sim aceitar percorrer um caminho de renúncia e de dom da vida.

É, sobretudo, o Evangelho que traça as coordenadas do “caminho do discípulo”: é um caminho em que o “Reino” deve ter a primazia sobre as pessoas que amamos, sobre os nossos bens, sobre os nossos próprios interesses e esquemas pessoais. Quem tomar contacto com esta proposta tem de pensar seriamente se a quer acolher, se tem forças para a acolher… Jesus não admite meios-termos: ou se aceita o “Reino” e se embarca nessa aventura a tempo inteiro e “a fundo perdido”, ou não vale a pena começar algo que não vai levar a lado nenhum (porque não é um caminho que se percorra com hesitações e com “meias tintas”).

A primeira leitura lembra a todos aqueles que não conseguem decidir-se pelo “Reino” que só em Deus é possível encontrar a verdadeira felicidade e o sentido da vida. Há, portanto, aí, um encorajamento implícito a aderir ao “Reino”: embora exigente, é um caminho que leva à felicidade plena.

A segunda leitura recorda que o amor é o valor fundamental, para todos os que aceitam a dinâmica do “Reino”; só ele permite descobrir a igualdade de todos os homens, filhos do mesmo Pai e irmãos em Cristo. Aceitar viver na lógica do “Reino” é reconhecer em cada homem um irmão e agir em consequência.


Fontes:
Dehonianos
SDPLViseu


quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Plano de Actividades da JMV de Alferrarede - 2010/2011

PLANO DE ACTIVIDADES
da
Juventude Mariana Vicentina de Alferrarede


2010/2011



SETEMBRO
4 – Encontro no Salão Paroquial
10, 11 e 12 – Arraial
17, 18 e 19 – Acampamento
25 e 26 – Encontro Pós 21 (Catujal)
27 – Dia de São Vicente de Paulo

OUTUBRO
2 – Encontro de reflexão
5 – Encontro em Fátima da Família Vicentina
9 – Encontro no Salão Paroquial (B. Alimentar)
16 – Vigília Mariana
23 – 2ª Jornada Missionária Diocesana (Alcains)
30 e 31 – “All we win” (Fátima)

NOVEMBRO
13 – Vigília mariana
20 – Noite de Fados
27 – Comemoração da Aparição de Nossa Senhora a Catarina Labouré (Mem Soares)
28 – Encontro Regional

DEZEMBRO
4 – Celebração de Advento
8 – Admissão/Passagem de Etapa
18 – Encontro de reflexão / Jantar de Natal
21 – Visita ao Centro de Dia
23 – Festa de Natal para crianças do Banco Alimentar

JANEIRO
7/8 – Cantar as Janeiras
15 – Vigília Mariana
29 – Encontro de reflexão

FEVEREIRO
12 – Vigília Mariana
26 – Encontro de reflexão

MARÇO
4,5,6 e 7 – Encontro Sub–16
8 – Baile de máscaras
11 – Celebração quaresmal
25 – Encontro de reflexão
21 – Festa da Páscoa com as crianças

ABRIL
2 – Encontro de reflexão/ Assembleia Nacional
15, 16, 17, 18 e 19 – Acantonamento na Beirã
16 – Via Sacra
20 – Visita ao Centro de dia
21 – Festa da Páscoa com as crianças

MAIO
1 – Fátima Jovem
28 – Encontro de reflexão

JUNHO
10, 11 e 12 – “Diz que é uma espécie de Nacional”
18 – Vigília Mariana

JULHO
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AGOSTO
16-21 – Jornadas Mundiais da Juventude (Madrid)
31 a 4 de Set – Colónia de férias para crianças desfavorecidas