domingo, 28 de fevereiro de 2010

Reflexão para hoje...



O evangelista Lucas apresenta-nos a oração como alternativa ao stress, à agitação e à dispersão, consequências de um deficiente conhecimento de nós próprios.

Falar com Deus, dialogar com Ele, é, nos dias que correm (e o verbo “correr” é hoje de uma tremenda actualidade), a resposta eficaz e o caminho a seguir para a conversão. Isto se quisermos responder com a nossa fé a um mundo desorientado e cujos fundamentos se encontram pouco menos do que abalados.

Mas devemos estar a todo o momento conscientes de que a relação pessoal em que consiste a oração é iniciativa de Deus. Já assim no tempo da antiga Aliança, conforme nos recorda a primeira leitura: o Senhor Deus, querendo-Se tornar mais próximo, confirma a Abraão as suas promessas.


Fonte: A Caminho


sábado, 27 de fevereiro de 2010

Liturgia do II Domingo da Quaresma, 28.02.2010




2º DOMINGO DA QUARESMA - ANO C

28 de Fevereiro de 2010


As leituras deste domingo convidam-nos a reflectir sobre a nossa “transfiguração”, a nossa conversão à vida nova de Deus; nesse sentido, são-nos apresentadas algumas pistas.

A primeira leitura apresenta-nos Abraão, o modelo do crente. Com Abraão, somos convidados a “acreditar”, isto é, a uma atitude de confiança total, de aceitação radical, de entrega plena aos desígnios desse Deus que não falha e é sempre fiel às promessas.

A segunda leitura convida-nos a renunciar a essa atitude de orgulho, de autosuficiência e de triunfalismo, resultantes do cumprimento de ritos externos; a nossa transfiguração resulta de uma verdadeira conversão do coração, construída dia a dia sob o signo da cruz, isto é, do amor e da entrega da vida.

O Evangelho apresenta-nos Jesus, o Filho amado do Pai, cujo êxodo (a morte na cruz) concretiza a nossa libertação. O projecto libertador de Deus em Jesus não se realiza através de esquemas de poder e de triunfo, mas através da entrega da vida e do amor que se dá até à morte. É esse o caminho que nos conduz, a nós também, à transfiguração em Homens Novos.










Para ver as Leituras do II Domingo da Quaresma, clique AQUI.

Para ver o Evangelho do II Domingo da Quaresma, clique AQUI.

Para ver a Reflexão sobre o Evangelho do II Domingo da Quaresma, clique AQUI.




Fontes:
A Caminho
Ecclesia
Eucaristia Dominical
Farol de Luz

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

XIII Acantonamento Beirã



Entre os dias 26 e 30 de Março decorrerá na Beirã mais um Acantonamento JMV.

O Acantonamento tem um número de inscrições limitado. Por isso, dependendo do número de interessados do nosso grupo, alguns poderão não ter a possibilidade de participar.

Quero que vão pensando se pretendem ir ou não a este encontro, para que depois possam dar uma resposta quando vos for solicitado. Quero que me digam alguma coisa até por volta do dia 10 de Março.

Em relação ao custo do encontro, está previsto ser de 30€ (ou 15€ se conseguirem arranjar cozinheiras).


PROGRAMA DO XIII ACANTONAMENTO

Sexta-feira, 26 de Março de 2010.
18.15 – Chegada à Beirã
19.30 – Jantar partilhado
21.00 - Via Sacra
- Panorâmica do Encontro
- Apresentação dos Centros Locais
- Oração da Noite/Descanso

Sábado, 27 de Março de 2010.
08.00 – Levantar
09.00 – Pequeno almoço
- Oração da manhã
10.00 – Trabalho em comunidade
12.30 – Oração do almoço
- Almoço
14.30 – Trabalho em comunidade
16.30 – Tempo livre
17.30 – Lanche
18.00 – Passeio pela Beirã
19.45 – Preparação da Oração com a comunidade
21.30 – Oração com a comunidade
23.00 – Regresso
- Ceia
- Oração da noite/Descanso

Domingo, 28 de Março de 2010.
08.00 – Levantar
09.00 – Pequeno almoço
09.30 – Partida para a Igreja
10.45 – Eucaristia
12.00 – Convívio
- Almoço
15.00 – Trabalho em comunidade
17.00 – Tempo livre
18.30 – Lanche
19.00 – Trabalho em comunidade
20.30 – Oração do jantar
- Jantar
21.30 – Arraial
00.30 – Oração da noite/Descanso

Segunda-feira, 29 de Março de 2010.
08.00 – Levantar
09.00 – Pequeno almoço
- Oração da manhã
10.00 – Trabalho em comunidade
12.30 – Tempo livre
13.00 – Oração de almoço
- Almoço
14.30 – Trabalho em Comunidade
16.00 – Preparação do Terço
- Lanche
17.30 – Terço com a comunidade
- Tempo livre
19.45 – Oração do jantar
- Jantar
21.00 – Testemunhos
02.00 – “Rita vai fazer ó ó”

Terça-feira, 30 de Março de 2010.
06.30 – “Nascer do por do sol”
10.30 – Pequeno almoço
- Oração da manhã
11.30 – Trabalho em Comunidades
13.00 – Oração de almoço
- Almoço
- Avaliação do Encontro
- Arrumação da casa
- Oração de Envio
18.50 – Partida (Comboio)



MATERIAL A LEVAR

- Saco cama;
- Jantar para sexta-feira;
- Material de higiene;
- Mochila;
- Roupa de Verão e roupa de Inverno (de dia faz muito calor e à noite muito frio);
- Instrumentos musicais;
- Lanterna;
- Calçado confortável para caminhar;
- Protector solar;
- Material de escrita;
- Bíblia;
- Cancioneiro da JMV-Nisa (4ª Edição);
- Lenço JMV.


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

SAB | 27FEV | Celebração Quaresmal



No próximo Sábado, dia 27 de Março, às 21h, haverá uma Vigília Quaresmal na Igreja de Alferrarede, orientada pela Juventude Mariana Vicentina.

Os jovens deverão estar a partir das 20h.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

WWW.PASSO-A-REZAR.NET | Leva contigo a tua oração!


O http://www.passo-a-rezar.net/é o novo site onde podes fazer download gratuito de 10 minutos de oração diariamente e levares contigo a tua oração em formato mp3 para rezares onde e quando quiseres. A partir de 17 de Fevereiro.

A marcar o início da Quaresma, e na preparação da vinda do Papa a Portugal, o projecto inspira-se no que os jesuítas lançaram há cinco anos, em Inglaterra – o “pray-as-you-go” é por cá o “passo a rezar” e vai disponibilizar na Internet uma oração diária, de segunda a sexta-feira.










domingo, 21 de fevereiro de 2010

Reflexão para hoje...



Antes de iniciar o Seu ministério público, o Senhor retirou-se para o silêncio do deserto e ali permaneceu algum tempo em jejum e oração, tendo sido tentado pelo demónio.

A sua atitude é um exemplo para nós que, na vida, também nos confrontamos com decisões difíceis. Se queremos estar preparados para vencer a luta que ela nos impõe, precisamos de orar numa atitude de silêncio, como Jesus, de forma a vencermos as múltiplas tentações a que na vida estamos sujeitos.

É nesta disposição que pedimos ao Senhor que este tempo quaresmal nos proporcione uma caminhada através da escuta da Palavra de Deus e da oração, de forma a chegarmos preparados à celebração da Páscoa de Cristo.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Liturgia do I Domingo da Quaresma, 21.02.2010




I DOMINGO DA QUARESMA - ANO C
21 de Fevereiro de 2010


No início da Quaresma, a Palavra de Deus apela a repensar as nossas opções de vida e a tomar consciência dessas “tentações” que nos impedem de renascer para a vida nova, para a vida de Deus.

A primeira leitura convida-nos a eliminar os falsos deuses em quem às vezes apostamos tudo e a fazer de Deus a nossa referência fundamental. Alerta-nos, na mesma lógica, contra a tentação do orgulho e da auto-suficiência, que nos levam a caminhos de egoísmo e de desumanidade, de desgraça e de morte.

O Evangelho apresenta-nos uma catequese sobre as opções de Jesus. Lucas sugere que Jesus recusou radicalmente um caminho de materialismo, de poder, de êxito fácil, pois o plano de Deus não passava pelo egoísmo, mas pela partilha; não passava pelo autoritarismo, mas pelo serviço; não passava por manifestações espectaculares que impressionam as massas, mas por uma proposta de vida plena, apresentada com simplicidade e amor. É claro que é esse caminho que é sugerido aos que seguem Jesus.

A segunda leitura convida-nos a prescindir de uma atitude arrogante e auto-suficiente em relação à salvação que Deus nos oferece: a salvação não é uma conquista nossa, mas um dom gratuito de Deus. É preciso, pois, “converter-se” a Jesus, isto é, reconhecê-l’O como o “Senhor” e acolher no coração a salvação que, em Jesus, Deus nos propõe.









Para ver as Leituras do I Domingo da Quaresma, clique AQUI.

Para ver o Evangelho do I Domingo da Quaresma, clique AQUI.

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Fontes:
A Caminho
Ecclesia
Eucaristia Dominical
Farol de Luz

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Carta Quaresma 2010 - Superior Geral da Congregação da Missão



CONGREGAZIONE DELLA MISSIONE
CURIA GENERALIZIA

Via dei Capasso, 30
00164 Roma – Italia
Tel. (39) 06 661 3061
Fax (39) 06 666 3831
e-mail: cmcuria@cmglobal.org


Quarta feira de cinzas, 17 de fevereiro de 2010


A todos os membros da Família Vicentina,


A minha graça te basta, o meu poder te fortifica na fraqueza.


O tempo da Quaresma se abre novamente diante de nós e, para nos ajudar, como Família Vicentina, a entrar mais profundamente neste tempo de graça, proponho-lhes a seguinte reflexão.

Após a publicação de minha carta para o Advento, centrada principalmente sobre a paz como um aspecto importante da vida cristã, tive um diálogo frutuoso com uma amiga sobre a minha experiência na América Central como missionário. Esta amiga muito engajada com os pobres, considera-se cristã católica. Uma de suas características é que ela é a favor da revolução, inclusive da revolução armada, particularmente no e para os países em desenvolvimento que lutam para progredir no mundo de hoje. Nosso diálogo, evidentemente, continuou sobre a questão da paz e da não violência. Minha posição é totalmente contrária à revolução armada e mais aberta ao que eu considero como uma abordagem evangélica da revolução não violenta, aquela proposta por Jesus Cristo através dos diversos exemplos que Ele nos dá, de transformação da sociedade não pela força, mas pelo amor.

Esta pessoa amiga me enviou um artigo sobre a não violência, encontrado por acaso. Embora ela não esteja talvez inteiramente de acordo com o seu conteúdo, este artigo, no entanto, levou-a a pensar no valor da não violência no mundo de hoje. De minha parte, este artigo permitiu-me fazer uma reflexão mais aprofundada sobre a não violência em nossa tradição cristã e o exemplo da vida do próprio Jesus Cristo.

O autor desta curta reflexão sobre a não violência começa mostrando que nós fazemos parte de uma cultura que, historicamente, justificou o uso da violência. À medida que a história se desenvolveu, progrediu e tornou-se tão sofisticada com a utilização dos meios tecnológicos modernos na fabricação das armas, ela construiu um paradigma cultural que, de certo modo, põe em perigo a raça humana e toda a vida do planeta conduzindo-a à beira da extinção. Mas, ao mesmo tempo e paralelamente a esta proposição cultural vivida durante séculos, surgem novos modos de agir que começam a desmantelar a justificação dos métodos de violência, de todos os tipos de violência, e propõem que, na diversidade das expressões da vida humana, a vida em si mesma possa ser enriquecida ao invés de ser destruída. Em outras palavras, é possível construir um mundo no qual pessoas de meios e expressões culturais diferentes, possam aprender a viver juntas numa harmonia fundamentada na diversidade, ao invés da diversidade se tornar a justificação da violência e, portanto, da destruição.
Entre as diversas maneiras criadoras de resistir à violência no mundo de hoje, o autor destaca a fragilidade como um elemento essencial. Ele propõe, ao mesmo tempo, a força das dimensões horizontais na organização da sociedade como solução, em lugar das estruturas hierarquizadas. Em outros termos, que as soluções sejam buscadas de uma maneira circular, ao redor de uma mesa onde todos, inclusive os pobres e os marginalizados, tenham a possibilidade de expressar-se num plano de igualdade nas discussões.

Mais adiante, o artigo demonstra que a imagem do inimigo deve ser desconstruída, reconhecendo que aqueles que têm uma opinião contrária, podem também, estar preparados a contribuir de maneira construtiva na busca da verdade. Em outras palavras, todos aqueles que estão ao redor da mesa, embora suas opiniões sejam diferentes, possuem uma parte de verdade e podem contribuir na construção da totalidade da verdade. Nós, como cristãos, consideramos que a verdade se constrói pelos valores que descobrimos na riqueza da vida de Jesus Cristo. É evidente que a guerra, hoje, é uma maneira ilegítima de realizar a harmonia na sociedade humana.

Além disso, através da história, a humanidade dominou o planeta a tal ponto que agora sofre as consequências. A harmonia com a natureza é uma alternativa ao seu controle e à sua dominação.

Se nós esquecermos de cuidar de nosso planeta, é mais provável que os pobres sofrerão ainda mais. A conservação do planeta é um dos sinais dos tempos aos quais, nós, pessoas que vivem no século XXI, devemos responder como Família Vicentina. Para citar o papa Bento XVI, “hoje a natureza o grande dom de Deus está exposto a sérios riscos por opções e estilos de vida que podem degradá-la. A degradação ambiental torna insustentável particularmente a existência dos pobres da terra. A degradação ambiental torna insustentável particularmente a existência dos pobres da terra. É necessário comprometer-se a cuidar da criação, sem dilapidar os seus recursos e compartilhá-los de maneira solidária” (Ângelus de 27 de agosto de 2006 em Castel Gandolfo, antes da celebração do dia da terra).

O cuidado com a criação é também uma questão referente à mudança sistêmica. Um grande sistema difundido no mundo inteiro focaliza-se muito na eficácia e nos bens econômicos e não considera suficientemente o impacto de nossas escolhas sobre o planeta, em particular sobre os pobres. Seria bom que nós, como Família Vicentina, assumíssemos um compromisso de colaborar com outros organismos, em vista de mudar este sistema destruidor indo à raiz das causas.

Estes pressupostos são colocados em evidência como elementos implicados na transformação e reconstrução cultural de nosso mundo. Um elemento essencial a este fim é a não violência. Ela implica uma proteção sem condições da vida sob todas as suas formas, esta proteção sendo favorecida por ações concretas. Estas ações nos provocam a compreendermo-nos melhor em nossas relações humanas nos aspectos políticos, sociais e econômicos. Trata-se de compreender que, fundamentalmente como seres humanos, partilhamos com outros, este planeta que Deus gratuitamente colocou à nossa disposição.

Alguns consideram que a não violência é uma utopia, pouco realista. Nós, cristãos e discípulos de Jesus Cristo evangelizador e servo dos pobres, sabemos que tal não é o caso e que, em vários lugares do mundo, a não violência prova o seu valor.

Queridos irmãos e irmãs, a reflexão sobre a não violência faz parte da nossa tradição como católicos cristãos e se encontra no coração daquilo que a Quaresma significa para nós. Centramo-nos sobre a necessidade de mudar as nossas atitudes a fim de viver em plenitude a vida que nos foi dada na pessoa de Jesus Cristo por sua paixão, morte e ressurreição. No coração deste dom da vida nova se encontra a fragilidade.

Durante este tempo de Quaresma, meditemos sobre a fragilidade de Jesus Cristo e a nossa própria fragilidade, a fim de não considerá-la como uma limitação, mas antes como um meio de inaugurar uma vida nova para nós mesmos, para os outros e para o mundo no qual vivemos. A fragilidade de Jesus se expressa de maneira mais concreta quando Ele entrega o seu espírito depois da experiência de sua própria paixão antes e sobre a própria cruz. A carta de São Paulo aos Filipenses expressa uma profunda reflexão teológica no hino cristológico que nos diz que Jesus esvaziou-se de si mesmo humilhando-se a fim de nos fazer chegar à plenitude da vida na ressurreição. Antes deste dom total de si na cruz, Jesus mostra como a fragilidade ocupa o seu lugar na transformação da sociedade. Na véspera de sua morte, Jesus nos ensinou a maneira de ser e de agir. Lavou os pés de seus discípulos, um gesto que, em sua época, era realizado pelos escravos. Assim, Ele se tornou o servo dos servos.

São Vicente, em seus escritos aos co-irmãos e às Filhas da Caridade, nos convida a sermos indignos servos, buscando os lugares mais humildes. Esta reflexão de São Vicente de Paulo é retomada simplesmente, mas de maneira eloquente, no artigo do Padre Jean Pierre Renouard, o 5º tema proposto para a nossa reflexão como fazendo parte de nossa formação contínua durante a comemoração do 350º aniversário. No artigo do Padre Renouard intitulado “Quem é Jesus para Vicente”, ele cita São Vicente de Paulo, e reproduzi aqui uma parte desta citação:

“O que mais me impressionou do que foi dito… é o que se fala de Nosso Senhor, que era o mestre natural do mundo inteiro e não obstante se fez o último de todos, o opróbrio e a abjeção dos homens, ocupando sempre o último lugar em toda parte onde se encontrasse. Acreditai talvez, meus irmãos, que um homem é muito humilde e que humilhou-se muito quando ocupou o último lugar. Pois bem! Um homem humilhar-se-ia ocupando o lugar de Nosso Senhor? Sim, meus irmãos, o lugar de Nosso Senhor é o último” (Coste XI p. 137).

Há um lugar mais humilde a escolher, neste momento da história, do que o de estar a serviço dos pobres no Haiti? Dizem que os haitianos são um povo incrível cuja capacidade de resistir ao sofrimento foi várias vezes provada no decorrer da história de seu país, considerado o mais pobre entre os pobres do hemisfério ocidental. Hoje, depois do terremoto mais devastador já ocorrido depois de mais de 200 anos, eles estão mais necessitados. Fiquei edificado com a resposta dada pelo grupo da Família Vicentina a esta crise e tragédia no Haiti. Em várias reflexões que foram escritas sobre o que aconteceu no Haiti, falou-se que o mundo aproveitou a ocasião desta tragédia, que poderíamos considerar como a experiência mais horrível e mais terrível em termo de perda de vidas humanas, e a transformou em obra prima, uma obra da humanidade inteira, uma obra de nosso mundo de hoje, impulsionado pelo amor de Deus que foi derramado em todos os corações. A resposta dada a esta tragédia, bem como aquelas levadas a muitas outras, é certamente edificante e prova que mundialmente temos possibilidades. Como cidadãos deste mundo, podemos trabalhar juntos, colocando de lado as nossas diferenças para que o mais frágil de nós, beneficie da nossa atenção e que o amor lhe seja manifestado e oferecido. No espírito de São Vicente de Paulo e de Santa Luísa de Marillac, somos convidados a despojar-nos e a colocar-nos ao seu serviço.

Uma tal presença junto aos nossos irmãos e irmãs que vivem na pobreza em lugares como o Haiti, pode ser percebida como uma representação simbólica de Nosso Senhor Jesus ressuscitado. Ele se levanta no meio das sombras da morte e dá uma vida nova. Tais experiências já foram vivenciadas em muitos países do mundo onde a Família Vicentina se encontra presente. Lugares que, de outro modo, não teriam esperança, não encontrariam nenhuma motivação sem a presença dos discípulos de Jesus Cristo, evangelizando e servindo os pobres. Em situações como a do Haiti, onde muitas pessoas viram desaparecer o que elas consideravam como sendo sua segurança, é a presença de pessoas atenciosas e amáveis, que dedicam suas vidas a serviço dos outros, que permanece sinal de ressurreição, sinal de esperança e de vida.

Meus irmãos e irmãs, concluo esta reflexão sem terminá-la, porque espero que ela continuará por uma reflexão pessoal e uma partilha entre vocês. No centro de nossa fé cristã encontra-se a realidade da fragilidade da qual nasce uma vida nova. Que nós, discípulos de Cristo e em fidelidade ao seu chamado, reconheçamos a nossa fragilidade bem como a dos outros e promovamos uma vida nova pela não violência e a proteção de nosso planeta. Por nossa fragilidade damos uma resposta à fragilidade do mundo e à de toda a criação.

Nosso Deus, o Deus de Jesus Cristo, é o Deus da vida e o Deus do amor. Ele derrama continuamente este amor no e pelo dom de sua ressurreição que nós celebramos como o ponto culminante do tempo da Quaresma. Jamais esqueçamos que é a ressurreição que nos identifica. Somos um povo ressuscitado e o aleluia é o nosso canto. Deixemos ressoar o nosso canto e, como Família, cantemos junto com todos os nossos irmãos e irmãs, os pobres.

Seu irmão em São Vicente,

Pe. Gregory Gay, C.M.
Superior Geral



quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Actividades do próximo Sábado (20 Fevereiro)



No próximo Sábado, às 15h, teremos encontro no Salão Paroquial.

Iremos reunir por sectores de vogais, para definirmos as actividades para os próximos meses.

Além disso, iremos tratar já dos primeiros pormenores relativos à Feira da Primavera, uma venda que se irá realizar no dia 20 de Março no Largo a Igreja e que terá como objectivo a angariação de fundos para apoiar as obras de remodelação da nossa Igreja.

Conto mesmo com a tua presença, ok?

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Caminhada paróquia São Vicente de Paulo - Lisboa



No ano em que se comemora 350 anos da morte de SVP, a familia vicentina quer festejar junto da comunidade da paróquia de SVP a caminhada que se fez com a imagem do Santo desde a baixa da cidade té ao alto do Monsanto, onde se situa esta paróquia.
Queremos que esta paróquia de Lisboa conheça a familia vicentina, a JMV e quem sabe, se não poderemos aumentar o nosso movimento?

No dia 13 de Março estamos todos convidados a partcipar nesta caminhada e festa na paróquia de SVP (Monsanto - Lisboa).

O programa será este:

10h30 - Acolhimento e Caminhada - Será realizado um Terço animado pelos grupos da JMV da zona de Lisboa;
12h00 - Fim da Caminhada;
13h00 - Almoço partilhado e convivio;
16h00 - Eucaristia - Animada pelos grupos JMV da zona oeste;


Os grupos da JMV da região sul estão também incluídos nas animações (Terço e Eucaristia), mas para uma melhor organização teve de se optar pelos grupos mais próximos!


Contamos com o teu grupo nesta missão!

Um forte abraço,

Marta Araújo

(Vog.Reg.Caridade/Missão)