domingo, 11 de abril de 2010

Jornal "Somos Grito" | Número 24 | Abril 2010

Saiu hoje mais uma edição do Jornal "Somos Grito", o folhetim trimestral da Juventude Mariana Vicentina de Alferrarede (Abrantes).
É uma edição com textos de reflexão de acordo com a época em que nos encontramos - o Tempo Pascal - e onde temos algumas notícias sobre as actividades que temos feito nos últimos meses.
Boas leituras!


sábado, 10 de abril de 2010

Liturgia do II Domingo do Tempo Pascal, 11.04.2010




2º DOMINGO DO TEMPO PASCAL - ANO C
11 de Abril de 2010

A liturgia deste domingo põe em relevo o papel da comunidade cristã como espaço privilegiado de encontro com Jesus ressuscitado.

O Evangelho sublinha a ideia de que Jesus vivo e ressuscitado é o centro da comunidade cristã; é à volta d’Ele que a comunidade se estrutura e é d’Ele que ela recebe a vida que a anima e que lhe permite enfrentar as dificuldades e as perseguições. Por outro lado, é na vida da comunidade (na sua liturgia, no seu amor, no seu testemunho) que os homens encontram as provas de que Jesus está vivo.

A segunda leitura insiste no motivo da centralidade de Jesus como referência fundamental da comunidade cristã: apresenta-O a caminhar lado a lado com a sua Igreja nos caminhos da história e sugere que é n’Ele que a comunidade encontra a força para caminhar e para vencer as forças que se opõem à vida nova de Deus.

A primeira leitura sugere que a comunidade cristã continua no mundo a missão salvadora e libertadora de Jesus; e quando ela é capaz de o fazer, está a dar testemunho desse Cristo vivo que continua a apresentar uma proposta de redenção para os homens.





Para ver as Leituras do II Domingo do Tempo Pascal, clique AQUI.

Para ver o Evangelho do II Domingo do Tempo Pascal, clique AQUI.

Para ver a Reflexão sobre o Evangelho do II Domingo do Tempo Pascal, clique AQUI.



Fontes:
A Caminho
Ecclesia
Eucaristia Dominical
Farol de Luz

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Fátima Jovem 2010 | "Uma directa com Maria"




A Peregrinação Nacional dos Jovens ou Fátima Jovem irá realizar-se nos dias 01 e 02 de Maio, sob o título «Uma directa com Maria».

Terá início, às 15h30m, com um concerto pela Banda Jota e, à noite, depois do terço e da procissão de velas, decorrerá nos espaços do Centro Paulo VI com uma proposta alargada de iniciativas: a vigília decorrerá em três momentos, intercalados com um concerto de oração, espaço permanente de cinefórum e uma Capela aberta para a Reconciliação Sacramental ou simplesmente encontro dos jovens com sacerdotes disponíveis para o diálogo.

Um espaço Lounge com música ambiente e serviço de alimentação também estará aberto toda a noite.

De madrugada, será a visita à Capelinha das Aparições com um momento de oração original, intitulado «Feliz dia da Mãe, Maria».

Termina a Peregrinação com a Eucaristia na Basílica, junto do túmulo dos Pastorinhos, às seis da manhã.

Desta forma conclui-se uma «Directa com Maria».


Fonte: DNPJ

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Fotos do XIII Acantonamento na Beirã

Entre os dias 26 e 30 de Março decorreu na Beirã o XIII Acantonamento JMV, onde participaram alguns jovens da Juventude Mariana Vicentina de Alferrarede.

Clique na foto abaixo para ver o álbum com as fotos deste encontro.


XIII Acantonamento na Beirã (2010)



Agradecimento: Marco Ferreira



segunda-feira, 5 de abril de 2010

Fotos Via Sacra 2010


Na noite de 31 de Março decorreu na nossa Paróquia a tradicional Via Sacra pelas ruas. Como já é habitual, a Juventude Mariana Vicentina ajudou a reviver os momentos de Cristo até ao Calvário através de quadros vivos de cada uma das estações que compõem a Via Sacra.

Clique abaixo para ver o álbum com todas as fotos.




domingo, 4 de abril de 2010

Páscoa Feliz




Os ovos partem-se, os coelhos fogem...
Mas a tua fé permanece!


Vamos celebrar a alegria de Cristo Ressuscitado!
ALELUIA!!



A Juventude Mariana Vicentina de Alferrarede deseja a todos uma Santa Páscoa.



Liturgia da Solenidade da Páscoa da Ressurreição do Senhor, 04.04.2010




SOLENIDADE DA PÁSCOA DA RESSURREIÇÃO DO SENHOR - ANO C
4 de Abril de 2010



A liturgia deste domingo celebra a ressurreição e garante-nos que a vida em plenitude resulta de uma existência feita dom e serviço em favor dos irmãos. A ressurreição de Cristo é o exemplo concreto que confirma tudo isto.

A primeira leitura apresenta o exemplo de Cristo que “passou pelo mundo fazendo o bem” e que, por amor, Se deu até à morte; por isso, Deus ressuscitou-O. Os discípulos, testemunhas desta dinâmica, devem anunciar este “caminho” a todos os homens.

O Evangelho coloca-nos diante de duas atitudes face à ressurreição: a do discípulo obstinado, que se recusa a aceitá-la porque, na sua lógica, o amor total e a doação da vida não podem nunca ser geradores de vida nova; e o discípulo ideal, que ama Jesus e que, por isso, entende o seu caminho e a sua proposta – a esse não o escandaliza nem o espanta que da cruz tenha nascido a vida plena, a vida verdadeira.

A segunda leitura convida os cristãos, revestidos de Cristo pelo Baptismo, a continuarem a sua caminhada de vida nova, até à transformação plena que acontecerá quando, pela morte, tivermos ultrapassado a última fronteira da nossa finitude.









Para ler as Leituras da Solenidade da Páscoa da Ressurreição do Senhor, clique AQUI.

Para ler o Evangelho da Solenidade da Páscoa da Ressurreição do Senhor, clique AQUI.


Fontes:
A Caminho
Ecclesia
Eucaristia Dominical
Farol de Luz

sábado, 3 de abril de 2010

Vigília Pascal: símbolos e significado





Celebração central do calendário litúrgico é a mais importante na Igreja Católica


Na noite, em que Jesus Cristo passou da morte à vida, a Igreja convida os seus filhos a reunirem-se em vigília e oração. Na verdade, a Vigília pascal foi sempre considerada a mãe de todas a vigílias e o coração do Ano litúrgico. A sensibilidade popular poderia pensar que a grande noite fosse a noite de Natal, mas a teologia e a liturgia da Igreja adverte que é a noite da Páscoa, «na qual a Igreja espera em vigília a Ressurreição de Cristo e a celebra nos sacramentos» (Normas gerais sobre o Ano litúrgico, 20). No texto do Precónio pascal, chamado o hino “Exsultet” e que se canta nesta celebração, diz-se que esta noite é «bendita», porque é a «única a ter conhecimento do tempo e da hora em que Cristo ressuscitou do sepulcro! Esta é a noite, da qual está escrito: a noite brilha como o dia e a escuridão é clara como a luz». Por isso, desde o início a Igreja celebrou a Páscoa anual, solenidade das solenidades, com um vigília nocturna.

A celebração da Vigília pascal articula-se em quatro partes: 1) a liturgia da luz ou “lucernário”; 2) a liturgia da Palavra; 3) a liturgia baptismal; 4) a liturgia eucarística.

1) A liturgia da luz consiste na bênção do fogo, na preparação do círio e na proclamação do precónio pascal. O lume novo e o círio pascal simbolizam a luz da Páscoa, que é Cristo, luz do mundo. O texto do precónio evidencia-o quando afirma que «a luz de Cristo (...) dissipa as trevas de todo o mundo» e convida a «celebrar o esplendor admirável desta luz (...) na noite ditosa, em que o céu se une à terra, em que o homem se encontra com Deus!».

2) A liturgia da Palavra propõe sete leituras do Antigo Testamento, que recordam as maravilhas de Deus na história da salvação e duas do Novo Testamento, ou seja, o anúncio da Ressurreição segundo os três Evangelhos sinópticos, e a leitura apostólica sobre o Baptismo cristão como sacramento da Páscoa de Cristo. Assim, a Igreja, «começando por Moisés e seguindo pelos Profetas» (Lc 24,27), interpreta o mistério pascal de Cristo. Toda a escuta da Palavra é feita à luz do acontecimento-Cristo, simbolizado no círio colocado no candelabro junto ao Ambão ou perto do Altar.

3) A liturgia baptismal é parte integrante da celebração. Quando não há Baptismo, faz-se a bênção da fonte baptismal e a renovação das promessas do Baptismo. Do programa ritual consta, ainda, o canto da ladainha dos santos, a bênção da água, a aspersão de toda a assembleia com a água benta e a oração universal. A Igreja antiga baptizava os catecúmenos nesta noite e hoje permanece a liturgia baptismal, mesmo sem a celebração do Baptismo.

4) A liturgia eucaristica é o momento culminante da Vigília, qual sacramento pleno da Páscoa, isto é, a memória do sacrifício da Cruz, a presença de Cristo Ressuscitado, o ápice da Iniciação cristã e o antegozo da Páscoa eterna.

Estes quatro momentos celebrativos têm como fio condutor a unidade do plano de salvação de Deus em favor dos homens, que se realiza plenamente na Páscoa de Cristo por nós. Por consequência, a Ressurreição de Cristo é o fundamento da fé e da esperança da Igreja.

Gostaria de destacar dois elementos expressivos desta solene vigília: a luz e a água.

A Vigília na noite santa abre com a liturgia da luz, evocando a ressurreição de Cristo e a peregrinação de Israel guiado pela coluna de fogo. A liturgia salienta a potência da luz, como o símbolo de Cristo Ressuscitado, no círio pascal e nas velas que se acendem do mesmo, na iluminação progressiva das luzes da igreja, ao acender das velas do altar e com as velas acesas na mão para a renovação das promessas baptismais. O símbolo mais iluminador é o círio, que deve ser de cera, novo cada ano e relativamente grande, para poder evocar que Cristo é a luz dos povos. Ao acender o círio pascal do lume novo, o sacerdote diz: «A luz de Cristo gloriosamente ressuscitado nos dissipe as trevas do coração e do espírito» e depois apresenta o círio como «lumen Christi=a luz de Cristo». Quando alguém nasce, costuma-se dizer que «veio à luz» ou que «a mãe deu à luz». Podemos, por isso dizer que a Igreja veio à luz na Páscoa de Cristo. De facto, toda a vida da Igreja encontra a sua fonte no mistério da Páscoa de Cristo.


A água na liturgia é, igualmente, um símbolo muito significativo. «A água é rica de mistério» (R. Guardini). Ela é simples, pura, limpa e desinteressada. Símbolo perfeito da vida, que Deus preparou, ao longos dos tempos, para manifestar melhor o sentido do Baptismo. A oração da bênção da água faz memória da acção salvífica de Deus na história através da água. Com efeito, a água é benzida, para que o homem, criado à imagem e semelhança de Deus, «no sacramento do Baptismo seja purificado das velhas impurezas e ressuscite homem novo pela água e pelo Espírito Santo». Na tradição eclesial, a fonte baptismal é comparada ao seio materno e a Igreja à mãe que dá à luz.


O simbolismo fundamental da celebração litúrgica da Vigília é o de ser uma “noite clara”, ou melhor «a noite que brilha como o dia e a escuridão é clara como a luz». Esta noite inaugura o “Hodie=Hoje” da liturgia, como se tratasse de um único dia de festa sem ocaso (o dia da celebração festiva da Igreja que se prolonga pela oitava pascal e pelos cinquenta dias do Tempo pascal), no qual se diz «eis o dia que fez o Senhor, nele exultemos e nos alegremos» (Sl 118).



Fonte: Agência Ecclesia


sexta-feira, 2 de abril de 2010

A Sabedoria da Cruz




Quem quiser ganhar a sua vida deve saber perdê-la. Quem se agarra à vida acaba por perdê-la. Quando Eu for elevado da terra, atrairei todos a Mim. – Disse Jesus.

A vida, a paixão e a morte de Jesus constituem um modelo de como devemos conduzir a vida e enfrentar as dificuldades inerentes a ela. É realmente espantoso o facto, de Deus, por Jesus, ter assumido a nossa vida mortal e fez-se Deus-connosco. “O Verbo divino fez-se Homem e habitou entre nós”.

Mais espantoso ainda é verificarmos que participou de todas as nossas mazelas: teve fome e sede, chorou de saudades pela morte do amigo, decepcionou-se com a dureza dos corações e com a pouca inteligência dos seus discípulos; mais ainda, angustiou-se diante da morte e entre “clamores e lágrimas dirigiu preces e súplicas” a Deus (Heb. 5,7) para ser libertado. Por causa da sua mensagem e das suas práticas novas que introduziu foi caluniado, perseguido e condenado à morte. Como é que Jesus enfrentou a ameaça de morte? Como é que interpretou a morte violenta, consequência da sua fidelidade a Deus e a sua proposta ? O Evangelho dá-nos uma resposta (Jo. 12,20-36). Ele ajuda-nos a entender a nossa própria vida, o nosso caminhar incontestável para a morte. Jesus não foi poupado ao sofrimento. Então, é pela cruz que se chega à luz. É morrendo que se vive para a Vida eterna.

Ao iniciarmos a Semana Santa meditemos na Paixão e morte em Jesus e em nós. A Paixão de Jesus é a maior e mais estupenda obra do Amor divino. É acontecimento salvífico de infinito valor, fonte inesgotável de todos os benefícios que Deus dispensa à humanidade.

Hoje, como noutros tempos, muitos cristãos pensam como Pedro na sua primeira reacção à notícia que Jesus lhes deu sobre a sua paixão e morte (Mt. 16, 21-23). Querem Cristo, sim, mas sem a cruz; querem um Cristo meigo, agradável, irradiando bondade e amor; não toleram vê-lo sofrer a agonia do Getsémani, não suportam vê-lo flagelado e coroado de espinhos, no pretório de Pilatos e, depois, crucificado e morto… e assim se recusam a segui-lo como deveriam, heroicamente, até à efusão do próprio sangue. Não sabem que a paixão de Cristo constitui a parte principal e culminante do “projecto de Deus” para a redenção do homem; ignoram que “a cruz está no centro do cristianismo”; que, sem ela, não pode haver salvação, a qual consiste na comunhão com o Pai; desconhecem que é pelos méritos da paixão e morte do Filho de Deus que nos são dispensadas as riquezas da divina misericórdia que nos abre as portas do Reino dos Céus. (cf. 2Cor. 1,3-7). Toda a nossa glória está na Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Quando eu estiver à altura de compreender melhor o anúncio da paixão de Jesus, longe de me escandalizar, a minha alma inundar-se-á de alegria, de admiração e de gratidão. De alegria, porque o Filho de Deus, pelos méritos da Sua morte, me dará a Vida eterna; de admiração porque, olhando para o crucificado, serei levado a exclamar maravilhado: “Deus morre crucificado por meu amor”; e de gratidão porque, com o Seu Sangue, purifica a minha alma e me torna digno de contemplar a face de Deus. Contemplando Cristo crucificado, oiçamo-l’O dizer: Morri por ti, vem e segue-me!

Fonte:
Farol de Luz