sábado, 12 de dezembro de 2009

Liturgia do III Domingo do Advento, 13.12.2009




3º DOMINGO DO TEMPO DO ADVENTO - ANO C
13 de Dezembro de 2009


O tema deste 3º Domingo pode girar à volta da pergunta: “e nós, que devemos fazer?” Preparar o “caminho” por onde o Senhor vem significa questionar os nossos limites, o nosso egoísmo e comodismo e operar uma verdadeira transformação da nossa vida no sentido de Deus.

O Evangelho sugere três aspectos onde essa transformação é necessária: é preciso sair do nosso egoísmo e aprender a partilhar; é preciso quebrar os esquemas de exploração e de imoralidade e proceder com justiça; é preciso renunciar à violência e à prepotência e respeitar absolutamente a dignidade dos nossos irmãos. O Evangelho avisa-nos, ainda, que o cristão é “baptizado no Espírito”, recebe de Deus vida nova e tem de viver de acordo com essa dinâmica.

A primeira leitura sugere que, no início, no meio e no fim desse “caminho de conversão”, espera-nos o Deus que nos ama. O seu amor não só perdoa as nossas faltas, mas provoca a conversão, transforma-nos e renova-nos. Daí o convite à alegria: Deus está no meio de nós, ama-nos e, apesar de tudo, insiste em fazer caminho connosco.

A segunda leitura insiste nas atitudes correctas que devem marcar a vida de todos os que querem acolher o Senhor: alegria, bondade, oração.







Para ver as Leituras do III Domingo do Advento, clique AQUI.

Para ver o Evangelho do III Domingo do Advento, clique AQUI.

Para ver a Reflexão sobre o Evangelho do III Domingo do Advento, clique AQUI.



Fontes:
A Caminho
Ecclesia
Farol de Luz

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Campanha da Cáritas em Portalegre-Castelo Branco

"Dez Milhões de Estrelas - Um gesto pela Paz"





Pelo 7.º ano consecutivo, a Cáritas Diocesana de Portalegre – Castelo Branco organiza a operação “Dez Milhões de Estrelas – um gesto pela Paz” criando as condições para o desenvolvimento de uma cultura de Paz no coração dos nossos concidadãos. É um facto que esta acção toca, cada vez com maior positividade, a sociedade portuguesa.


Este ano de 2009, o tema é “Os novos Desempregados” e tem como objectivo a criação de um Fundo de Apoio destinado a minorar a situação económica daqueles que foram vitimados pelo desemprego. Deste modo, no ano em curso, e a título excepcional, a percentagem das verbas resultantes da venda de velas, que habitualmente era canalizada
para apoiar projectos em países em vias de desenvolvimento, ficará em Portugal para o apoio a estes novos desempregados e às suas famílias.


Para além da venda de velas, que está em curso, no próximo dia 19 de Dezembro, pelas 19 horas, na Rua do Comércio, em Portalegre, iremos, como em anos anteriores, organizar a “Marcha pela Paz”. Partirá do adro da Sé Catedral e seguirá em direcção às escadarias da Igreja de São Lourenço.


Cáritas de Portalegre-Castelo Branco


quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Distribuição do Banco Alimentar



No próximo Sábado, dia 12 de Dezembro, iremos fazer a distribuição domiciliária dos alimentos do Banco Alimentar.

Encontramo-nos no Salão Paroquial às 15h.

Quem estiver disponível para ajudar a fazer os sacos, vá ao Salão na sexta-feira às 21h.


quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Para saber mais sobre o ADVENTO...

Desenvolvimento histórico do tempo litúrgico do Advento






Não pode ser determinada com exactidão quando foi introduzida na Igreja a celebração do Advento. A preparação para a festa de Natal não deve ser anterior à existência da própria festa, e desta não encontramos evidência antes do final do século IV quando era celebrada em toda a Igreja, por alguns no dia 25 de Dezembro, por outros em 6 de Janeiro.

Por razões históricas, a festa do nascimento de Cristo não pode ser celebrada, publicamente, nos primeiros séculos da Igreja. Apenas em 313, passou a ser reconhecida e protegida pelo Imperador romano, Constantino. Alguns anos mais tarde, por volta de 330, esta festa foi instituída, para dar um sentido novo a uma festa pagã, que lhe era anterior: a festa do solstício de Inverno, que tinha sido criada por Aureliano, no ano de 274. Com esta festa, os romanos celebravam antecipadamente a fertilidade dos campos e o “nascimento” do sol. Os cristãos deram uma dimensão totalmente original, substituindo o astro-sol pelo “Verdadeiro Sol”, o “Sol da Justiça”, o único que traz a vida ao mundo, Jesus Cristo.

Lemos nas actas de um sínodo de Zaragoza, em 380, um cânon que prescreve que desde 17 de Dezembro até à festa da Epifania ninguém deveria faltar na igreja. Temos duas homilias de São Máximo, Bispo de Turim (415-466), intituladas "In Adventu Domini", mas não fazem referência a nenhum tempo especial. O título pode ser a adição de um copista. Existem algumas homilias, provavelmente a maior parte de São Cesáreo, Bispo de Arles (502-542), nas quais encontramos menção de uma preparação antes do Natal; todavia, a julgar pelo contexto, não parece que exista nenhuma lei geral sobre a matéria. Um sínodo desenvolvido (581) em Macon, na Gália, em seu nono cânon, ordena que desde o dia 11 de Novembro até ao Natal o Sacrifício seja oferecido de acordo com o rito quaresmal nas Segundas, Quartas e Sextas-feiras da semana. O Sacramentário Gelasiano anota cinco domingos para o tempo; estes cinco eram reduzidos a quatro pelo Papa São Gregório VII (1073-85). A colecção de homilias de São Gregório Magno (590-604) começa com um sermão para o segundo Domingo de Advento. No ano 650, o Advento era celebrado na Espanha com cinco Domingos. Vários sínodos fizeram cânones sobre os jejuns a observar durante este tempo, alguns começavam no dia 11 de Novembro, outros no 15, e outros com o equinócio de Outono. Outros sínodos proibiam a celebração do matrimónio. Na Igreja grega não encontramos documentos sobre a observância do Advento até ao século VIII. Teodoro o Estudita (m. 826), que falou das festas e jejuns celebrados comumente pelos Gregos, não faz menção deste tempo. No século VIII, desde o dia 15 de Novembro até ao Natal, é observado não como uma celebração litúrgica, mas como um tempo de jejum e abstinência que foi posteriormente reduzido a 7 dias. Mas um concílio dos Rutenianos (1720) ordenava o jejum de acordo com a velha regra desde o 15 de Novembro. Esta é a regra ao menos para alguns dos Gregos. De maneira similar, os ritos Ambrosiano e Moçárabe não têm liturgia especial para o Advento, mas somente o jejum.


Fonte: Diocese Leiria-Fátima

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Imaculada Conceição




“A santidade de Maria lembra-nos que todos somos chamados à santidade, em Jesus Cristo”


1. Esta Solenidade celebra a santidade de Maria, a sempre Imaculada. Maria Santíssima é o título com que a designamos e reconhecemos. Celebramo-la com tanta solenidade porque evoca o cerne da nossa vocação cristã: o chamamento à santidade. Deus criou o homem à Sua Imagem, para ser santo como Deus é Santo. “Sede santos porque Eu, o vosso Deus, sou Santo” (1Pet. 1,16). No drama do pecado, que a Leitura do Génesis nos evoca, a humanidade desvia-se do caminho da santidade, porque esquece a Palavra do Senhor, trocando-a por outras palavras: a do inimigo de Deus. Mas Deus não desistiu da santidade do homem. Depois do pecado, o único caminho da santidade é a redenção. A santidade define-nos como criaturas de Deus, identifica-nos com Deus. E porque Deus é amor, ser amor é experiência de liberdade. Intenção inicial de Deus, a santidade do homem é um fruto da sua liberdade, é a expressão máxima da liberdade. “Sede santos porque Eu, o vosso Deus, sou Santo” (1Pet. 1,16). No homem, ela realiza-se ao ritmo da liberdade: pode supor a recusa e o dom, a obediência à Palavra do Senhor e a autonomia da liberdade humana. Desde a primeira página da Criação, a autonomia e a obediência à Palavra de Deus compõem o cenário dramático da santidade humana. A santidade do homem, querida por Deus no acto criador, desenrola-se ao ritmo da liberdade, até percebermos que em Cristo, “Deus nos escolheu, antes da criação do mundo, para sermos, na caridade, santos e irrepreensíveis, diante d’Ele” (Efs. 1,3).

2. Ao criar o homem livre, Deus aceitou que a humanidade precisava de aprender a liberdade e, nessa aventura, Deus só podia ir-lhe revelando o caminho da liberdade e fortalecê-lo na descoberta do verdadeiro caminho da vida. A descoberta da liberdade é, na intenção criadora de Deus, um longo caminho a percorrer, até à sua perfeição escatológica. Esse longo caminho da aprendizagem torna-se dramático porque entrou em cena um terceiro personagem, o “inimicus homo”, que falhou ele próprio a sua caminhada de liberdade e que, ao tornar-se inimigo de Deus, tornou-se inimigo do homem, nova criatura de Deus, que encetava agora o seu caminho de aprendizagem da liberdade. A partir daí, a caminhada do homem para a liberdade tornou-se dramática: Deus atrai, fortalece a liberdade, indica-lhe o caminho; esse terceiro personagem, a que a Bíblia chama o “homem inimigo”, tenta continuamente sugerir ao homem que a liberdade é um caminho de autonomia em relação a Deus. O caminho da liberdade torna-se, então, um combate entre esse inimigo e Deus que quer a plena liberdade do homem. A vitória de Deus está assegurada, mas o exercício da liberdade transforma-se num grande combate. “Estabelecerei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a descendência dela” (Gen. 3,15). Assim, desde o início, a conquista da liberdade tornou-se um grande combate, de vida ou de morte. Essa foi a ousadia do demónio, ao pensar que podia vencer esse combate. A descendência da mulher “há-de atingir-te na cabeça e tu a atingirás no calcanhar” (Gen. 3,15). Essa descendência da mulher é Cristo, Filho de Maria. A Sua derrota aparente no Calvário torna-se na vitória definitiva de Deus e na derrota definitiva do “homem inimigo”. O mais que este consegue são danos colaterais.

3. Nesta luta pela liberdade, e é preciso não esquecer que a liberdade resume e inclui tudo o que é humano. O homem precisa de ser salvo e esta salvação reveste-se dos traços de um drama. Deus não desiste, investe neste combate toda a sua força, até à ousadia de se tornar presente no meio de nós como Homem, para O sentirmos lado a lado nesse combate. Pela sua Palavra revela o verdadeiro sentido da liberdade; pelo seu amor infinito, fortalece o homem para este poder obedecer à sua Palavra e escolher o verdadeiro sentido da liberdade. A obediência da fé é o caminho, e este caminho é graça, isto é, exercício humano da liberdade com a força do amor de Deus. A esta obediência da fé, o “inimigo” contrapõe a autonomia da razão como única fonte de sentido e a ousadia de pensar que o homem pode percorrer o caminho da liberdade só com as suas próprias forças.

Maria é saudada como a cheia de graça, ela é a primeira mulher completamente livre, porque se abandona à Palavra do Senhor, na fé, e confia na força do Seu amor. Santo Agostinho diz que Maria acreditou pela fé e, por isso, concebeu pela fé. “Maria cumpriu perfeitamente a vontade do Pai e, por isso, Maria tem mais mérito por ter sido discípula de Cristo do que por ter sido Mãe de Cristo; mais ditosa é Maria por ter sido discípula de Cristo do que por ter sido Mãe de Cristo” (Santo Agostinho, Sermões, Ser. 25, PL 46, 937-938). Já a sua parente Isabel a saudara assim: feliz és tu porque acreditaste na Palavra que o Senhor te disse (cf. Lc. 1,45). Em Maria, a plenitude de graça começa por ser a perfeição da fé, que aceita o caminho misterioso de Deus e se abandona ao amor.

Maria é, assim, modelo de liberdade. Nela, a liberdade plenifica todas as capacidades da natureza. É esposa e mãe. São Lucas faz questão de lembrar que o Anjo Gabriel é enviado a uma Virgem que era noiva de José, e que ela conceberá no seu seio. Mas o princípio da fecundidade é o mesmo da santidade cristã daqueles que, em Cristo, se tornaram novas criaturas. Também o fruto do seu seio será obra do Espírito Santo. Esta é a grande novidade cristã: a obra da graça não menosprezará nenhuma capacidade da natureza, antes a elevará à sua plenitude. É por isso que em Maria, a cheia de graça, que é esposa e mãe, se anuncia a Igreja toda; ela obra do Espírito Santo e plenitude da criação. Santo Agostinho, no Sermão já citado, afirma com ousada surpresa: “Maria é Santa, Maria é Bem-Aventurada. Mas é mais importante a Igreja do que a Virgem Maria. Porquê? Porque Maria é uma parte da Igreja, membro santo, membro excelente, membro supereminente, mas apesar disso membro do corpo total. Se é membro do corpo, é certamente mais o corpo do que o membro. A cabeça é o Senhor, e Cristo total é a cabeça e o corpo” (Santo Agostinho, Sermões, Ser. 25, PL 46, 937-938).

Cristo e a Igreja são o caminho na longa marcha da liberdade. Os membros da Igreja, criaturas novas em Cristo, podem aprender com Maria a obediência da fé e a abandonar-se ao amor de Cristo, que é o Espírito Santo. Do mesmo modo que, nessa aprendizagem da liberdade, precisa do amor dos seus irmãos, cada cristão pode sempre contar com a ternura solícita de Maria, a cheia de graça e Mãe da Igreja.



Homilia do Patriarca de Lisboa, proferida na Solenidade da Imaculada Conceição, Sé Patriarcal, 8 de Dezembro de 2009

Fonte: Agência Ecclesia


domingo, 6 de dezembro de 2009

Para saber mais... SOBRE O ADVENTO

Estrutura do tempo de Advento





O tempo do Advento tem uma duração de quatro semanas.
Começa com as vésperas do domingo mais próximo ao 30 de Novembro e termina antes das vésperas do Natal. São 4 os domingos do Advento.

Podemos distinguir dois períodos. No primeiro deles, que se estende desde o primeiro domingo do Advento até o dia 16 de Dezembro, aparece com maior relevo o aspecto escatológico e nos é orientado à espera da vinda gloriosa de Cristo. As leituras da Missa convidam a viver a esperança na vinda do Senhor em todos os seus aspectos: a sua vinda no fim dos tempos, a sua vinda agora, cada dia, e a sua vinda há dois mil anos.

O segundo período, do dia 17 até ao dia 24 de Dezembro, inclusivé, orienta-se mais diretamente para a preparação do Natal. Somos convidados a viver com mais alegria, porque estamos próximos do cumprimento do que Deus prometera. Os evangelhos destes dias preparam-nos directamente para o nascimento de Jesus.

Não é acidental o facto de o Advento ter estas duas etapas bem definidas dentro de uma única unidade. A primeira enfatiza a necessidade de conversão permanente, enquanto condição indispensável para a salvação. A segunda privilegia a preparação próxima do mistério da encarnação do Verbo de Deus. Compreende-se pelo facto da necessidade duma preparação gradualmente mais exigente, dos pontos centrais do advento.

Temos quatro semanas nas quais de domingo a domingo nos vamos preparando para a vinda do Senhor.

A primeira semana do Advento está centralizada na vinda do Senhor no final dos tempos. A liturgia convida-nos a estar vigilantes, mantendo uma especial atitude de conversão. Acentua a vigilância na espera da vinda do Senhor. Durante esta primeira semana as leituras bíblicas são um convite a esta vigilância. “Vigiai e estai preparados, pois não sabeis quando chegará o momento”.

A segunda semana convida-nos, por meio de João Baptista a “preparar os caminhos do Senhor”; isto é, a manter uma atitude de permanente conversão. Jesus continua a chamar-nos, pois a conversão é um caminho que se percorre durante toda a vida. Para a planificação pastoral este é u mtempo privilegiado para a celebração do Sacramento da Reconciliação.

A terceira semana pre-anuncia já a alegria messiânica, pois já está cada vez mais próximo o dia da vinda do Senhor..

Finalmente, a quarta semana fala-nos do advento do Filho de Deus ao mundo. Maria é a figura central, e a sua espera é modelo e estímulo da nossa espera.

Quanto às leituras das Missas dominicais, as primeiras leituras são tomadas de Isaías e dos demais profetas que anunciam a reconciliação de Deus e a vinda do Messias. Nos três primeiros domingos recolhem-se as grandes esperanças de Israel, e no quarto, as promessas mais directas do nascimento de Deus. Os salmos responsoriais cantam a salvação de Deus que vem; são orações pedindo a sua vinda e a sua graça. As segundas leituras são textos de São Paulo ou das demais cartas apostólicas, que exortam a viver em espera a vinda do Senhor.
Quase todas as eucaristias deste período, englobam uma leitura de S. Paulo, com exortações expressivas e orientações precisas, para vivermos bem o aAdvento, enquanto tempo de preparação espiritual e de esperança. A Igreja é e será, até ao fim dos tempos, uma realidade em constante aperfeiçoamento. Constituída por homens e mulheres marcados pelo pecado, tem a obrigação e a necessidade vital de conversão constante.

Se João Baptista, na fase intermédia do Advento, é figura-chave, pelo apelo vigoroso à conversão e à vinda eminente do Messias, já Maria tem um lugar de relevo na fase final, mormente no último domingo, onde são narrados os acontecimentos que precedem, quase de imediato, o nascimento do Salvador.



Fonte: Diocese de Leiria-Fátima

sábado, 5 de dezembro de 2009

Liturgia do II Domingo do Advento, 06.12.2009



II DOMINGO DO TEMPO DO ADVENTO - ANO C
6 de Dezembro de 2009



Podemos situar o tema deste domingo à volta da missão profética. Ela é um apelo à conversão, à renovação, no sentido de eliminar todos os obstáculos que impedem a chegada do Senhor ao nosso mundo e ao coração dos homens. Esta missão é uma exigência que é feita a todos os baptizados, chamados – neste tempo em especial – a dar testemunho da salvação/libertação que Jesus Cristo veio trazer.

O Evangelho apresenta-nos o profeta João Baptista, que convida os homens a uma transformação total quanto à forma de pensar e de agir, quanto aos valores e às prioridades da vida. Para que Jesus possa caminhar ao encontro de cada homem e apresentar-lhe uma proposta de salvação, é necessário que os corações estejam livres e disponíveis para acolher a Boa Nova do Reino. É esta missão profética que Deus continua, hoje, a confiar-nos.

A primeira leitura sugere que este “caminho” de conversão é um verdadeiro êxodo da terra da escravidão para a terra da felicidade e da liberdade. Durante o percurso, somos convidados a despir-nos de todas as cadeias que nos impedem de acolher a proposta libertadora que Deus nos faz. A leitura convida-nos, ainda, a viver este tempo numa serena alegria, confiantes no Deus que não desiste de nos apresentar uma proposta de salvação, apesar dos nossos erros e dificuldades.

A segunda leitura chama a atenção para o facto de a comunidade se dever preocupar com o anúncio profético e dever manifestar, em concreto, a sua solidariedade para com todos aqueles que fazem sua a causa do Evangelho. Sugere, também, que a comunidade deve dar um verdadeiro testemunho de caridade, banindo as divisões e os conflitos: só assim ela dará testemunho do Senhor que vem.








Para ver as Leituras do II Domingo do Advento, clique AQUI.

Para ver o Evangelho do II Domingo do Advento, clique AQUI.

Para ver a Reflexão sobre o Evangelho do II Domingo do Advento, clique AQUI.



Fontes:
A Caminho
Ecclesia
Farol de Luz


quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

JMV - Carta de Advento do Superior Geral



Adviento 2009


A todos los miembros de la Familia Vicenciana


Queridas Hermanas y Hermanos,

¡Que la gracia y la paz de Nuestro Señor Jesucristo permanezcan en sus corazones ahora y siempre!

En la época en que fui director del seminario interno en Panamá y al mismo tiempo párroco de la parroquia donde se encontraba el seminario interno, un Cohermano y yo, hicimos una programación especial durante el Adviento, con la intención de purificar el sentido de la Navidad. Se trataba de preparar una campaña contra el personaje de Papa Noel a favor del Niño Dios. Realizamos esta campaña durante todo el tiempo de Adviento y pensamos en una acción simbólica para purificar el sentido de la Navidad durante el rito penitencial de la misa de nochebuena.

Esta acción pastoral que nosotros llevamos a cabo, fue provocada ante la constatación de un cambio sutil que se producía en el entorno de nuestro trabajo pastoral. Al principio, cuando llegué a Panamá, la experiencia de Navidad siempre se centraba en el nacimiento del Niño Jesús, el Niño Dios. Su encarnación en nuestra humanidad tenía un acento claramente religioso. Poco a poco, a lo largo de los años y con la ayuda de las poderosas técnicas de comercialización (marketing), el concepto de Navidad comenzó lentamente a ser sustituido por representaciones comerciales de Navidad con el personaje del Papa Noel en todas las tiendas e incluso ofrecido a la gente como regalo, para instalarlo como decoración de Navidad en sus hogares, a la entrada de sus casas. Era triste observar cómo de manera sutil e ingeniosa, el verdadero sentido de la Navidad estaba a punto de ser sustituido por una acuciante provocación a las personas a entrar en una sociedad de consumo.

Quisiera atraer su atención sobre esta fiesta de Navidad, principalmente durante este Adviento, como un tiempo para recuperar el verdadero sentido de la Navidad y purificar nuestras actitudes en relación con nuestra identidad durante este tiempo fuerte litúrgico de nuestra fe cristiana. Se trata del nacimiento de Dios en nuestra vida a través de la persona del Niño Dios, Jesús, un misterio tan esencial en la espiritualidad de San Vicente de Paúl. Dios que se hace carne, se une a nuestra humanidad para que seamos como Dios en nuestras relaciones con los demás, especialmente con los pobres.

Durante este tiempo de Adviento, desearía que pensáramos y reflexionáramos sobre un aspecto particular y muy importante de la fiesta de Navidad, para comprender el nacimiento de Nuestro Señor Jesús como la venida de la paz y la armonía en el mundo. Él es el Príncipe de la Paz tal y como lo contemplamos en las Sagradas Escrituras durante todo este tiempo de Adviento y Navidad. La actual situación mundial en la que vivimos es la que me ha empujado a profundizar y desear que reflexionemos sobre el tema de la paz.

A nuestro alrededor observamos, en cada rincón del mundo, situaciones destructoras, guerras entre naciones, violencia entre los pueblos, violencia de las bandas en los barrios, e incluso la violencia doméstica en los hogares. En este clima de violencia mundial en que vivimos, existe una búsqueda, un combate, una angustia por vivir con mayor seguridad. A menudo ocurre que intentamos obtener la “seguridad” produciendo más armamento y un mayor poder de destrucción sobre el enemigo. De esta manera, la seguridad establecida sólo provocará más angustia. Eso no es la seguridad.

Muchas personas afirman que, desde la experiencia del 11 de septiembre en los Estados Unidos, vivimos en un mundo que busca su propia seguridad, hasta tal punto que somos inconscientes o incluso indiferentes ante el hecho de garantizar una paz verdadera para los que se encuentran fuera de nuestro círculo. Queremos proteger a los nuestros encerrándonos en nosotros mismos. Queremos acercarnos a lo que conocemos e incluso a lo que consideramos como nuestra morada, dándonos una ilusión de seguridad.

La actitud de consumo que se desliza a todos los niveles en nuestra aldea global se acentúa durante el tiempo de Navidad. Nuestro desafío está en dirigirnos al Príncipe de la Paz que, por el anuncio del Reino de su Padre, nos invita a unas actitudes que conducen a la verdadera armonía y a unas buenas relaciones entre todos los pueblos.

Quisiera proponer un punto concreto para nuestra reflexión, en relación a la promoción de la paz y la armonía en el mundo, manifestada en primer lugar por una verdadera preocupación por las necesidades de los demás.

Para la celebración del 350 aniversario de la muerte de Santa Luisa y San Vicente en 2010, los responsables internacionales de la Familia Vicenciana han puesto en marcha un Comité de proyectos para promover una iniciativa específica a favor de los más pobres entre los pobres, iniciativa que implicaría a todas las ramas de la Familia. Entre las opciones sugeridas, los responsables han escogido un proyecto piloto de microcrédito, en Haití. Un proyecto combinado con unos programas educativos y de servicios sociales será sin duda un instrumento eficaz para mejorar las condiciones de vida de muchas personas que viven en la pobreza. Se prevé que este proyecto piloto podría servir como modelo aplicable en otros lugares.

Animo a cada uno de nosotros durante este tiempo de Navidad, especialmente cuando pensemos en dar algo de nosotros mismos a los demás con regalos, a hacerlo de modo que podamos romper con las actitudes consumistas que a menudo están muy enraizadas en nuestras vidas; actitudes de las que quizá no somos del todo conscientes y que, frecuentemente, pueden conducir a ciertos modos de comportamiento que marcan diferencias entre los que poseen y los que no poseen y causan divisiones en vez de promover la armonía entre los pueblos. Estas actitudes negativas llevadas al extremo son las que engendran la violencia y la destrucción que constatamos en nuestro mundo hoy. Muchas veces, la violencia es provocada por el hecho de que las personas no llegan a satisfacer sus necesidades fundamentales y caen en la trampa de la violencia para asegurar una vida mejor.

Durante este tiempo de Adviento, como Familia Vicenciana, pensemos en un cambio de actitud para pasar de una sumisión a la sociedad de consumo al don de nosotros mismos o a un modo de don diferente realizado a aquellos que lo necesitan, como manera concreta de favorecer la armonía y la paz.

Propongo un segundo punto para nuestra reflexión que concierne a la promoción de la paz. Durante estos días que preceden al tiempo de Adviento, hemos recibido una petición por parte del Consejo Internacional de Pax Christi, que deseaba visitar nuestra Curia en Roma. Hemos creado un espacio de diálogo cordial y hemos buscado el momento oportuno para acoger al Consejo Internacional de Pax Christi. En esta reunión estaban presentes uno de mis Asistentes, una de las Hijas de la Caridad que realiza su servicio en la Curia y un Cohermano muy comprometido en el ámbito de las actividades de Justicia y Paz, que deseamos promover y en las que queremos tomar parte como Familia Vicenciana Internacional. Pienso que sería adecuado para nosotros examinar y reflexionar sobre la posibilidad de estar en contacto con un movimiento internacional como Pax Christi.

Pax Christi fue creado a finales de la segunda guerra mundial, cuando un grupo de personas francesas y alemanas se reunieron para rezar juntas, buscar la reconciliación y trabajar con miras a un nuevo comienzo en paz, después de unos años de conflictos dolorosos. Este mismo espíritu continúa inspirando el movimiento internacional Pax Christi hoy, reuniendo a personas sencillas procedentes de entornos y culturas diferentes que reflexionan y actúan a partir de una visión sagrada de la paz, de la reconciliación y de la justicia para todos. En un mundo perturbado por la violencia, el terrorismo, las desigualdades crecientes y una inseguridad a escala mundial, esta visión es más necesaria que nunca.

Permítanme compartir con ustedes un poco más a propósito de Pax Christi con miras a su propia reflexión personal. Pax Christi es una agrupación católica mundial para la paz. Algunos organismos miembros de la red Pax Christi se han formado a partir de orígenes diferentes y son conocidos bajo una denominación distinta. Pero todos comparten la convicción que la paz es posible y que los ciclos viciosos de la violencia y de la injusticia pueden romperse. Como grupo fundado sobre la fe, Pax Christi Internacional busca tener una influencia de transformación, al hacer de la religión una fuerza inequívoca para la paz y la justicia. Pax Christi es católica por su origen y tradición; está muy comprometida en la cooperación con otras tradiciones religiosas y con todos los que comparten sus objetivos.

Trabajar por la paz implica trabajar contra la violencia y este movimiento internacional busca las causas primeras de la violencia. También concede la prioridad a los medios no violentos para resolver conflictos y esto incluye reafirmar los fundamentos de una sociedad pacífica: derechos humanos, democracia y el estado de derecho. Pax Christi favorece la educación a la paz, el trabajo con la juventud, la formación en el ámbito de la promoción de la paz, la mediación y la acción no violenta. Pax Christi trabaja para crear una cultura de paz y ayudar a las personas en su camino hacia la reconciliación y hacia un futuro de esperanza.

¿Qué podemos hacer? Hermanos y Hermanas, sugiero que, como Familia Vicenciana, encontremos en nuestra vida diaria y en nuestro servicio a los pobres medios para profundizar nuestro compromiso por la justicia y la paz. Sé que ya lo estamos haciendo, pero la celebración de la Navidad nos ofrece la ocasión especial para renovar nuestra respuesta. Este debería ser el primer compromiso de todas las personas que viven el carisma de San Vicente de Paúl, quien tanto buscó la armonía y la paz, particularmente para los pobres, con frecuencia víctimas de la violencia, la destrucción y la guerra. Podemos apoyar el trabajo de Pax Christi por nuestra propia acción y oración, nuestras publicaciones, como lo hago aquí en esta carta con motivo del tiempo de Adviento. Pax Chirsti Internacional acoge con mucho gusto la ayuda económica en sus esfuerzos por erradicar la violencia y estimular una cultura de paz tan necesaria en nuestro mundo hoy.

Hermanos y Hermanas, puesto que comenzamos este tiempo de Adviento y reflexionamos sobre el verdadero sentido de la Navidad, entremos en este tiempo siendo promotores de paz, particularmente en una sociedad atrapada por la violencia, sociedad a menudo hostigada por un mundo egoísta, materialista, dominado por el consumismo. Sabemos que esto crea división en vez de armonía. Reflexionemos sobre el verdadero significado de la Navidad, el nacimiento de Nuestro Señor Jesús y dejemos de lado las otras imágenes que nuestro mundo ha creado, con la única finalidad de satisfacer nuestras propias necesidades personales y materiales, y que nos apartan de la preocupación de dar a los demás.

Como Familia Vicenciana siempre relacionamos a personas de diferentes medios y culturas y actuamos a partir de nuestra visión común de paz, reconciliación y justicia para todos. Es algo muy arraigado en nuestra espiritualidad vicenciana.

Como dijo San Vicente de Paúl: “Rogad a su divina bondad que dé a la Compañía el espíritu de unión, ya que hemos sido fundados para reconciliar a las almas con Dios y a los hombres entre sí” (Coste XI-4- pp.701-702).

Su hermano en San Vicente,

G. Gregory Gay, C.M.
Superior general