quinta-feira, 12 de março de 2009
Sex | 13Março | 21h | VIA SACRA
«A Liturgia é o "coração" da paróquia»

Esta foi a resposta que o Papa ofereceu ao Pe. Marco Valentini, vigário na paróquia de Santo Ambrósio, durante o encontro que teve com os párocos da diocese de Roma, em 26 de fevereiro passado.
O Papa respondeu que «todos nós devemos aprender melhor a liturgia, não como algo exótico, mas como o coração de nosso ser cristão».
A celebração litúrgica dos sacramentos, explicou, não deve ser «algo estranho junto a trabalhos mais contemporâneos como a educação moral, econômica etc. Pode acontecer facilmente que o sacramento fique um pouco isolado em um contexto mais pragmático e se converta em uma realidade não totalmente integrada na totalidade de nosso ser humano», admitiu.
O pontífice destacou a necessidade de que os fiéis «redescubram» a Eucaristia em toda a sua plenitude.
«Devemos aprender a celebrar a Eucaristia, aprender a conhecer Jesus Cristo, o Deus com rosto humano, de perto, entrar realmente em contato com Ele, aprender a escutá-lo e aprender a deixá-lo entrar em nós», explicou.
A comunhão sacramental «é precisamente esta interação entre duas pessoas. Não pego um pedaço de pão ou de carne, mas pego ou abro meu coração para que o Ressuscitado entre no contexto do meu ser, para que esteja dentro de mim e não só fora de mim, e assim fale comigo e transforme meu ser, me dê o sentido da justiça, o dinamismo da justiça, em zelo pelo Evangelho».
Diante disso, acrescentou, «devemos colaborar todos em celebrar cada vez mais profundamente a Eucaristia: não só como rito, mas como processo existencial que me toca em minha intimidade, mais que qualquer outra coisa, e me muda, me transforma. E transformando-me, dá início à transformação do mundo que o Senhor deseja e da qual quer fazer-me instrumento».
Mais catequese mistagógica
O Papa afirmou também a necessidade de que as pessoas ofereçam maior formação aos fiéis nos mistérios que se celebram na liturgia, ou seja, mais catequese mistagógica.
«Os mistérios não são uma coisa exótica no cosmos das realidades mais práticas. O mistério é o coração do qual vem nossa força e ao qual voltamos para encontrar este centro», declarou.
Acrescentou que a catequese mistagógica «é realmente importante», porque «se refere à nossa vida de homens de hoje».
O Papa destacou que a celebração dos mistérios da fé revelam o próprio ser do homem: «Realmente, nós devemos ensinar a ser homens. Devemos ensinar esta grande arte: como ser um homem. Isto exige, como vimos, muitas coisas: desde a grande denúncia do pecado original nas raízes de nossa economia e de tantos aspectos de nossa vida, até guias concretos sobre a justiça, até o anúncio aos não-crentes».
«Se é verdade que o homem em si não tem sua medida – o que é justo e o que não é – mas encontra sua medida fora dele, em Deus, é importante que este Deus não seja distante, mas reconhecível, concreto, que entre em nossa vida e seja realmente um amigo com o qual podemos falar e que fala conosco», acrescentou.
Neste sentido, afirmou que a catequese sacramental «deve ser uma catequese existencial. Naturalmente, ainda aceitando e aprendendo cada vez mais o aspecto de mistério – ali onde acabam as palavras e os raciocínios – esta é totalmente realista, porque me leva a Deus, e Deus a mim».
«Em outras palavras, a catequese eucarística e sacramental deve realmente chegar ao profundo de nossa existência, ser precisamente educação para abrir-me à voz de Deus, a deixar-me abrir para que rompa esse pecado original do egoísmo e seja abertura de minha existência em profundidade, de maneira que eu possa chegar a ser um verdadeiro justo», concluiu.
quarta-feira, 11 de março de 2009
O pecado da gula
Gula é comer além do que é necessário para se alimentar. Para alguns, o prazer de comer passou a ser um fim em si mesmo; esse é o erro. E frustram-se quando a refeição não é “suculenta e variada”.
Escrevendo aos Filipenses, São Paulo refere-se àqueles cujo “deus é o ventre” (cf. Fil. 3,19), isto é, o alimento. Se a Igreja nos aponta a gula como um pecado capital é porque ela gera outros males: preguiça, comodismo, paixões, doenças, etc... Podemos comer e beber com moderação e gosto, mas não podemos fazer da comida um meio só de prazer; isso desvirtua a alimentação.
Um corpo “pesado” debilita o espírito. Santo Agostinho dizia que temia não a impureza da comida, mas a do apetite. Ele escreve uma página sábia sobre isso: “Vós me ensinastes a ingerir os alimentos como se tratasse de remédios”. Santa Catarina de Sena dizia que o “estômago cheio prejudica a mente”. E Santo Ambrósio afirmava que: “Aquele que submete o seu próprio corpo e governa sua alma, sem se deixar submergir pelas paixões, é seu próprio senhor: pode ser chamado rei, porque é capaz de reger a sua própria pessoa”.
A virtude oposta à gula é a temperança: evitar todos os excessos no comer e no beber. Para destruir as raízes da gula é preciso submeter o corpo à mortificação. E esta haverá de ser sob a acção do Espírito Santo, nosso Santificador. São Paulo ensinou aos Gálatas e aos Romanos que somente o Espírito pode destruir em nós as paixões. “Conduzi-vos pelo Espírito Santo e não satisfareis o desejo da carne” (Gál. 5,16). “Se viverdes segundo a carne, morrereis, mas, se pelo Espírito fizerdes morrer as obras do corpo, vivereis” (Rom. 8,12). A açcão poderosa do Espírito Santo, aliada à nossa vontade, vem em auxílio da nossa fraqueza e nos dá a graça de superar os vícios.
Como remédio contra a gula a Igreja propõe também o jejum; não como um valor em si mesmo, mas como um instrumento para dominar a paixão. Mas Santa Catarina de Sena ensina que “a mortificação deve ser feita de acordo com a necessidade e na exacta medida das forças pessoais.” Visto que não se pode impor a todos a mesma mortificação como uma norma rígida, já que nem todos são iguais.
Não é possível querer levar uma vida pura sem sacrifício. O corpo foi-nos dado para servir e não para gozar; o prazer egoísta passa e deixa gosto de morte; o sacrifício gera a vida. Não foi à toa que Cristo jejuou quarenta dias, no deserto da Judeia, antes de enfrentar as ciladas terríveis do Tentador, que queria afastá-Lo do caminho traçado por Deus para Ele seguir a fim de salvar a humanidade.
terça-feira, 10 de março de 2009
Convite para Convívio Fraterno

«Será uma oportunidade de aprofundar um pouco mais a experiência de fé e de passar momentos divertidos durante um fim-de-semana», salienta a organização. O convívio terminará no dia 3 de Maio com a Eucaristia presidida pelo bispo da diocese, no ginásio do Seminário de Leiria, a ter início às 21h.
As inscrições devem ser feitas até ao dia 10 de Abril de 2009, pois o número de participantes é limitado. Para mais informações e inscrições, os interessados podem contactar os telemóveis: 962 815 845 / 914 418 433 / 939 417 107 ou e-mail.
O Convívio Fraterno destina-se a jovens de ambos os sexos com 17 anos ou mais, estudantes ou trabalhadores, com ou sem grau académico.
Em caso algum podem participar jovens com menos de 17 anos de idade.
Deverão ser jovens com uma iniciação feita na paróquia, alguma inquietação religiosa e preparados para viver três dias que se pretendem ser de reflexão séria.
Dinâmica
Os Convívios Fraternos têm uma dinâmica própria.
Realizam-se durante três dias em regime de internato para rapazes e raparigas.
Nestes três dias, um grupo de jovens responsáveis apresenta o testemunho da sua vida cristã e das opções como jovens cristãos inseridos no mundo.
Os três dias são uma oportunidade para um encontro consigo próprios, com os outros e com Deus, tudo em ambiente de festa.
Os três dias terminam com um encerramento aberto a todos os interessados.
Carisma
Os Convívios Fraternos são um movimento que se insere na Igreja Católica.
Nasceram em Portugal em 1968 pela mão do Pe. Valente de Matos, então capelão militar.
Trata-se de um movimento juvenil, ou seja, os jovens estão no princípio dinamizador e no horizonte deste movimento.
É um movimento laical que encontra nos sacerdotes um apoio mas não a sua estrutura essencial.
É um movimento eclesial que nasceu na Igreja e para a Igreja e só tem sentido na Igreja.
Depois do Convívio
Depois do Convívio Fraterno, os jovens convivas são convidados a integrar os diversos grupos de jovens da Paróquia a que pertencem realizando aí um trabalho e uma formação que visam o crescimento na fé e a colaboração na edificação da Igreja.
O movimento dos Convívios Fraternos proporciona-lhes ainda a participação num Pós-Convívio, nos encerramentos de posteriores Convívios e ainda na participação no Convívio Animação Nacional que se realiza em Fátima para além de experiência das Férias Missionárias.
segunda-feira, 9 de março de 2009
Convite para o Acampamento das Irmãs da Apresentação de Maria
As Irmãs da Apresentação de Maria estão a organizar um Acampamento nos dias 5 a 8 de Abril, e gostariam que estivesses presente, que participasses...
Abaixo segue o convite.
CONTAM COM A TUA PARTICIPAÇÃO NESTA ACTIVIDADE SE TENS MAIS DE 14 ANOS... VAI!
Encontro da Pastoral Juvenil / Vocacional das Irmãs da Apresentação de Maria
Lançam-te este desafio para que te possas encontrar contigo mesma, com Deus e com outras Jovens que como tu querem caminhar...
OUSA ARRISCAR E VAI... ESPERAM POR TI!
Partilhar...
A partilha vem do coração, sem fingimentos.
A partilha é um Dom de Deus e gera vida em nós e com que partilhamos.

