sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Vigília Quaresmal
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Renascença lança campanha de solidariedade
A Rádio Sim, do grupo Renascença, vai lançar uma nova campanha de solidariedade, a decorrer durante a Quaresma, com o objectivo de envolver avós e crianças mais pequenas.
Um comunicado enviado à Agência ECCLESIA explica que o objectivo da campanha é tricotar um peça de roupa. “Começar a tricotar ou a bordar uma camisola, umas meias, o que for. Tudo em ponto pequenino, porque é para os mais pequenos que esperamos ajuda”.
Cada ouvinte pode enviar uma peça de roupa para ser incluída no enxoval de um bebé. “Depois a Rádio Sim fará chegar todos os trabalhos aos bebés que mais precisam, através uma instituição de solidariedade ou maternidade”.
Os trabalhos podem ser enviados para a campanha «Malhas que o Amor Tece», directamente para a Rádio SIM.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Actividades desta semana em que começa a Quaresma
Quarta-feira (25 de Fevereiro)
21h - Celebração de Quarta-feira de Cinzas (Alferrarede)
Sexta-feira (27 de Fevereiro)
21h - Via Sacra (na Igreja de Alferrarede)
Sábado (28 de Fevereiro)
21h - Celebração quaresmal (orientada pela Juventude Mariana Vicentina - Igreja de Alferrarede)
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Mensagem da Quaresma do Bispo de Portalegre - Castelo Branco
Nos três primeiros séculos da Igreja não havia necessidade da Quaresma como tempo de preparação para a Páscoa. O cristão vivia com exigência a sua opção por Cristo e a fidelidade ao seu Baptismo. “Eram assíduos ao ensino dos Apóstolos, à união fraterna, à fracção do pão e às orações”, verdadeiro segredo da sua coerência, vitalidade e fervor missionários.
Pelo século IV começaram os primeiros sinais da celebração da Quaresma que se foi estruturando como tempo de preparação para a Páscoa. Tinha uma dimensão baptismal e outra penitencial. Passava pela caminhada catecumenal, pelo jejum e abstinência, pela reflexão da Palavra e oração, pela conversão, esmola e dinâmica sacramental.
Ainda hoje a Quaresma é um tempo de graça que não dispensa a reflexão da Palavra, a oração, o jejum, a abstinência, a esmola e os sacramentos. No início da Quaresma, porém, costuma anunciar-se o destino a dar ao produto da renúncia feita com amor ao longo deste tempo. Olhando à volta, facilmente constatamos que vivemos em tempos de crise e de pobreza reconhecida e envergonhada que destrói e mata lentamente. A miséria entrou na casa de muita gente e constitui uma ameaça para outra. Não podemos deixar morrer, nos mais atingidos, a esperança de um futuro mais risonho. A caridade é criativa, discreta e libertadora. A Páscoa encerra o ideal revolucionário do cristão: dar e dar-se em verdade e amor.
Nesta preparação para a Páscoa, convido todos os diocesanos a se inserirem na caminhada de conversão e a partilharem as suas renúncias, jejuns e abstinências com aqueles que são mais pobres e imploram ajuda.
Um pintainho para São Tomé e Príncipe
Na nossa Diocese de Portalegre-Castelo Branco, a renúncia quaresmal deste ano terá duas finalidades:
– Uma parte ficará com a Cáritas Diocesana. Com a discrição que lhe é peculiar, saberá manifestar a presença da comunidade cristã, através dos Grupos Cáritas ou da diversidade dos Movimentos ou Grupos Sócio-Caritativos da Diocese, junto daqueles casos a quem a comunidade local não possa dar resposta e lhe apresente a situação devidamente fundamentada.
– Outra parte irá, através e ao critério da mesma Cáritas, para São Tomé e Príncipe. O Presidente da Cáritas Diocesana fez parte de uma Delegação Nacional que recentemente visitou aquele País no âmbito da cooperação já existente. Continuar a ajudar aquele povo irmão a viver com o mínimo de dignidade é um desafio que a Cáritas Portuguesa tem assumido com amor e persistência. Desta vez, para além dos projectos já em curso no terreno, trouxeram outras preocupações que querem ajudar a resolver.
A Caritas da nossa Diocese de Portalegre-Castelo Branco assumiu duas linhas de apoio:
1- Conceder à Paróquia de Santana um subsídio de 750 euros, o suficiente (!) para as obras de adaptação e equipamento de uma creche;
2- Ajudar a criar um aviário na Roça “Bôbô Fôrro”, exploração agrícola e pecuária pertencente à Caritas de S. Tomé. O produto da venda do que ali se vier a criar e produzir destina-se à superação das inúmeras carências que têm as crianças de S. Tomé e Príncipe. É esse o objectivo.
Para concretizarmos esta colaboração, sujeitaremos toda a nossa campanha de renúncia quaresmal ao slogan: “um pintainho para São Tomé e Príncipe”. (Um pintainho: um euro). Procuraremos envolver nesta campanha, de uma forma muito especial, todas as crianças, adolescentes e jovens da nossa Diocese com as iniciativas que eles mesmos, os párocos, os catequistas, os movimentos e as famílias forem capazes de dinamizar para que também as novas gerações se habituem a pensar e partilhar com os mais pobres, não o que lhes sobra, mas o fruto das suas renúncias, jejuns e abstinências sofridas e voluntárias por amor aos outros.
D. Antonino Dias - Bispo de Portalegre-Castelo Branco
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Carnaval, Cinzas e Quaresma
Os próximos dias são marcados pelo início do tempo de preparação para a Páscoa, no calendário da Igreja Católica
Olhando para o calendário, rapidamente se percebe que é a Páscoa quem rege o Carnaval: a Páscoa é celebrada no primeiro Domingo da lua cheia após o Equinócio da Primavera, no hemisfério Norte. O Carnaval acontece entre 3 de Fevereiro e 9 de Março, sempre 47 dias antes da Páscoa, ou seja, após o sétimo Domingo que antecede o Domingo de Páscoa.
Carnaval
O Carnaval é uma festividade popular colectiva, cíclica e agrária. Teve como verdadeiros iniciadores os povos que habitavam as margens do rio Nilo, no ano 4000 a.C., e uma segunda origem, por assim dizer, nas festas pagãs greco-romanas que celebravam as colheitas, entre o séc. VII a.C. e VI d.C.
A Igreja viria a alterar e adaptar práticas pré-cristãs, relacionando o período carnavalesco com a Quaresma. Uma prática penitencial preparatória à Páscoa, com jejum começou a definir-se a partir de meados do século II; por volta do século IV, o período quaresmal caracterizava-se como tempo de penitência e renovação interior para toda a Igreja, inclusive por meio do jejum e da abstinência
Tertuliano, São Cipriano, São Clemente de Alexandria e o Papa Inocêncio II foram grandes inimigos do Carnaval, mas, no ano 590, a Igreja Católica permite que se realizem os festejos do Carnaval, que consistiam em desfiles e espectáculos de carácter cómico.
No séc. XV, o Papa Paulo II contribuiu para a evolução do Carnaval, imprimindo uma mudança estética ao introduzir o baile de máscaras, quando permitiu que, em frente ao seu palácio, se realizasse o Carnaval romano, com corridas de cavalos, carros alegóricos, corridas de corcundas, lançamento de ovos, água e farinha e outras manifestações populares.
Sobre a origem da palavra Carnaval não há unanimidade entre os estudiosos, mas as hipóteses “carne vale” (adeus carne!) ou de “carne levamen” (supressão da carne) levam-nos, indubitavelmente, para o início do período da Quaresma. A própria designação de Entrudo, ainda muito utilizada entre nós, vem do latim “introitus” e apresenta o significado de dar entrada, começo, em relação a esse tempo litúrgico.
Cinzas
No dia seguinte, a cinza recorda o que fica da queima ou da corrupção das coisas e das pessoas. Este rito é um dos mais representativos dos sinais e gestos simbólicos do caminho quaresmal.
Nos primeiros séculos, apenas cumprem este rito da imposição da cinza os grupos de penitentes ou pecadores que querem receber a reconciliação no final da Quaresma, na Quinta-feira Santa, às portas da Páscoa. Vestem hábito penitencial, impõem cinza na sua própria cabeça, e desta forma apresentam-se diante da comunidade, expressando a sua vontade de conversão.
A partir do século XI, quando desaparece o grupo de penitentes como instituição, o Papa Urbano II estendeu este rito a todos os cristãos no princípio da Quaresma. As cinzas, símbolo da morte e do nada da criatura em relação a seu Criador, obtêm-se por meio da queima dos ramos de palmeiras e de oliveiras abençoados no ano anterior, na celebração do Domingo de Ramos.
Quaresma
O termo Quaresma deriva do latim "quadragesima dies", ou seja, quadragésimo dia. É o período do ano litúrgico que dura 40 dias: começa na quarta-feira de cinzas e termina na missa "in Coena Domini" (Quinta-Feira Santa), sem inclui-la.
O sexto Domingo, que dá início à Semana Santa, é chamado "Domingo de Ramos", "de passione Domini". Desse modo, reduzindo o tempo "de passione" aos quatro dias que precedem a Páscoa, a Semana Ssanta conclui a Quaresma e tem como finalidade a veneração da Paixão de Cristo a partir da sua entrada messiânica em Jerusalém.
Uma prática penitencial preparatória para a Páscoa, com jejum, começou a surgir a partir de meados do século II; outras referências a um tempo pré-pascal aparecem no Oriente, no início do século IV, e no Ocidente no final do mesmo século.
Nos primeiros tempos da Igreja, durante esse período, estavam na fase final da sua preparação os catecúmenos que, durante a vigília pascal, haveriam de receber o Baptismo.
Por volta do século IV, o período quaresmal caracterizava-se como tempo de penitência e renovação interior para toda a Igreja, inclusive por meio do jejum e da abstinência, marcas que ainda hoje se mantêm.
Na Liturgia, este tempo é marcado por paramentos e vestes roxas, pela omissão do "Glória" e do "Aleluia" na celebração da Missa.
domingo, 22 de fevereiro de 2009
Via Sacra semanal
Quarta-feira de Cinzas
sábado, 21 de fevereiro de 2009
Liturgia da Eucaristia de Domingo, 22.02.2009
7º Domingo do Tempo Comum - Ano B
22 de Fevereiro de 2009
A primeira leitura fala-nos de um Deus que, em todos os momentos da história, está ao lado do seu Povo, a fim de o conduzir ao encontro da liberdade e da vida verdadeira. Sugere, no entanto, que o Povo necessita de percorrer um caminho de conversão e de renovação, antes de poder acolher a salvação/libertação que Deus tem para oferecer.
O Evangelho retoma a mesma temática. Diz que, através de Jesus, Deus derrama sobre a humanidade sofredora e prisioneira do pecado a sua bondade, a sua misericórdia, o seu amor. Ao homem resta acolher o dom de Deus, ir ao encontro de Jesus e aderir a essa proposta libertadora que Jesus veio apresentar.
A segunda leitura recomenda àqueles que aderiram à proposta de Jesus que vivam com coerência, com verdade, com sinceridade o seu compromisso, sem recurso a subterfúgios ou a lógicas de oportunidade.
Clique na imagem para ver uma reflexão sobre o Evangelho da Eucaristia do próximo Domingo
http://faroldeluz.wordpress.com/
http://www.acaminho.net/
http://www.agencia.ecclesia.pt
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Evangelho diário
Evangelho segundo S. Marcos 8,34-38.9,1.
Na verdade, quem quiser salvar a sua vida, há-de perdê-la; mas, quem perder a sua vida por causa de mim e do Evangelho, há-de salvá-la.
Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua vida? Ou que pode o homem dar em troca da sua vida?
Pois quem se envergonhar de mim e das minhas palavras entre esta geração adúltera e pecadora, também o Filho do Homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai, com os santos anjos.»
Disse-lhes também: «Em verdade vos digo que alguns dos aqui presentes não experimentarão a morte sem terem visto o Reino de Deus chegar em todo o seu poder.»
O que Ele quis ao usar esse símbolo terrível (pois a cruz era o instrumento que os romanos empregavam para executar os piores criminosos) era, sem dúvida nenhuma, deixar claro que viver como seu seguidor, seu discípulo, traz consigo muito sofrimento.
Não é qualquer sofrimento. Não é, por exemplo, sofrimento que resulta de pecado. Não é castigo, portanto. É condição de transformação. É sofrer por fazer o que deve ser feito. Fazer o que Ele faria com a miséria e a dor da condição humana. São aquelas dificuldades que nos mudam, moldam... diariamente.
Hoje em dia, falar de sacrifício pessoal é falar de coisas que as pessoas não querem ouvir. Mas, negar isso é negar o ABC, o mínimo do discipulado.
“Quem quiser seguir-Me...” Aceitar a cruz é aceitar o que Deus nos dá: “podem ser as nossas limitações pessoais, não ter recursos para estudar, uma deficiência física, sofrer uma depressão, conflitos familiares ... nada disso resulta das nossas escolhas, ninguém deseja deliberadamente essas coisas. Podemos, contudo, negá-las, rejeitá-las ou abraçá-las como sofrimento que nos transforma.
Diariamente podemos perguntar a nós mesmos e a Jesus o que representa auto-negação e levar nossa cruz naquele dia. Talvez seja perdoar. Dar a outra face. Andar mais uma milha. Cada dia traz o seu desafio de discipulado.
Todos os dias podemos seguir a Jesus ou não. A escolha é nossa. Negar nossa vontade de prazer e e assumir a nossa cruz dói mas torna-nos pessoas mais parecidas com Jesus. Mata-nos, mas ressuscita-nos com Ele.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
É hora de decisão...
Mesmo que a decisão seja só nossa, podemos ser ajudados
Lembro-me de tantas vezes em que precisei tomar sérias decisões na minha vida... E penso no que seria de mim se não tivesse tomado cada decisão, e recordo-me, com gratidão, das pessoas que me ajudaram a dar os passos necessários.
Acredito que diante das situações, quase sempre tensas, nas quais precisamos decidir-nos por alguma coisa, a primeira atitude que devemos tomar é pedir ajuda a quem nos ama; e, de preferência, que essa pessoa não esteja envolvida no caso. Mesmo que a decisão seja só nossa, podemos ser ajudados no sentido de avaliar bem “as duas faces da moeda”. É que quando a situação nos pressiona a nos decidirmos, corremos o sério risco de agirmos guiados por sentimentos, pela razão ou por impulsos.
Hoje, talvez seja o dia de uma grande decisão na sua vida! Portanto, não tenha medo de dar os passos que devem ser dados. Partilhe isso com alguém da sua confiança e tenha a coragem de passar pelo processo necessário da mudança. Pode ser mais fácil do que imagina, mas só o saberá agindo.
Essa é promessa do Senhor e Ele é fiel. Posso testemunhar que sou uma pessoa feliz e o meio pelo qual Deus me forma, a cada dia, é dando-me a liberdade de fazer escolhas. A minha contribuição é fazer uso dessa liberdade e tentar fazer sempre a melhor escolha. Desejo que você também faça essa experiência, e confiando seguramente no Senhor, escolha hoje para sua vida o que é nobre e digno diante de Deus.