quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Dia Mundial do Doente



Hoje, dia 11 de Fevereiro, celebra-se o Dia Mundial do Doente.

Rezemos por todos os doentes, principalmente por aqueles que nos são mais próximos, para que Deus confira saúde à sua alma.
Que se cumpra neles a vontade d'Ele: se Ele desejar que eles se curem, que lhes seja concedida a saúde; se for outra a Sua vontade, que eles saibam carregar a sua cruz com coragem.
Peça-mos também por nós, que intercedemos pelos doentes; que Ele purifique os nossos corações, para que nos tornemos dignos de transmitir a Sua santa misericórdia.





Mensagem de Bento XVI para o Dia Mundial do Doente


"Queridos irmãos e irmãs

No Dia Mundial do Enfermo, que celebramos em 11 de Fevereiro, memória litúrgica da Bem-aventurada Maria, Virgem de Lurdes, as Comunidades diocesanas reúnem-se com os seus bispos em momentos de oração, para reflectir e programar iniciativas de sensibilização sobre as realidades do sofrimento. O Ano Paulino, que estamos celebrando, oferece a ocasião propícia para determo-nos e meditarmos com o Apóstolo Paulo sobre o facto que, “assim como os sofrimentos de Cristo são copiosos para nós, assim também por Cristo é copiosa a nossa consolação” (2 Cor 1,5).

A relação espiritual com Lurdes evoca também a materna solicitude da Mãe de Jesus pelos irmãos de seu Filho “que, entre perigos e angústias, caminham ainda na terra, até chegarem à pátria bem-aventurada” (Lumen Gentium, 62).

Este ano, a nossa atenção se dirige particularmente às crianças, criaturas mais frágeis e indefesas; e entre elas, às crianças enfermas e sofredoras. Pequenos seres humanos levam em seus corpos consequências de enfermidades que causam invalidez; outros lutam contra males hoje ainda incuráveis, não obstante o progresso da medicina e a assistência de válidos cientistas e profissionais do campo da saúde. Existem crianças feridas no corpo e na alma em conflitos e guerras, e outras ainda, vítimas inocentes do ódio de insensatas pessoas adultas. Existem meninos e meninas “de rua”, carentes do calor de uma família e abandonados a si mesmos; e menores profanados por pessoas sem escrúpulos, que violam a sua inocência, provocando sequelas psicológicas que as marcarão pelo resto da vida.

Não podemos ignorar o incalculável número de menores que morrem por causas como sede, fome, carência de assistência sanitária, assim como os pequenos refugiados, fugiram das suas terras com os pais em busca de melhores condições de vida. De todas estas crianças, eleva-se um silencioso grito de dor que interpela nossas consciências de homens e cristãos.

A comunidade cristã, que não pode ficar indiferente diante de situações tão dramáticas, sente o dever premente de intervir. Com efeito, como escrevi na Encíclica «Deus Caritas Est», “A Igreja é a família de Deus no mundo. Nesta família, não deve haver ninguém que sofra por falta do necessário” (25, b). Auspicio, portanto, que o Dia Mundial do Enfermo ofereça também a oportunidade às comunidades paroquiais e diocesanas de assumirem sempre mais a consciência de ser “família de Deus”, e as encoraje a tornar visível em aldeias, bairros e cidades, o amor do Senhor, que pede que “na própria Igreja enquanto família, nenhum membro sofra porque passa necessidade.” (ibid.). O testemunho da caridade faz parte da própria vida de toda comunidade cristã. Desde os seus inícios, a Igreja traduziu os princípios evangélicos em gestos concretos, como lemos nos Actos dos Apóstolos. Hoje, apesar das novas condições de assistência sanitária, sente-se a necessidade de uma colaboração mais estreita entre os profissionais da saúde que actuam em diversas instituições médicas e as comunidades eclesiais presentes no território. Nesta perspectiva, confirma-se todo o seu valor do Hospital Pediátrico Menino Jesus, instituição ligada à Santa Sé que celebra este ano 140 anos de vida.

Vamos além. Visto que toda criança enferma pertence a uma família que compartilha seu sofrimento, frequentemente com graves dificuldades, as comunidades cristãs não podem deixar de ajudar os núcleos familiares atingidos pela doença de um filho ou filha. Seguindo o exemplo do “Bom Samaritano”, é preciso inclinar-se às pessoas tão duramente provadas e oferecer-lhes o amparo de uma solidariedade concreta. Desta forma, a aceitação e a partilha do sofrimento se traduzem em útil apoio às famílias das crianças doentes, gerando nestas um clima de serenidade e esperança, e fazendo sentir a seu redor uma ampla família de irmãos e irmãs em Cristo. A compaixão de Jesus pelo pranto da viúva de Nain (cfr Lc 7,12-17) e pela implorante oração de Jairo (cfr Lc 8,41-56) são, entre outras coisas, pontos de referência para aprender a compartilhar os momentos de aflição física e moral de tantas famílias. Tudo isso pressupõe um amor desinteressado e generoso, reflexo e sinal do amor misericordioso de Deus, que nunca abandona seus filhos na provação, mas lhes oferece sempre admiráveis recursos de coração e inteligência para serem capazes de enfrentar adequadamente as dificuldades da vida.

A dedicação quotidiana e o empenho contínuo ao serviço das crianças enfermas constituem um testemunho eloquente de amor à vida humana, de modo especial, à vida de quem é vulnerável e totalmente dependente dos outros. É preciso afirmar, com vigor, a absoluta e suprema dignidade de toda vida humana. Com o passar dos tempos, o ensinamento que a Igreja incessantemente proclama não muda: a vida humana é bela e deve ser vivida em plenitude, mesmo quando é frágil e envolvida no mistério do sofrimento. É a Jesus, crucificado, que devemos dirigir o nosso olhar: morrendo na Cruz, Ele quis compartilhar a dor de toda a humanidade. Em seu ‘sofrer por amor’, percebemos uma suprema co-participação aos sofrimentos dos pequenos doentes e de seus pais. Meu venerado predecessor, João Paulo II, que ofereceu um exemplo luminoso da aceitação paciente do sofrimento, especialmente no final de sua vida, escreveu: “Na Cruz está o «Redentor do homem», o Homem das dores, que assumiu sobre si os sofrimentos físicos e morais dos homens de todos os tempos, para que estes possam encontrar no amor o sentido salvífico dos próprios sofrimentos e respostas válidas para todas as suas interrogações " (Salvifici doloris, 31).

Desejo agora expressar o meu apreço e encorajamento às Organizações internacionais e nacionais que assistem as crianças doentes, especialmente nos países pobres, e que com generosidade e abnegação, oferecem a sua contribuição para assegurar-lhes cuidados adequados e amorosos. Ao mesmo tempo, dirijo um apelo aos responsáveis das Nações para que sejam reforçadas as leis e medidas em favor de crianças doentes e de suas famílias. A Igreja, por sua vez, como sempre, e ainda mais quando a vida de crianças está em jogo, se faz disponível para oferecer a sua cordial colaboração, na intenção de transformar toda a civilização humana em «civilização do amor» (cfr Salvifici doloris, 30).


Concluindo, gostaria de expressar a minha proximidade espiritual a todos vocês, queridos irmãos e irmãs que sofrem por alguma enfermidade. Dirijo uma saudação carinhosa às pessoas que os assistem: Bispos, sacerdotes, pessoas consagradas, agentes de saúde, voluntários e todos os que se dedicam com amor a curar e aliviar o sofrimento de quem é atingido pela doença. Uma saudação toda especial a vocês, queridas crianças enfermas e que sofrem: o Papa as abraça com carinho paterno, assim como a seus pais e familiares, e lhes assegura uma recordação na oração, convidando-os a confiar na materna ajuda da Imaculada Virgem Maria, que contemplamos mais uma vez no último Natal enquanto abraçava com alegria o Filho de Deus feito menino. Ao invocar para vocês e para todos os enfermos a materna protecção da Virgem Santa, Saúde dos Enfermos, concedo a todos, de coração, uma especial Bênção Apostólica".

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Novo Blogue!!



Pois é... há mais um movimento da nossa paróquia com um blogue na Internet!!

Trata-se do Renovamento Carismático Católico de Alferrarede. Podem aceder ao blogue no seguinte endereço: http://rccalferrarede.blogspot.com/

Neste site, o grupo publica todas as suas actividades.


domingo, 8 de fevereiro de 2009

Roubo da Nossa Senhora das Graças


A nossa santinha, a Nossa Senhora das Graças foi roubada. Por isso, teremos de interromper as visitas da Santa às casas dos jovens.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Desafio lançado pelas Irmãs da Apresentação de Maria

As Irmãs da Apresentação de Maria estão a organizar uma peregrinação às fontes no próximo Verão e pediram-nos para a divulgar.

É um desafio lançado a todas as jovens que desejem fazer uma experiência vocacional, além de que proporcionará o contacto com jovens de outros países.

Atreves-te??





Um desafio para ti e para nós...





Jovem... para seguires um pouco daquilo que se passa nos 21 países onde estamos a promover este desafio que se chama PEREGRINAÇÃO INTERNACIONAL ÀS FONTES...

DESAFIAMOS-TE a visitares o nosso hi5, onde encontrarás as jovens que farão parte da Peregrinação que se realizará em Agosto!

Ajuda-nos a divulgar... ADERINDO!

LINK: http://pvinternational2009.hi5.com


Liturgia da Eucaristia de Domingo, 08.02.2009



EM MIM ENCONTRAREIS A SAÚDE QUE DÁ VIDA






5º Domingo do Tempo Comum - Ano B
8 de Fevereiro de 2009



Que sentido têm o sofrimento e a dor que acompanham a caminhada do homem pela terra? Qual a “posição” de Deus face aos dramas que marcam a nossa existência? A liturgia do 5º Domingo do Tempo Comum reflecte sobre estas questões fundamentais. Garante-nos que o projecto de Deus para o homem não é um projecto de morte, mas é um projecto de vida verdadeira, de felicidade sem fim.

Na primeira leitura, um crente chamado Job comenta, com amargura e desilusão, o facto de a sua vida estar marcada por um sofrimento atroz e de Deus parecer ausente e indiferente face ao desespero em que a sua existência decorre… Apesar disso, é a Deus que Job se dirige, pois sabe que Deus é a sua única esperança e que fora d’Ele não há possibilidade de salvação.

No Evangelho manifesta-se a eterna preocupação de Deus com a felicidade dos seus filhos. Na acção libertadora de Jesus em favor dos homens, começa a manifestar-se esse mundo novo sem sofrimento, sem opressão, sem exclusão que Deus sonhou para os homens. O texto sugere, ainda, que a acção de Jesus tem de ser continuada pelos seus discípulos.

A segunda leitura sublinha, especialmente, a obrigação que os discípulos de Jesus assumiram no sentido de testemunhar diante de todos os homens a proposta libertadora de Jesus. Na sua acção e no seu testemunho, os discípulos de Jesus não podem ser guiados por interesses pessoais, mas sim pelo amor a Deus, ao Evangelho e aos irmãos.




Clique na imagem para ver uma reflexão acerca do Evangelho do próximo Domingo




Fontes:
http://faroldeluz.wordpress.com
http://www.acaminho.net

Distribuição do Banco Alimentar


Amanhã, sábado, dia 7 de Fevereiro, faremos a distribuição dos alimentos do Banco Alimentar.
Encontramo-nos no Salão Paroquial às 15h.

Não faltes!!

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Mensagem de Bento XVI para a Quaresma 2009



“Jesus, após ter jejuado durante 40 dias e 40 noites, por fim, teve fome” (Mt 4, 2)


No início da Quaresma, que constitui um caminho de treino espiritual mais intenso, a Liturgia propõe-nos três práticas penitenciais muito queridas à tradição bíblica e cristã – a oração, a esmola, o jejum – a fim de nos predispormos para celebrar melhor a Páscoa e deste modo fazer experiência do poder de Deus que, como ouviremos na Vigília pascal, «derrota o mal, lava as culpas, restitui a inocência aos pecadores, a alegria aos aflitos. Dissipa o ódio, domina a insensibilidade dos poderosos, promove a concórdia e a paz» (Hino pascal). Na habitual Mensagem quaresmal, gostaria de reflectir este ano em particular sobre o valor e o sentido do jejum. De facto a Quaresma traz à mente os quarenta dias de jejum vividos pelo Senhor no deserto antes de empreender a sua missão pública. Lemos no Evangelho: «O Espírito conduziu Jesus ao deserto a fim de ser tentado pelo demónio. Jejuou durante quarenta dias e quarenta noites e, por fim, teve fome» (Mt 4, 1-2). Como Moisés antes de receber as Tábuas da Lei (cf. Êx 34, 28), como Elias antes de encontrar o Senhor no monte Oreb (cf. 1 Rs 19, 8), assim Jesus rezando e jejuando se preparou para a sua missão, cujo início foi um duro confronto com o tentador.

Podemos perguntar que valor e que sentido tem para nós, cristãos, privar-nos de algo que seria em si bom e útil para o nosso sustento. As Sagradas Escrituras e toda a tradição cristã ensinam que o jejum é de grande ajuda para evitar o pecado e tudo o que a ele induz. Por isto, na história da salvação é frequente o convite a jejuar. Já nas primeiras páginas da Sagrada Escritura o Senhor comanda que o homem se abstenha de comer o fruto proibido: «Podes comer o fruto de todas as árvores do jardim; mas não comas o da árvore da ciência do bem e do mal, porque, no dia em que o comeres, certamente morrerás» (Gn 2, 16-17). Comentando a ordem divina, São Basílio observa que «o jejum foi ordenado no Paraíso», e «o primeiro mandamento neste sentido foi dado a Adão». Portanto, ele conclui: «O "não comas" e, portanto, a lei do jejum e da abstinência» (cf. Sermo de jejunio: PG 31, 163, 98). Dado que todos estamos estorpecidos pelo pecado e pelas suas consequências, o jejum é-nos oferecido como um meio para restabelecer a amizade com o Senhor. Assim fez Esdras antes da viagem de regresso do exílio à Terra Prometida, convidando o povo reunido a jejuar «para nos humilhar – diz – diante do nosso Deus» (8, 21). O Omnipotente ouviu a sua prece e garantiu os seus favores e a sua protecção. O mesmo fizeram os habitantes de Ninive que, sensíveis ao apelo de Jonas ao arrependimento, proclamaram, como testemunho da sua sinceridade, um jejum dizendo: «Quem sabe se Deus não Se arrependerá, e acalmará o ardor da Sua ira, de modo que não pereçamos?» (3, 9). Também então Deus viu as suas obras e os poupou.

No Novo Testamento, Jesus ressalta a razão profunda do jejum, condenando a atitude dos fariseus, os quais observaram escrupulosamente as prescrições impostas pela lei, mas o seu coração estava distante de Deus. O verdadeiro jejum, repete também noutras partes o Mestre divino, é antes cumprir a vontade do Pai celeste, o qual «vê no oculto, recompensar-te-á» (Mt 6, 18). Ele próprio dá o exemplo respondendo a satanás, no final dos 40 dias transcorridos no deserto, que «nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus» (Mt 4, 4). O verdadeiro jejum finaliza-se portanto a comer o «verdadeiro alimento», que é fazer a vontade do Pai (cf. Jo 4, 34). Portanto, se Adão desobedeceu ao mandamento do Senhor «de não comer o fruto da árvore da ciência do bem e do mal», com o jejum o crente deseja submeter-se humildemente a Deus, confiando na sua bondade e misericórdia.

Encontramos a prática do jejum muito presente na primeira comunidade cristã (cf. Act 13, 3; 14, 22; 27, 21; 2 Cor 6, 5). Também os Padres da Igreja falam da força do jejum, capaz de impedir o pecado, de reprimir os desejos do «velho Adão», e de abrir no coração do crente o caminho para Deus. O jejum é também uma prática frequente e recomendada pelos santos de todas as épocas. Escreve São Pedro Crisólogo: «O jejum é a alma da oração e a misericórdia é a vida do jejum, portanto quem reza jejue. Quem jejua tenha misericórdia. Quem, ao pedir, deseja ser atendido, atenda quem a ele se dirige. Quem quer encontrar aberto em seu benefício o coração de Deus não feche o seu a quem o suplica» (Sermo 43; PL 52, 320.332).

Nos nossos dias, a prática do jejum parece ter perdido um pouco do seu valor espiritual e ter adquirido antes, numa cultura marcada pela busca da satisfação material, o valor de uma medida terapêutica para a cura do próprio corpo. Jejuar sem dúvida é bom para o bem-estar, mas para os crentes é em primeiro lugar uma «terapia» para curar tudo o que os impede de se conformarem com a vontade de Deus. Na Constituição apostólica Paenitemini de 1966, o Servo de Deus Paulo VI reconhecia a necessidade de colocar o jejum no contexto da chamada de cada cristão a «não viver mais para si mesmo, mas para aquele que o amou e se entregou a si por ele, e... também a viver pelos irmãos» (Cf. Cap. I). A Quaresma poderia ser uma ocasião oportuna para retomar as normas contidas na citada Constituição apostólica, valorizando o significado autêntico e perene desta antiga prática penitencial, que pode ajudar-nos a mortificar o nosso egoísmo e a abrir o coração ao amor de Deus e do próximo, primeiro e máximo mandamento da nova Lei e compêndio de todo o Evangelho (cf. Mt 22, 34-40).

A prática fiel do jejum contribui ainda para conferir unidade à pessoa, corpo e alma, ajudando-a a evitar o pecado e a crescer na intimidade com o Senhor. Santo Agostinho, que conhecia bem as próprias inclinações negativas e as definia «nó complicado e emaranhado» (Confissões, II, 10.18), no seu tratado A utilidade do jejum, escrevia: «Certamente é um suplício que me inflijo, mas para que Ele me perdoe; castigo-me por mim mesmo para que Ele me ajude, para aprazer aos seus olhos, para alcançar o agrado da sua doçura» (Sermo 400, 3, 3: L 40, 708). Privar-se do sustento material que alimenta o corpo facilita uma ulterior disposição para ouvir Cristo e para se alimentar da sua palavra de salvação. Com o jejum e com a oração permitimos que Ele venha saciar a fome mais profunda que vivemos no nosso íntimo: a fome e a sede de Deus.

Ao mesmo tempo, o jejum ajuda-nos a tomar consciência da situação na qual vivem tantos irmãos nossos. Na sua Primeira Carta São João admoesta: «Aquele que tiver bens deste mundo e vir o seu irmão sofrer necessidade, mas lhe fechar o seu coração, como estará nele o amor de Deus?» (3, 17). Jejuar voluntariamente ajuda-nos a cultivar o estilo do Bom Samaritano, que se inclina e socorre o irmão que sofre (cf. Enc. Deus caritas est, 15). Escolhendo livremente privar-nos de algo para ajudar os outros, mostramos concretamente que o próximo em dificuldade não nos é indiferente. Precisamente para manter viva esta atitude de acolhimento e de atenção para com os irmãos, encorajo as paróquias e todas as outras comunidades a intensificar na Quaresma a prática do jejum pessoal e comunitário, cultivando de igual modo a escuta da Palavra de Deus, a oração e a esmola. Foi este, desde o início o estilo da comunidade cristã, na qual eram feitas colectas especiais (cf. 2 Cor 8-9; Rm 15, 25-27), e os irmãos eram convidados a dar aos pobres quanto, graças ao jejum, tinham poupado (cf. Didascalia Ap., V, 20, 18). Também hoje esta prática deve ser redescoberta e encorajada, sobretudo durante o tempo litúrgico quaresmal.

De quanto disse sobressai com grande clareza que o jejum representa uma prática ascética importante, uma arma espiritual para lutar contra qualquer eventual apego desordenado a nós mesmos. Privar-se voluntariamente do prazer dos alimentos e de outros bens materiais, ajuda o discípulo de Cristo a controlar os apetites da natureza fragilizada pela culpa da origem, cujos efeitos negativos atingem toda a personalidade humana. Exorta oportunamente um antigo hino litúrgico quaresmal: «Utamur ergo parcius, / verbis, cibis et potibus, / somno, iocis et arcitius / perstemus in custodia – Usemos de modo mais sóbrio palavras, alimentos, bebidas, sono e jogos, e permaneçamos mais atentamente vigilantes».

Queridos irmãos e irmãos, considerando bem, o jejum tem como sua finalidade última ajudar cada um de nós, como escrevia o Servo de Deus Papa João Paulo II, a fazer dom total de si a Deus (cf. Enc. Veritatis splendor, 21). A Quaresma seja portanto valorizada em cada família e em cada comunidade cristã para afastar tudo o que distrai o espírito e para intensificar o que alimenta a alma abrindo-a ao amor de Deus e do próximo. Penso em particular num maior compromisso na oração, na lectio divina, no recurso ao Sacramento da Reconciliação e na participação activa na Eucaristia, sobretudo na Santa Missa dominical. Com esta disposição interior entremos no clima penitencial da Quaresma. Acompanhe-nos a Bem-Aventurada Virgem Maria, Causa nostrae laetitiae, e ampare-nos no esforço de libertar o nosso coração da escravidão do pecado para o tornar cada vez mais «tabernáculo vivo de Deus». Com estes votos, ao garantir a minha oração para que cada crente e comunidade eclesial percorra um proveitoso itinerário quaresmal, concedo de coração a todos a Bênção Apostólica.


BENEDICTUS PP. XVI


terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Datas do Pré-Seminário




Para os rapazes que pretendam fazer uma experiência vocacional, a nossa Diocese realiza regularmente pré-seminários.

São espaços para aprofundamento da fé e, sobretudo, para ter contacto com uma realidade nova que propiciará momentos de auto-conhecimento e de descoberta da nossa vocação.

Abaixo encontram-se as datas do pré-seminário Diocesano.

Quem quiser inscrever-se para estes pré-seminários deve pedir mais informações junto do nosso grupo ou junto do nosso pároco, Padre Carlos.


DATAS DOS PRÉ-SEMINÁRIOS


Outubro 2008
12 – Entrada solene de D. Antonino Dias na Diocese
18-19 – Presença em Paróquias
25 – Reunião com Párocos (I)
– Fim de tarde “Provocação” - Grupo de pesquisa e reflexão vocacional” (I)
26 - Presença em Paróquias

Novembro 2008
9-16 – Semana dos Seminários
15-16 – Encontro de Pré – Seminário Diocesano
23 - Presença em Paróquias
29 – Fim de tarde “Provocação” - Grupo de pesquisa e reflexão vocacional” (II)
30 - Presença em Paróquias

Dezembro 2008
13-14 - Encontro de Pré – Seminário Diocesano

Janeiro 2009
10-11 - Presença em Paróquias
17-18 - Encontro de Pré – Seminário Diocesano
24 – Reunião com Párocos (II)
– Fim de tarde “Provocação” (Grupo de pesquisa e reflexão vocacional” (III)
25 - Presença em Paróquias

Fevereiro 2009
7-8 - Presença em Paróquias
14-15 - Encontro de Pré – Seminário Diocesano

Março 2009
7 – Fim de tarde “Provocação” (Grupo de pesquisa e reflexão vocacional” (IV)
8 - Presença em Paróquias
14-15 - Encontro de Pré – Seminário Diocesano: Retiro
28-29 - Presença em Paróquias

Abril 2009
5-12 - Semana Santa e Páscoa da Ressurreição
25 – Fim de tarde “Provocação” (Grupo de pesquisa e reflexão vocacional” (V)
26 - Presença em Paróquias

Maio 2009
3-10 – Semana de Oração pelas Vocações
9-10 – Encontro de Pré – Seminário Diocesano
31 – Peregrinação Diocesana ao Santuário de Nª Senhora de Fátima

Junho 2009
6-7 – Simpósio Paulino (Coimbra)
13 – Fim de tarde “Provocação” (Grupo de pesquisa e reflexão vocacional) (VI)
13-14 - Encontro de Pré – Seminário Diocesano
20 – Reunião com Párocos (III)
21 - Presença em Paróquias
27-28 - Presença em Paróquias

Julho 2009
11-12 - Encontro de Pré – Seminário Diocesano e de admissão ao Seminário





Podem também obter mais informações através do e-mail e.pro.vocacao@sapo.pt, assim como consultar o blogue do Secretariado Diocesano da Pastoral das Vocações de Portalegre e Castelo Branco.

Para isso, basta clicar na imagem abaixo.




Pensamento do dia

"Que Ele vos conceda, de acordo com a riqueza da Sua glória, que sejais cheios de força, pelo Seu Espírito, para que se robusteça em vós o homem interior".

(Ef. 3, 16)

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Ida ao programa "Atreve-te a Cantar!"


A Juventude Mariana Vicentina de Alferrarede foi convidada para assistir ao programa da SIC "Atreve-te a cantar!", com a apresentação de Bárbara Guimarães.

Iremos assistir à gravação do programa no dia 24 de Fevereiro (dia de Carnaval), à tarde. Vamos para o estúdio num autocarro alugado, o que terá um custo de 9€ por pessoa.

As inscrições para a ida ao programa encontram-se já abertas e ficarão até ao dia 15 de Fevereiro.

Qualquer pessoa pode ir, mesmo não pertencendo à JMV.

Do que é que estás à espera? Atreves-te a cantar?